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A mostrar mensagens de novembro, 2013

Isso é crescer (a luz ao fundo do túnel)

Parece que as coisas começam a acalmar. Agora sim, acho que começo a ver essa “luz ao fundo do túnel”. Finalmente, finalmente estou quase a ir para casa. Parece impossível. Ainda me lembro de estar a chegar, do vazio que senti quando fiquei sozinha, do desespero, das saudades. Que ainda tenho, mas agora consigo reconhecer que “está quase”. Apesar de em termos profissionais a estadia aqui não ter adiantado nem beneficiado em nada, acho que em termos pessoais consegui cumprir o meu principal objectivo. Acho que estas coisas não se notam logo, mas acontecem. Acho que daqui a um mês (ou antes, quem sabe) vou parar e perceber que mudei, que cresci realmente. Tive que aprender a estar sozinha, sobretudo agora, quando estava a aprender a não estar sozinha. Isso tornou tudo mais difícil. E obrigou-me a ser mais forte. Tive que sair da minha zona de conforto, que ser mais flexível, a vários níveis, e a ideia era essa. E percebi que o tempo passa, mesmo quando estamos desesperadamente a olh...

O dia em que te conheci

E acabei de me aperceber agora que o dia em que te conheci foi aquele dia em que, há 7 anos atrás, noutra vida, alguém que nunca conheci me prometeu o que não podia cumprir. A vida é mesmo engraçada às vezes. Parece que agora, 7 anos depois, o dia 12 me trouxe aquilo que na altura não era suposto ser. Devo dizer que valeu completamente a pena esperar.

Menos de 15 dias

Faltam menos de 15 dias agora. É engraçado vir aqui e aperceber-me de que, embora pareça que o tempo não passa, passa mesmo. A última vez em que escrevi era dia 2. Hoje já é dia 16. Não sei como é que o tempo passa, mas parece que passa mesmo. E mais uma vez estou a ficar sobrecarregada. Com as saudades. Com a tristeza. Com a vontade de não fazer nada. Stressada? Não, não estou. Estou triste. Tenho dias assim, e ultimamente têm sido alguns. Eu sei que isto me faz bem, não foi por isso que vim? Para ser obrigada a sair da minha zona de conforto, para ser obrigada a reagir, apesar de tudo. E tenho reagido, que remédio tenho eu. Tu dizes que não gostas de me ver assim (acredito), mas ainda não viste nada. Não fazes ideia do desespero que às vezes sinto. Não fazes ideia (embora até ache que andas lá perto) do quanto eu precisava do meu quarto hoje. Do quanto eu preciso do meu espaço, do que me é familiar. Do quão cansada eu fico de tentar. Porque tu dizes que não queres ouvir-me dizer...

O vazio (Inspira, expira)

Inspira, expira. Não sei, parece que o tempo não passa. Não é que esteja mal aqui, mas estou mesmo, mesmo a precisar da minha casa. E é verdade, hoje foi a primeira vez em que disse em voz alta que não estou bem. Nem sei o que pensar, acho que de certa forma torna as coisas mais reais. A verdade, sabes, é que sinto muito a falta da minha casa. E a verdade é que eu não me sinto mal. Sinto é um vazio enorme. Será que isso é melhor? Não é sempre, mas às vezes, de repente, lá está ele, o vazio. Não sei o que faça com ele. E eu percebo que tu achas que a melhor forma de me ajudares é seres assim, como tu és, divertido. E eu adoro isso em ti – uma das coisas que adoro. Mas eu agora precisava de compreensão, sabes? É que quando começo a pensar nisto, neste vazio enorme, sinto-me totalmente perdida aqui. Por muito que isto te possa custar a ti, tu estás em casa, tens as tuas amigas, tens a tua família, o teu trabalho. Como tu disseste, durante a semana nem pensas muito nisto. Mas eu estou pra...

Eu

Só faltam 30 dias, quase 29. Foi a primeira coisa que pensei quando acordei. Está quase. O tempo passa mesmo, mesmo quando parece que não. Ainda falta um mês, mas já consigo (quando consigo descentrar-me de tudo) olhar para tudo isto e pensar “E não é que consegui mesmo?” Custou, mas não tive tantas quebras como pensei que teria. E acho que estou a conseguir cumprir os meus objectivos: avançar com o trabalho, treinar o inglês e, mais importante que tudo isso, crescer. E estar sozinha, acho que também me faz bem. Afastar-me e pensar. Nos últimos meses aconteceu tudo tão depressa, deixei de estar sozinha tão depressa, que por um lado foi bom este afastamento para organizar as ideias. Para me focar em mim, no meu trabalho, naquilo que tenho que fazer. Para arranjar espaço na minha cabeça, sem ter que estar sempre a ser pressionada pelas exigências impossíveis de terceiros. Para me lembrar de porque é que estou aqui, do quanto gosto disto. Custa, há dias que me custam imenso. Mas depo...