Avançar para o conteúdo principal

Mensagens

A mostrar mensagens de 2014

Já tenho saudades tuas. Sabes, não sabes?

Já tenho saudades tuas. Tudo isto parece demasiado surreal para ser verdade. Será possível que já não estejas cá, connosco? Dizem que sim, mas a mim parece-me tudo tão estranho, tão impossível. Estou sem palavras. Tenho tanta, tanta pena. De não ter estado mais contigo, de não te ter dito explícitamente o quanto gosto de ti. Do quão difícil era falar contigo, nos últimos tempos, do quanto custava.  Mas tu sabes, não sabes? Sabes que não estavas sozinho, nunca estiveste. Não sabes? Não vou dizer adeus (também não conseguia), porque continuas aqui. Vais estar sempre aqui. Comigo. Connosco. Mesmo assim. Imaginar o meu mundo sem ti, o nosso mundo sem ti... Não sei. Já tenho saudades tuas. Sabes, não sabes? Até sempre. Gosto muito, muito de ti.

Coisas...

Há imenso tempo que não escrevo aqui... As coisas mudaram tanto desde Junho, e ao mesmo tempo não mudaram nada... É possível? Continuo em constante conflito comigo mesma, a tentar aprender a focar-me nas tantas coisas boas que tenho na minha vida e a esquecer ou ultrapassar aquelas menos boas... Vivo com a desmotivação, o desânimo, a constante preocupação, este peso enorme que não me sai da cabeça, ao ponto de às vezes não conseguir lembrar-me de como se respira. Por outro lado, e muito graças a ti (tanto que nem fazes ideia), vivo com a esperança também, com tantos momentos felizes. Às vezes, naqueles dias melhores, até consigo por momentos esquecer tudo o resto e estar, só. Viver. Descansar.  Portanto, é assim que as coisas estão. Tenho mais um ano pela frente, e não consigo ver o fim disto tudo. Mas tenho-te a ti, e só por isso as coisas nunca estão tão más como poderiam estar, só por isso às vezes consigo respirar melhor. Só por isso sei que não estou sozinha, e que se...

A preocupar-me com as coisas...

Sinto-me profundamente egoísta. Eu não estou bem comigo mesma, já há muito tempo (pergunto-me frequentemente se alguma vez cheguei a ficar bem, para começar). E não acho justo continuar a "arrastar-te" comigo nestes altos e baixos. Porque tu não és assim, e apesar de nunca mais teres dito nada eu sei que não entendes. E eu não quero que deixes de ser como és. Mas eu também não vou deixar de ser assim, infelizmente. E agora estou aqui, a preocupar-me com as coisas, que é o que eu faço sempre. E a sentir-me sozinha nessas preocupações. E a perder o meu rumo outra vez. E acho que se calhar eu devia ficar sozinha até isto acabar, pelo menos. Devia aprender a carregar o meu peso sozinha, a estar sozinha. Porque eu acho que estou a perder a prática.   A preocupar-me sozinha. E já nem sei que pense, nem sei que sinto, nem sei que faça... Mas sinto-me egoísta, e sinto-me perdida, e sinto-me sem coragem para enfrentar mais uma semana, e sinto que isto é tudo demasiado para mim, e não...

Neste momento...

Estou triste, sabes? E neste momento não sei se quero falar contigo... Não é nenhuma forma de te castigar, não tenho razões para isso. Mas não sei que te diga, tenho receio de ter gasto as palavras todas ontem. Estou muito, muito cansada disto tudo. De ter que me esforçar. Para andar. Para sorrir. Para falar. Para confiar. Para tentar mais uma vez. Queria tanto que compreendesses... O quanto isto me custa, o que é sentir o chão desaparecer completamente e sentir-me tão, tão perdida. Ontem disse-te que estou segura por um fiozinho. Esse fiozinho és tu. Se chegar ao fim disto, eu sei que o devo quase completamente a ti, por isso dói que me digas que achas que não me estás a ajudar. Mas quando esse fiozinho começa a estremecer, como ontem, fico completamente à deriva, sinto-me sozinha. E neste momento não tenho sequer força para falar. Desculpa. Tu pedes-me desculpa, quando não tens que o fazer. Eu é que devia pedir desculpa. Porque tu não te vais embora, e eu estou sempre à espera que o...

E agora...

Custa-me... que é que eu posso dizer? Estás sempre aqui, e agora não estás. E agora estou sozinha (porque de certa forma estou). E agora já nada é a mesma coisa. E agora sinto-me perdida. E agora não sei o que fazer para o tempo passar...

"E não me perguntes nada. Que eu não sei dizer"

Acho que quando damos um passo em frente, seja no que for mas sobretudo nos relacionamentos com os outros, é difícil andar novamente para trás. Quando estamos habituados à presença constante de alguém, é muito difícil desabituarmo-nos. Estes dias que passaram tive que fazer isso, instantaneamente. Tive que me desabituar da minha vida, e voltar para trás em alguns sentidos. E depois tive que temporariamente, por uma tarde, voltar lá. Não é fácil.    Crescer não é fácil. Porque implica que as relações mudem, que amadureçam. E esse amadurecimento não é fácil, sobretudo quando as pessoas não estão preparadas para isso.  Isto é tudo muito complicado. Não queria precisar tanto como preciso. Não queria sentir-me tão perdida como por vezes sinto, tão sem chão. E sinto-me tão mal por me sentir assim. Porque tenho dois "eu" dentro de mim às vezes, a puxar em direcções opostas. Porque tenho pessoas que dão tudo por mim, e esperam mais de mim. Porque na verdade, objectivamen...

Lamento...

Não tenho orgulho da pessoa que tenho sido nos últimos tempos. Acho que perdi de vista o essencial. Acho que estou muito colada às rotinas e ao "tenho que fazer". Não sei como é que cheguei aqui... Chego ao fim do dia e sinto-me desiludida comigo mesma. Ainda me lembro de encarar as coisas como desafios, da convicção com que decidia que ia conseguir determinada nota num exame particularmente difícil, de estar sentada horas e horas a estudar. Não sei para onde foi essa convicção... Ultimamente alterno entre fases de maior entusiasmo com o trabalho, e fases em que nem sei bem para onde me virar. Quero acreditar que é o stress, a pressão e o cansaço deste suposto último ano. Quero acreditar que isto vai passar. Mais grave que tudo isso, estou a deixar que isso complique aquilo que na minha vida é simples (e já há poucas coisas simples hoje em dia). Só me ocorre dizer que lamento. Lamento tanto...

Só preciso de sentir que "vai ficar tudo bem"

Gostava de saber o que te dizer. Mais. Gostava de conseguir dizer-te que está tudo bem, que nada disto me afecta, que o meu humor não varia em função das condições metereológicas, que me sinto capaz de enfrentar o que ainda há para enfrentar neste doutoramento. Mas não consigo. Também não posso dizer-te o que realmente sinto, porque tu não ias entender. Fico ao mesmo tempo contente e frustrada por não me entenderes. Contente, porque significa que felizmente essa leveza que te caracteriza nem te permite conceber outra forma de ver o mundo, mais negra, mais pesada. Mas frustrada, porque há dias em que é assim que vejo o mundo. Há dias em que as minhas dúvidas superam as minhas certezas. Em que os meus medos são superiores ao meu frágil sentido de segurança. Em que a minha força é menor que as minhas fragilidades. E em dias como esses não me apetece reagir. Em dias como esses, não consigo sentir nada, nada a não ser medo e preocupação. Em dias como esses, precisava de um abraço, precisav...

Tu não percebes

Tu não percebes. Não percebes que há muito em jogo, para mim. Não percebes que neste momento eu estou muito desiludida, muito magoada, muito desmotivada, para levantar a cabeça. Não percebes que eu tento, eu estou a tentar. Mas, pura e simplesmente, não é fácil e às vezes não consigo mesmo. Não percebes que eu não preciso de estar preocupada com nada em específico para ficar triste. E que se eu estou triste, estou triste, não há nada a fazer. Não percebes que às vezes fico insegura, e preciso de segurança. Não percebes que ando completamente perdida, e que fico cada vez mais zangada comigo e com tudo isto. Que às vezes precisava de ouvir que vai ficar tudo bem, que eu consigo. Porque eu sinceramente já não acredito muito nisso. Mas tu não percebes. Não te culpo, já te disse. Somos todos diferentes. E é assim que deve ser. Nós equilibramo-nos assim. Mas tu não sabes, felizmente . Não sabes o que é dares tudo de ti ao teu trabalho, inclusive voluntariamente, e não teres qualquer...

Tu podes ficar bem, mas eu não fico

Custa perceber que estamos sozinhos. Custa habituarmo-nos a estar sozinhos, a contar connosco e mais ninguém. Custa.  Por isso não é fácil depois de tanto tempo assim, habituarmo-nos a não estar sozinhos, a contar com outra pessoa, a partilhar o peso que sempre foi só nosso, que sempre trouxemos connosco, sozinhos. Confesso que isto me assusta. Assusta-me perceber que comecei a habituar-me à ideia de não estar sozinha, de partilhar, de não ter que "meter tudo para dentro". Assusta-me. Porque agora, em dias como este, custa-me ficar sozinha outra vez. Tu dizes "não te deixo sozinha". Tu dizes "enquanto puder vir, venho". Tu dizes. Aquilo que eu não te digo, é "Pois, e quando não puderes, como é que eu fico? Se começo a contar com o tu estares aqui, se começo a partilhar o peso que trago comigo, contigo, como é que eu faço quando tu não puderes estar aqui e o peso for demasiado para eu suportar sozinha? Como é que eu fico?" Como agora, com a chuva...

O peso do Mundo

Caminhamos para o final do primeiro mês de 2014, e só agora é que reparei que este ano ainda não tinha escrito aqui. Não que não tenha nada para escrever, ou que não queira, mas vamos adiando... e o tempo passa (quando não queremos, claro, porque quando queremos...). Passa-se tanta coisa neste momento, que nem sei por onde começar. Digamos que este ano me assusta. É o ano em que é suposto terminar e defender a minha tese, o que não se prevê ser um processo fácil. Olho para trás e fico sempre surpreendida por tudo o que já fiz, por tudo o que já consegui alcançar, coisas que não me via como sendo capaz de fazer. Mas também olho para trás e vejo uma pessoa que não era tão ansiosa, tão stressada, tão disfuncional, em alguns sentidos, como  a pessoa que sou hoje.  Porque, convenhamos, a minha relação com este doutoramento não é funcional, há muito tempo. Não desisti, porque é uma questão de princípio, é pessoal, mas principalmente pelos problemas que isso ia trazer à minha fa...