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Mensagens

A mostrar mensagens de 2009

Pensar, pensar, pensar

Ultimamente ando a precisar de escrever, nem sei bem o quê. As férias estão a acabar, mas até acho melhor assim. Já estou com saudades de Braga, de ter o que fazer. Não me estou a queixar, precisava de descansar, mas também estou um bocadinho cansada de fazer sempre o mesmo... e não tem parado de chover. Claro que vou ter saudades daqui, da família, mas acho que Gouveia agora é sinónimo de pausa, é como se a minha vida parasse e ficasse assim, suspensa. Gouveia também é sinónimo de demasiadas recordações, sobretudo porque tenho mais tempo livre e porque se saio é inevitável passar por sítios que estão marcados, que vão significar sempre alguma coisa mais... Será que algum dia vou deixar de sentir saudades? Será que algum dia vou conseguir andar por aqui na rua, livre de todas as lembranças? Tenho muitas dúvidas... Dizem que o tempo cura tudo, mas quanto tempo? É que já passaram anos... Podia pôr-me para aqui com as resoluções para 2010, neste dia é o que mais se fala. Decisões de ano...

"O Senhor dos Aneis"

Este ano foi o ano em que descobri Tolkien , autor da brilhante e muito falada saga "O Senhor dos Aneis". Já tinha visto os filmes, quando saíram, mas nunca tinha pegado nos livros. Os meus avós ofereceram-me os 3 como prenda de aniversário e lembro-me como se fosse hoje que era esse o livro que estava a ler no dia 31 de Dezembro do ano passado: "A Irmandade do Anel". Conheço muita gente que quando ouve falar deles torce logo o nariz: ou viram pedaços e não gostaram, ou viram tudo e não gostam mesmo, ou são os "bichos feios", como diz a minha mãe, que fazem impressão... Enfim, gostos não se discutem. Mas como este espaço é para eu escrever acerca de mim, do que gosto, do que gosto menos... Esta saga (sobretudo "O Regresso do Rei") é daquelas que marcaram a minha vida, depois de ler os livros, por isso tenho que falar nela. Quando vi os filmes da primeira vez, não liguei muito, lembro-me que no último até já estava farta. Depois de ler os livros, ...

Para ti...

Ontem falei contigo outra vez, depois de muito tempo. Uma conversa banal, do tipo "tudo bem? Sim, e contigo?", testemunha dos estranhos em que nos tornámos. Sabes uma coisa, uma coisa que gostava muito de te dizer? Sinto muito a tua falta. Muito mesmo. Ainda hoje, passados quase 5 anos... ainda hoje há dias em que acordo a recordar e dói, ainda dói. Não tenho saudades do que sentia por ti, não tenho saudades da relação confusa e complicada que tinhamos. Tenho saudades da tua amizade. Podia não ser muito saudável às vezes, mas sinto falta. De te telefonar, de passar tardes contigo a falar de tudo e nada, de como conseguias fazer-me rir até dos meus problemas, de quando me soubeste ouvir, mesmo não me entendendo... Tenho tantas saudades... Às vezes basta alguém dizer alguma coisa para eu me lembrar, para eu me sentir como naquela altura, quando estavas comigo. Tenho orgulho em mim por ter ultrapassado o mais dificil, por ter aprendido a viver sem ti e sobretudo por ter aprendid...

Palavras, só isso...

"E nesta vida, nada que seja bom se perde realmente. Torna-se parte integrante de uma pessoa, do seu carácter. Por conseguinte, uma parte de ti acompanha-me a todos os lados. E parte de mim é tua para sempre." (Rosamunde Pilcher) Vou ser-te sempre grata por isso. Muito obrigada. Sim, é para ti.

Um balanço do ano

Penúltimo dia do ano. O tempo passa a voar, quer queiramos quer não. Tristes ou felizes, magoados ou inteiros, gratos ou ingratos, confiantes ou não, os dias seguem, não esperam por nós. Temos duas opções: aproveitar cada segundo ao máximo ou arrastarmo-nos e contar os minutos para acabar. Acreditem que esta segunda opção não é nada saudável. Então, balanço do ano, as minhas conquistas: O ponto alto foi definitivamente o estágio, o facto de adorar o que faço, de os meus medos se terem revelado desnecessários. Escolhi psicologia por várias razões: porque acho mesmo fascinante a complexidade do ser humano, a forma como funcionamos ou não; porque precisava de me compreender melhor a mim mesma e a algumas pessoas que passaram na minha vida (talvez esta tenha sido a principal razão, inicialmente); mas, acima de tudo, porque nada me faz sentir melhor do que poder ajudar alguém a levantar-se, a perceber que é forte, que consegue continuar, mesmo quando acha que a vida não tem mais nada para l...

Partiste? Pois então conserta

"Estas são as coisas de que tenho a certeza: Quando pensamos que temos razão, o mais provável é estarmos enganados. As coisas que se partem - sejam ossos, corações ou promessas - podem voltar a ficar juntas, mas nunca mais ficarão inteiras." (Jodi Picoult, "Frágil") Infelizmente tenho que concordar, as cicatrizes estão sempre cá, a dor acho que também não passa por completo, está cá sempre a recordação do que foi e podia ter sido... Mas, boa notícia, podemos viver com isso! Pois é, verdade. Temos direito a fazer o luto, mas depois da raiva, da negação, da depressão... é possível continuar, é possível perdoar. Sabem o que é mesmo mais importante de tudo? Gostarmos de nós. Sabermos lidar com as nossas fraquezas, estarmos preparados para que hajam dias menos bons, acreditarmos que podemos ser quem queremos ser, acreditarmos em finais felizes. Sim, porque apesar de tudo, eu acredito. Hoje perguntaram-me, ainda não há pouco tempo, se estava bem sozinha. A minha resposta ...

Um bocadinho de paz, só isso...

Porque é que as pessoas não se esforçam um bocadinho? Acho espantosa a capacidade que temos de magoar os outros por nada... Às vezes estamos todos demasiado absorvidos pelos nossos problemas para reparar muito nos outros, para nos preocuparmos com alguma coisa para além de nós. Acontece a todos, a mim também muitas vezes. Mas custa-me muito ver pessoas de quem gosto, as pessoas mais importantes da minha vida, a magoarem-se só "porque sim". Custa assim tanto sorrir? Às vezes é tudo o que é preciso, um sorriso, uma palavra mais cuidadosa. Custa muito?? Um conselho: por pior que se sintam, por mais problemas que tenham, sejam cuidadosos a lidar com os outros, sorriam, estendam a mão, só uma palavra amiga. A sério que se vão sentir melhor. Lá porque o Natal passou, não quer dizer que o espírito pode simplesmente desaparecer! Com tanta porcaria que se vê na televisão, pessoas a sofrerem tanto, tanto ódio irracional por aí... porque não havemos nós, cada um de nós, de dar o nosso m...

Coming back

Voltei. Estive aí uns dois meses sem precisar de escrever, se é bom ou mau sinal não sei. Será por me sentir mais segura ou por estar a fugir aos problemas outra vez? Não sei. Dúvidas, as minhas companheiras de todos os dias... Enfim... cá vou eu.

Promessas... não tem que ser o vento a levá-las

Não tenho sido a pessoa que queria ser, a pessoa que prometi a mim mesma ser. Tenho sido demasiado pessimista, mal humorada, até egoísta. Hoje sinto-me melhor. Já falei com os meus pais a respeito da TAC que quero fazer, para ver se de facto tenho razões para me preocupar. E se tiver, terei que lidar com isso depois. Mas para já, tirando as minhas dores de cabeça, estou melhor. Acabou o tempo de auto-piedade. Já fiz muito disso. Aliás, vendo bem, acho que vai chegar para a minha vida toda. Neste momento, é nisso que tenho que me concentrar, no momento. Retomar a direcção da minha vida e deixar de pensar no que “pode ser”. Se não puder contar comigo, conto com quem? Chega de queixas, chega de episódios depressivos. É uma promessa. Outra.

Hipocondríaca? Deprimida? Antes isso!

Ok, vem aí um chorrilho (esta palavra existe mesmo?) depressivo. Afastem-se, começo a achar que pode ser contagioso. Isto está mau (outra vez). Descobri (já tinha tido umas pistas, mas é oficial) o meu maior problema. Overthinking. Gosto dessa expressão em inglês. Dói-me muito a cabeça, facto. Acho que tenho que ir mesmo ao médico, outro facto. O mais rápido possível. Pode não ser nada, mas sei que enquanto não tiver certeza isto não vai passar. E tenho um pressentimento (isso existe? Também não sei) de que alguma coisa não está bem. As tonturas não são normais, a desrealização também não é… E conjugado com estas dores… Não estou a gostar nada do panorama. Pareço hipocondríaca? Ok, seja. Estou farta de ter medo (e tenho… muito medo), de andar a desvalorizar, a dizer que “não deve ser nada”, estou farta de ouvir as teorias de toda a gente… Sobretudo porque parece que grande parte das pessoas acha que é exagero meu, ou que é psicológico, que estou deprimida… Estou cansada, mal humorada… ...

Uma viagem no tempo

Já foi tudo tão mais simples... Esta semana faço 22 aninhos, por isso ando nostálgica. Não que fazer anos seja assim tão importante para mim (refiro-me, claro, ao dia específico). Acaba por ser só mais um dia... Mesmo assim, não deixa de ser um marco importante, um motivo (mais um!) para estar profundamente grata (e estou). Mas, como dizia, fico nostálgica, particularmente em dias como este, em que já escurece mais cedo, está a chover... e dou mais um dia por terminado. O tempo passa mesmo, não é? É uma constatação estúpida e já gasta, mas que é que eu posso fazer, às vezes bate forte. Lembro-me de dias inteiros a fazer bolos de lama (nada de pânico, já foi há muitossss aninhos, não sou assim tão maluca... ou sou?) com as primas e com a manita, dias em que a única preocupação (geral) era "E agora, brincamos a quê?". Ou "Há mais terra?" (ok, esta última era uma piada). Também passámos aquela fase em que achávamos que sabíamos cantar (gostava muito de poder dizer ...

'Cause I am fragile...

Fragile , Maria Mena "I`ve been walking around all day, thinking I think i have a problem, I think I think too much I`ve been tought to hold back my tears and avoid them but you`ve made pain into something I could touch I`ve been walking around all day, laughing Think I`d be better off whithout you here And I bet you are sweet and hard to get over So I`ll cry and people will stop and stare now thats ok, let them stop and stare... coz I am fragile I am hopeless I'm not perfect but I am free... I`ve been walking around all day, waiting and waiting is all I seem to do ´cause I never get it unless I`m fed it but this time I'll just have to yeah this time I'll just have to... Say you're not around... am I finished? If you`re not around that's too bad Hope you´re safe and sound, not alone now ´cause you know I belive in you..." Já não escrevo nada aqui há muito tempo. Se é bom sinal ou não, não sei... Digamos que tenho andado relativamente ocupada. Isso é ...

What now?

"People are always complaining that life's not fair, but that simply isn't true. Life is extraordinarily fair. It's just not centered on you." (Lynn Marie Sager) Só tenho uma questão. O que é que é suposto eu fazer? Alguém pode responder-me a isso? Não vou perguntar porquê, seria demasiado "cliché" e completamente inútil. Mas o que é que eu faço????

"E eu era feliz? Não sei"

"Pobre velha música! Não sei porque agrado, Enche-se de lágrimas Meu olhar parado. Recordo outro ouvir-te. Não sei se te ouvi Nessa minha infância Que me lembra em ti. Com que ânsia tão raiva Quero aquele outrora! E eu era feliz? Não sei: Fui-o outrora agora."

Desiludida...

É mau sermos magoados por outras pessoas, por pessoas importantes para nós. Ainda é pior sermos nós a magoar alguém importante. Acho muito pior. Ver a expressão de mágoa dessa pessoa. Saber que a culpa é minha. Saber que, se me tivesse esforçado mais um bocadinho (só mais um bocadinho), podia não estar lá. Saber que se tivesse sido um bocadinho menos egoísta, podia não ter magoado alguém. Queria tanto estar à altura daquilo que esperam de mim que chega a doer. Porque é que não consigo ser a pessoa que querem que seja? (eu sei, eu sei, pergunta estúpida) Neste momento, estou desiludida comigo mesma.

Life is beautiful...

"Life is beautiful We live until we die When you run into my arms, We steal a perfect moment. Let the monsters see you smile, Let them see you smilling. Do I hold you too tightly? When will the hurt kick in? Life is beautiful, but it's complicated. We barely make it. We don't need to understand, There are miracles, miracles. Yeah, life is beautiful. Our hearts, they beat and break. When you run away from harm, Will you run back into my arms, Like you did when you were young? Will you come back to me? I will hold you tightly When the hurting kicks in. Life is beautiful, but it's complicated, we barely make it. We don't need to understand, There are miracles, miracles. Stand where you are. We let all these moments pass us by. It's amazing where I'm standing, There's alot that we can give. This is ours just for the moment, There's alot that we can give." (Vega 24)

Dúvidas, stress e afins

" If you can dream it, you can do it ." (Disney) Não sei que diga... só que estou oficialmente nervosa. Não sei se vou ser capaz.... Quero muito acreditar. Mesmo muito.

Palavras III

"The world was a terrible place, cruel, pitiless, dark as a bad dream. Not a good place to live. Only in books could you find pity, comfort, happiness - and love. Books loved anyone who opened them, they gave you security and friendship and didn't ask anything in return; they never went away, never, not even when you treated them badly." "there was another reason [she] took her books whenever they went away. they were her home when she was somewhere strange. they were familiar voices, friends that never quarreled with her, clever, powerful friends -- daring and knowledgeable, tried and tested adventurers who had traveled far and wide. her books cheered her up when she was sad and kept her from being bored" Um livro que li num instante e que me recordou uma série de coisas, sobretudo a razão de eu gostar tanto de livros, porque é que leio tanto. Já algumas pessoas me perguntou isto, mais ou menos seriamente. A partir deste momento, vou começar a dizer a essas ...

And here we go again...

E voltamos ao normal... Eu já nem sei que dizer, que pensar, muito menos que fazer. Não posso falar com ninguém, porque estou cansada de repetir a mesma coisa; começo a detestar a típica e simples pergunta "Tudo bem?", porque a resposta também não muda. E já agora, o que é que devo responder a isso? Não, não está tudo bem; começo a achar que nunca vai estar e estou cansada, estou sempre cansada. Já não posso ouvir mais, já não posso ver mais, já não posso sentir mais! Já nem sequer me posso "ouvir" a mim mesma a queixar-me! Será que isto vai passar alguma vez? Não quero chegar ao limite, não quero mesmo. Não quero sentir tanta raiva, estou farta de ver pessoas que adoro a magoarem-se tanto... E eu, pura e simplesmente, não posso fazer nada. A única coisa que posso fazer é manter um sorriso e entrar no jogo, fingir que está tudo bem. Mas já não sou capaz e todos os dias me sinto culpada por isso. Quero chorar, queria mesmo conseguir ter um daqueles "ataques de c...

Contagem decrescente

Ok, última semana de Agosto. Stress aumentado exponencialmente. Faltam umas semanas (poucas) para começar o estágio. Faltam poucas semanas para dar mais um salto na minha vida. Assustador. Por um lado, estou curiosa. É uma forma de me testar a mim mesma, certo? Ver até onde consigo ir, ver se sou mesmo capaz... tirar as dúvidas e (re)começar a minha vida, uma nova fase. É oficial: tenho medo. Medo de não ser capaz, de perceber que me esforcei tanto estes quatro anos, para nada. Medo de falhar. Mas estou determinada a tentar, a dar o meu máximo. Preciso de ser capaz. Mas até lá, e já que ainda tenho uma semana e uns dias até ter que enfrentar a realidade, vou tentando ao máximo abstrair-me dela. É assim tão difícil de perceber? Não é que não goste da realidade (embora tenha umas coisinhas a apontar, se adiantasse de alguma coisa apontar). Mas francamente, se tenho que estar a maior parte do tempo a conviver com esta realidade e tirar o maior partido dela, podem culpar-me de estar cansad...

Palavras II

"- Se eu te desse a minha vida, deixava-la cair ao chão, não deixavas? Não respondi." Li ontem este livro e no final não sei muito bem exprimir a opinião com que fiquei. Não gostei nem desgostei. Tem partes um bocadinho estranhas, às quais não achei grande piada, mas gostei mais à medida que se aproximava do fim (não, não foi por estar finalmente a terminar). No final o autor, como acontece inumeras vezes, "explica" a história. Ao longo do livro só temos acesso a pedacinhos, que muitas vezes nem dão para entender. No final já faz sentido. Apesar de tudo, foram estas duas frases que me ficaram na memória. Porquê? Não sei bem. Talvez porque também já dei partes da minha vida a algumas pessoas, que as deixaram cair. Talvez porque, por isso mesmo, gostava de lhes ter perguntado isto. Agora a minha pergunta seria outra: "Porque é que deixaste cair? Significava assim tão pouco para ti?"

Another day in Paradise

"Be who you are and say what you feel, because those who mind don't matter, and those who matter don't mind." (Dr. Seuss) Ok. Tive que mudar de ideias e estou feliz por tê-lo feito. Sabem... até nem custa muito, dar o braço a torcer por vezes, quero dizer... Depois de uma semaninha sozinha, a pensar, cheguei a algumas conclusões. E percebi que as minhas dúvidas eram só isso mesmo: dúvidas... daquelas que por vezes surgem para nos atormentar a mente. Os "E se...". Sinto-me melhor, mais leve. Em contrapartida, e porque nunca pode estar tudo bem (e quando está, não sabemos ver), há outras coisas que nunca mudam. Oh, desculpem, erro meu. Mudam. Para pior. Já estou a preparar-me para o que muito provavelmente vai acontecer. Não quero escrever aqui, nem gosto de dizer em voz alta, porque... porque isso tornaria tudo isto mais real... E eu, optimista como sou (pois sim), ainda tenho uma pequenina esperança de que passe, como tem passado tantos anos já. Sei que é s...

Palavras

" O único monstro com que precisas de te preocupar na vida é aquele que olha para ti todas as manhãs, ao espelho. Doma-o, torna-te amigo dele e conseguirás lidar com tudo na vida. " "- Por vezes, saber avaliar as coisas vem com a experiência e a experiência é-nos dada também pelo mau julgamento. - Não faz sentido. Ele assentiu devagar. - Pois não " ("Até que o Amor me Encontre", Charles Martin)

"Sometimes solutions aren't so simple. Sometimes goodbye is the only way." (Shadow of the day)

Mais um dia que chega ao fim. Esta semana não tem sido muito fácil... mas vai melhorar. Noutro dia estava a pensar que se alguém lesse este blog todo ficaria a pensar que eu sou uma pessoa mesmo muito pessimista e deprimida. Não é verdade. Bem, pessimista sou um bocadinho. Mas adoro viver, adoro cada momento (mesmo os menos coloridos). Acontece que (pelo menos eu penso assim) cada um de nós tem cá dentro um espaço para as coisas boas e outro para as coisas más; somos positivos e negativos, optimistas e pessimistas. Neste blog eu procuro descarregar sobretudo o meu "dark place", na esperança de poder de alguma forma apresentar ao mundo mais do meu "lado bom". Dá para entender? (Não é que tenha sido muito bem sucedida esta semana, mas lá chegarei). Tenho tido momentos. Em alguns deles quase que voltei atrás na minha decisão... inclusive arranjei bastantes desculpas (por sinal bem pertinentes) para voltar atrás. E podia (ainda posso) tê-lo feito. Só precisei de pensar ...

On my own... again

E pronto. O que é bom, acaba mesmo depressa, certo? Os dias vão passando, o mês vai avançando... e começa a desvanecer-se a descontracção de férias para dar lugar ao nervoso miudinho. A verdade é que Agosto está praticamente a meio, mais um bocadinho e é Setembro. E depois? Depois não sei. E o que é que sei, afinal? Isto está tudo uma confusão pegada! Nunca imaginei que um sorriso pudesse esconder tanta coisa lá no fundo... Nunca imaginei que por vezes pudesse custar tanto sorrir... Parece uma coisa tão simples, não é? Pois, ficam a saber que não é. É preciso muita coisa. É preciso ser capaz de empurrar bem para o fundo a dor; é preciso conseguir visualizar (nem que seja mesmo só imaginando) algo de bom, de positivo, que mereça o sorriso; depois é preciso que esse algo seja mais forte que aquilo que está a magoar-nos; é preciso ainda ter força para juntar isto tudo e realmente sorrir. Parece exagerado? Não, não é, descobri isso nos últimos dias. Tenho tentado (mesmo!) ser optimista. Ho...

Chega o momento... de parar

Há momentos nas nossas vidas em que temos a oportunidade de fazer escolhas, de tomar decisões, mais ou menos importantes. Este é um desses momentos (mais propriamente, ontem à noite). O momento em que eu decidi por que lado seguir, o momento que pode decidir muita coisa. Daqui a uns anos vou pensar nele como "aquele momento" em que decidi mudar, em que optei pelo caminho mais fácil e mais difícil. Tive muitas oportunidades destas há uns bons aninhos, numa situação semelhante, e não soube aproveitar, deixei andar. Sei que por vezes o melhor é mesmo isso, deixar andar. Ainda antes de ontem me disseram isso: "Por vezes é bom ser-se espontâneo". Concordo, mas neste caso não vai poder ser assim. E se o contrário de ser espontâneo é ser cínico, pois seja. Detesto mesmo essa atitude e até a palavra, mas neste caso considero que não vai magoar ninguém, excepto a mim mesma. Não é tão grave assim, certo? Vou magoar-me, para que mais tarde não seja outra pessoa a fazê-lo, cons...

Outra vez? Não

Não sei que fazer, que pensar, que dizer... não sei como me sinto ou não sinto. Pior, acho que não quero sentir nada... Estou tão confusa que nem consigo explicar realmente o que se passa. Às vezes, perante a complexidade do que somos e do que se passa cá dentro, as palavras simplesmente não chegam... A única coisa que sei mesmo é que não quero e não posso magoar-me outra vez. Não posso. Se isso acontecer, não sei se sou capaz de apanhar os pedaços outra vez. Não posso permitir-me esse luxo agora, há muito mais em jogo. Estava tão orgulhosa (e ainda estou) do que consegui fazer de mim depois do último "colapso"... Não posso sofrer outro. Para onde foi a capa protectora que tinha construído durante tanto tempo? Onde está agora? Porque é que me parece que estou a voltar ao ponto de partida? Simplesmente não. Não posso. Por favor...

Adeus

Sabem quando há um momento que vocês sabem que mais tarde ou mais cedo vai acontecer... um momento tanto temido como desejado... um momento em que temos finalmente oportunidade de confrontar alguns dos nossos fantasmas...? Um momento que, quando acontece, inesperadamente, como que congela no tempo, até que nos lembremos de reagir? Hoje tive um desses. Sim, passei literalmente por um desses "fantasmas" do passado... um fantasma que em tempos já foi de carne e osso, mas mesmo assim uma "ilusão". Infelizmente (ou felizmente, ainda tenho que me decidir quanto a isso) foi muito importante para mim, demasiado. E hoje, depois de muito tempo sem o ver, vi. Sabia que era inevitável. Estou orgulhosa de mim, porque não senti nem de longe aquele "friozinho na barriga" que antes sentia... Depois do primeiro "choque", posso dizer que não senti nada... Apenas a nostálgia (ok, já não é nada, é alguma coisa) de saber que passou. De saber que já não significa na...

Ai vida..!

"De resto, que importa bendizer ou maldizer a vida? Afortunada ou dolorosa, fecunda ou vã, ela tem de ser vivida. Loucos aqueles que, para a atravessar, se embrulham desde logo em pesados véus de tristeza e desilusão, de sorte que na sua estrada tudo lhes seja negrume, não só as léguas realmente escuras, mas mesmo aquelas em que cintila um sol amável. Na Terra tudo vive - e só o homem sente a dor e a desilusão da vida. E tanto mais a sente, quanto mais alarga e acumula a obra dessa inteligência que o torna homem, e que o separa da restante Natureza, impensante e inerte." (Eça de Queiroz) Não costumo ler Eça, mas acabei por ler este conto ("Civilização", do livro intitulado mesmo de "Contos") e achei muito interessante a ideia. Com o passar dos anos, tornamo-nos, claro, mais complexos. Com essa complexidade, surgem os problemas. Grandes, pequenos, médios. Há-os para todos os gostos e feitios. temos sempre alguma coisa de que nos queixar. Ou porque faz sol, ...

O que fazer...

O que fazer quando estamos preocupados com alguém e não sabemos como lidar com isso? Quando queremos ajudar, mas não sabemos como? Quando achamos que precisam de nós, mas não sabemos como mostrar que estamos lá? Quando achamos que a ajuda pode não ser bem vinda? Quando nos dizem que está tudo bem, mas lá no fundo sabemos que não..? Difícil. Às vezes (ok, sejamos realistas, muitas vezes) andamos preocupados com os nossos problemazitos do dia-a-dia (e na maioria das vezes sabemos perfeitamente que preocuparmo-nos não adianta absolutamente nada e, como se diz em inglês, numa expressão de que eu gosto muito: "You just have to let it go"), que nem percebemos que pessoas próximas (ou nem tanto) podem estar a passar por coisas muito mais difíceis. Andamos demasiado ocupados a tratar das nossas feridas, grandes ou pequenas, para olhar à volta e ver que há feridas muito piores. Não sei como lidar com isto. Não sei o que dizer, o que não dizer, o que fazer, o que não fazer... Só sei q...

Passado

"O Gatsby acreditara na luz verde, no orgíaco futuro que, ano após ano, foge e recua diante de nós. Se hoje nos iludiu, pouco importa: amanhã correremos mais depressa, alongaremos mais os braços... Até que uma bela manhã... Assim vamos teimando, proas contra a corrente, incessantemente cortando as águas, a caminho do passado que não volta." (Scott Fitzgerald, "O Grande Gatsby") Há dias em que acordo já fora do tempo. Dias em que me sinto como se não estivesse aqui, agora. Dias em que parece que ando constantemente a reviver o que já passou, a andar para trás, a ouvir e sentir pessoas que não estão aqui... É uma sensação estranha, muito estranha. Estou aqui e não estou. Estou rodeada dos ecos... ecos que magoam porque estão perdidos, mas que ao mesmo tempo me fazem sentir melhor porque existiram...Esquisito, não é? Quero sair deste estado, voltar ao meu "eu normal"... e não quero. Por mais que lamente, tudo isto já passou, não vai voltar nunca, o mundo con...

Momentos...

" Escolham um dia, isolem-no e pensem como o curso da vossa vida teria sido diferente sem o que aconteceu durante esse espaço de tempo. Parai, ò vós que ledes isto e pensai um momento na longa cadeia de ferro ou de ouro, de espinhos ou de flores, que nunca vos teria aprisionado se não se tivesse formado o primeiro elo, num dia memorável " (Charles Dickens, "Grandes Esperanças) Acho que todos temos os nossos momentos, aqueles que nos marcam por alguma razão, boa ou má... O momento perfeito, em que estamos profundamente gratos por estar vivos; um momento menos bom, que magoa; o momento em que tudo corre mal; o momento em que fazemos uma escolha errada; o momento que recordamos quando olhamos para trás e pensamos "E se tivesse feito outra coisa naquela altura? Será que agora estava aqui?"; o momento em que percebemos que afinal fizémos o que estava certo; o momento em que questionamos tudo ou em que tomamos tudo como certo... Momentos. Afinal, é disso que se trat...

(Des)ilusões

Ontem tive oportunidade de confirmar a minha conclusão de que as pessoas são realmente "bichos" demasiado complicados (não me excluindo a mim mesma, claro). Como é que é possível que num momento sejamos capazes de ser generosos, amigos, solidários, confiáveis... e noutro momento ser egoístas, orgulhosos..? Não percebo (se calhar também não é para perceber, somos seres humanos e ponto). Outra coisa engraçada é a definição de amizade . Passo a citar, para alguém que tenha dúvidas ainda: "Afeição por uma pessoa; simpatia, dedicação; favor" (isto segundo o Dicionário da Língua Portuguesa, da Porto Editora) "Sentimento de simpatia recíproca entre duas ou várias pessoas independente de um vínculo sexual ou de parentesco." (dicionário informal.com.br) "Fruto do hábito e da vontade, a amizade, segundo Aristóteles -- que a eleva à categoria de virtude -- é uma disposição permanente que decorre de uma escolha livre e recíproca. Além disso, o outro é amado por...

Palavras perdidas

Hoje deixo aqui algumas coisas que gostava/precisava de ter dito e perguntado a certas e determinadas pessoas que passaram pela minha vida (e outras ainda lá estão, embora algumas estejam actualmente algo esbatidas ou a caminhar para lá... percebam ou não) e depois saíram deixando para trás só cacos como recordação. Até nem me importaria, se o que ficou em cacos não tivesse sido eu. Claro que, infelizmente e como geralmente acontece, não disse a estas pessoas nada disto, não perguntei nada, por lhes ter dado mais valor do que aquele que aparentemente alguma vez tive para elas. Isto não quer dizer que guarde rancor... o pior já passou. Mas fica sempre aquela sementinha do "E se". É uma sementinha de que não gosto nada, diga-se de passagem. E neste momento, preciso de fazer este exercício, na esperança de que ajude a libertar a tensão. Então aqui vai. Tudo o que ficou por dizer: "Obrigada. Detesto-te por me teres magoado tanto, por teres destruído parte de quem eu era e a...

Nem sei...

Neste momento, nem sei que dizer... Nem sei bem que pensar, nem que sentir... Há momentos em que fico assim... perdida algures entre a mágoa e o desespero, a gratidão e a esperança. No meio desta confusão de sentimentos acaba por ficar só o vazio... um vazio que reconforta, tanto quanto magoa. No meio de tudo isto, não sei... simplesmente não sei.

Às vezes uma imagem vale mesmo mais do que mil palavras...

Chegando ao limite...

Welcome to my life (Simple Plan) "Do you ever feel like breaking down? Do you ever feel out of place? Like somehow you just don't belong, And no one understands you? Do you ever wanna runaway? Do you lock yourself in your room? With the radio on turned up so loud, That no one hears you screaming No you don't know what it's like, When nothing feels all right, You don't know what it's like, To be like me... To be hurt, to feel lost, To be left out in the dark, To be kicked when you're down, To feel like you've been pushed around, To be on the edge of breaking down, And no one's there to save you, No you don't know what it's like, Welcome to my life. Do you wanna be somebody else? Are you sick of feeling so left out? Are you desperate to find something more Before your life is over Are you stuck inside a world you hate? Are you sick of everyone around? With their big fake smiles and stupid lies, While deep inside you're bleeding? No you do...

Alguma vez..?

"De vez em quando, todos nós nos perdemos, às vezes devido a forças que estão fora do nosso controlo. Quando descobrimos aquilo de que a nossa alma precisa, o caminho apresenta-se sem esforço à nossa frente. Por vezes, vemos a saída, mas mesmo assim desviamo-nos para mais longe e mais fundo apesar do que sabemos; o medo, a raiva ou a tristeza são o que nos impede de regressar. Por vezes, preferimos andar perdidos a vaguear, porque por vezes é mais fácil. Outras vezes acabamos por encontrar o nosso caminho. Mas seja qual for o caso, somos sempre encontrados por alguém." (Cecelia Ahern, "Um lugar chamado aqui") Alguma vez perderam o vosso caminho? Alguma vez acharam que sabiam tão bem o que queriam, que deixaram de ter certezas? Alguma vez olharam para o espelho sem ter bem certeza de quem estavam a ver? Sem ter a certeza de que conheciam aquela pessoa? Já me aconteceu, mais do que uma vez. Alturas em que tentei determinadamente chegar a algum sítio, sem ter a certez...

A felicidade na inconsciência...

Ela Canta, Pobre Ceifeira Ela canta, pobre ceifeira, Julgando-se feliz talvez; Canta, e ceifa, e a sua voz, cheia De alegre e anônima viuvez, Ondula como um canto de ave No ar limpo como um limiar, E há curvas no enredo suave Do som que ela tem a cantar. Ouvi-la alegra e entristece, Na sua voz há o campo e a lida, E canta como se tivesse Mais razões pra cantar que a vida. Ah, canta, canta sem razão! O que em mim sente ‘stá pensando. Derrama no meu coração a tua incerta voz ondeando! Ah, poder ser tu, sendo eu! Ter a tua alegre inconsciência, E a consciência disso! Ó céu! Ó campo! Ó canção! A ciência Pesa tanto e a vida é tão breve! Entrai por mim dentro! Tornai Minha alma a vossa sombra leve! Depois, levando-me, passai! Fernando Pessoa, in "Cancioneiro"

Acreditar

" Os adultos (...) acham que sabem tudo. Crescem e esquecem rapidamente,e, em vez de continuarem de espírito aberto e cultivarem essa atitude, decidem escolher aquilo em que devem ou não acreditar. Não se pode escolher as coisas, ou se acredita nelas ou não. Por isso é que eles aprendem mais devagar. São mais cínicos, perdem a fé e só querem conhecer as coisas que os vão ajudar no dia-a-dia. Não lhe interessam os extras. Mas (...) são os extras que fazem a vida." (Cecelia Ahern, "Se me pudesses ver agora") Quem de nós não se revê (nem que seja só momentaneamente) nesta descrição? Eu posso dizer sem dúvidas que sim. E também posso dizer sem dúvidas que essa é outra das coisas que lamento. Ainda me lembro bem de como era tudo tão simples. Quando um simples sorriso da minha mãe ou pai, quando um doce, o sol... tudo era motivo para estar contente, para rir, para saltar... O tempo passa, como tem que passar. E vamos perdendo isso. Claro que é natural, andamos é para a ...

Perdida...

Outra canção muito especial, desta vez dos "The Fray". "You found me I found God On the corner of First and Amistad Where the West Was all but won All alone Smoking his last cigarette I said, "Where you been?" He said, "Ask anything" Where were you When everything was falling apart? All my days Were spent by the telephone It never rang And all I needed was a call It never came To the corner of First and Amistad Lost and insecure You found me, you found me Lying on the floor Surrounded, surrounded Why'd you have to wait? Where were you? Where were you? Just a little late You found me, you found me But in the end Everyone ends up alone Losing her The only one who's ever know Who I am, who I'm not And who I want to be No way to know How long she will be next to me Lost and insecure You found me, you found me Lying on the floor Surrounded, surrounded Why'd you have to wait? Where were you? Where were you? Just a little late You found me,...

Perguntas e mais perguntas

E termina mais um dia. Engraçado, como o tempo passa independentemente de como nos sentimos, do que (não) fazemos... Hoje, nas minhas divagações mentais (quando não se tem mais nada para fazer, faz-se disto... também chamado, nos meus termos, de "tortura psicológica"), ocorreu-me uma questão, de muitas. Pode parecer mórbido (ok, se calhar é), mas não deixa de ser pertinente. Se não houvesse amanhã e me fosse possível fazer um exame rápido à minda vida até agora, seria suficiente? Eu sei que geralmente não gostamos muito de pensar nisto (falo por mim, às vezes atinge proporções supersticiosas) mas, a meu ver, é uma dúvida relevante... Pensei... Infelizmente, há cada vez mais acidentes, mais doenças, mais catástrofes naturais, até mais distúrbios psicológicos... Isto não me parece estar a caminhar para melhor, pois não? Não... É muito fácil pensarmos "Que chato, que horror" quando lá bem no fundo pensamos "Pois, mas acontece aos outros, a mim não". É uma te...