Parece que as coisas começam a acalmar. Agora sim, acho que começo a ver essa “luz ao fundo do túnel”. Finalmente, finalmente estou quase a ir para casa. Parece impossível. Ainda me lembro de estar a chegar, do vazio que senti quando fiquei sozinha, do desespero, das saudades. Que ainda tenho, mas agora consigo reconhecer que “está quase”. Apesar de em termos profissionais a estadia aqui não ter adiantado nem beneficiado em nada, acho que em termos pessoais consegui cumprir o meu principal objectivo. Acho que estas coisas não se notam logo, mas acontecem. Acho que daqui a um mês (ou antes, quem sabe) vou parar e perceber que mudei, que cresci realmente. Tive que aprender a estar sozinha, sobretudo agora, quando estava a aprender a não estar sozinha. Isso tornou tudo mais difícil. E obrigou-me a ser mais forte. Tive que sair da minha zona de conforto, que ser mais flexível, a vários níveis, e a ideia era essa. E percebi que o tempo passa, mesmo quando estamos desesperadamente a olh...
O que gostaria de ter dito, mas não disse; o que disse, mas gostaria de retirar; o que não sou, mas gostaria de ser; o que sou, mas preferia não ser...