Sabem aquelas coisas horríveis que nós achamos sempre que só acontecem aos outros? Aquelas coisas que nos contam, ou lemos em jornais ou revistas, ou no facebook, e pensamos "Que horror, nem quero imaginar o que esta pessoa deve estar a sentir". Estão a ver, essas coisas? Um dia acordamos, a pensar que é um dia como outro qualquer, o mundo não está grande coisa mas lá vamos nós tentar fazer melhor, mais um dia, e de repente esse dia acaba por não ser mais um dia qualquer. Acaba por ser o dia em que aquelas coisas que supostamente só acontecem aos outros, aquelas situações que nós achamos que devem ser muito complicadas, acontecem connosco. Sem avisar, sem dar qualquer hipótese para nos prepararmos. E nós ouvimos, e ouvimos outra vez, e de repente começamos a rebobinar tudo para trás, para ver onde é que estavam os sinais, os avisos, porque de certeza que estavam lá, tinham que estar, nós é que não vimos, não estávamos atentos. E andamos para trás, para trás... E nada. E agor...
O que gostaria de ter dito, mas não disse; o que disse, mas gostaria de retirar; o que não sou, mas gostaria de ser; o que sou, mas preferia não ser...