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A mostrar mensagens de maio, 2010

Finalmente uma boa semana

Foi uma boa semana (e já passou mais uma, isto realmente é sempre a andar). Esteve bom tempo, mantive a minha decisão de sair da rotina, consegui ultrapassar a "muralha depressiva" que tinha construido nas semanas anteriores... acho que estou a melhorar. Espero não ter sido só pelo tempo, porque já dão chuva para Domingo. Enfim, vai ser outro desafio. Manter o optimismo e sobretudo manter a calma. Estou decidida a isso. Tive um óptimo feedback em relação à tese, dei as minhas consultas (menos esta semana, pelo que pude descansar), fui ao ginásio, fui correr (amanhã lá estou outra vez). Sabem que mais? A vida é mesmo imprevisível, às vezes um bocadinho cruel, desanimadora... mas se soubermos para onde olhar e sobretudo se soubermos esperar, acho que vamos conseguindo levar. Falta alguma coisa? Pois falta. Mas ainda assim, é possível. Neste momento, só quero continuar a acreditar. Só isso.

No more running away

Sabem que mais? SInto-me lindamente, como não me sentia há semanas! E tudo porque... fui ao ginásio! Pois é, se soubesse que só isso ia melhorar o meu estado de espírito já tinha ido. Mas como diz o outro, nunca é tarde, certo? Ontem até foi um bom dia... de manhã, na minha corrida matinal, encontrei-me. Pode parecer estranho, mas foi mesmo assim. Estava uma criança a jogar à bola com o pai ou alguém da família e atirou a bola sem querer para longe, perto de mim. Tudo o que eu fiz foi dar-lhe a bola, mas o sorriso que ele me deu e o "Obrigada" do "pai" mudaram o meu dia... Dá para acreditar? Não é preciso nada de gigante, de completamente diferente. Às vezes são estas pequeninas coisas que têm mais significado. E esta teve muito para mim, porque me lembrou quem eu quero ser. E não é esta pessoa que tem andado a arrastar-se semanas, que se esqueceu de apreciar o milagre da vida, que se esqueceu de ser. É a pessoa que está pronta para ajudar quem precisar, a pessoa q...
"Bottom line is: even if you see them coming, you're not ready for the big moments. No one asks for their life to change. Not really. But it does. So, what are we? Helpless? Puppets? No. The big moments are gonna come, you can't help that. It's what you do afterwards that counts. That's when you find out who you are." (Buffy, the Vampire Slayer)

Marcas que ficam

Era uma vez um rapazinho que tinha um temperamento muito explosivo. Um dia, o pai deu-lhe um saco cheio de pregos e uma tábua de madeira. Disse-lhe que martelasse um prego na tábua cada vez que perdesse a paciência com alguém. No primeiro dia o rapaz pregou 37 pregos na tábua. Já nos dias seguintes, enquanto ia aprendendo a controlar a ira, o número de pregos martelados por dia foram diminuindo gradualmente. Ele foi descobrindo que dava menos trabalho controlar a ira do que ter que ir todos os dias pregar vários pregos na tábua... Finalmente chegou o dia em que não perdeu a paciência uma vez que fosse. Falou com o pai sobre seu sucesso e sobre como se sentia melhor por não explodir com os outros. O pai sugeriu-lhe que retirasse todos os pregos da tábua e que lha trouxesse. O rapaz trouxe então a tábua, já sem os pregos, e entregou-a ao pai. Este disse-lhe: - Estás de parabéns, filho! Mas repara nos buracos que os pregos deixaram na tábua. Nunca mais ela será como antes. Quando falas en...

Sempre na mesma... perdida

O que me preocupa realmente neste momento é que tudo me passa ao lado. Hoje até foi um bom dia, mesmo. Não trabalhei praticamente nada, até saí de casa, acho que me esforcei para largar a apatia... Mas, embora tenha gostado do que fiz e não tenha estado sozinha... não sei, parece que me estava a ver de fora, sabem? Aquela sensação de que estamos ali mas não estamos? Comprei um livro, uma coisa que sempre me fez sentir lindamente. Hoje não senti quase nada... Sorri, mas não senti o sorriso. Vi o sol, mas não me animou por aí além. Comprei o livro e gostei, mas não senti aquele entusiasmo... Tenho medo de que me esteja a acontecer aquilo que mais temia... Eu era capaz de apreciar as coisas pequeninas da vida, aqueles pequenos momentos de felicidade. São esses que importam, mesmo, eu sei isso na teoria. Na prática é pior. Sinto-me insensível, vazia. Amanhã a minha irmã volta... esperava ter recuperado alguma coisa durante a semana em que estive sozinha, esperava ter conseguido refrescar a...
"Octavio Paz once wrote: Solitude is the profoundest fact of the human condition. Man is the only being who knows he is alone." ( Lucas, One Tree Hill)
"Because it´s only when you´re tested that you truly discover who you are. And it´s only when you´re tested that you discover who you can be. The person that you want to be does exist, somewhere in the other side of hard work and faith, and belief and beyond the heartache and fear of what life has." (Lucas, One Tree Hill)

(Des)Espero...

O meu problema são as expectativas, é oficial. Espero perfeição em mim, nos outros... claro que não encontro nada que se pareça. Sinto-me sozinha, muitas vezes. Não é sozinha em casa nem nada disso, até passei muito bem a semana assim, tive tempo para pensar na minha vida e o melhor de tudo é que não cheguei a final do dia a sentir-me um farrapo humano por ter descarregado a minha amargura na pessoa mais próxima, que acaba por ser a minha irmã. Ao menos durante esta semana pude ficar triste à vontade. Já basta sentir-me mal por mim mesma, se juntarmos a isso o sentir-me mal por responder torto ou simplesmente não responder às pessoas... bem, começo a detestar-me mesmo. É que às vezes apetece-me gritar, sabem? Apetece-me não falar com ninguém... e quando estou aqui sozinha não tenho que me esforçar por manter aparências, não tenho que responder bem a ninguém. Deprimente? Pois, eu sei. O que me chateia mais é que eu sei que tenho que ser eu a mudar um bocado, tenho que parar de espera...
"Everyday we ignore how truly broken this world is and we tell ourselves it's all going to be ok. But it's not gonna be ok. And once you know that, there's no going back." (One Tree Hill)

Finalista...

Não sei o que sinto... Estou contente, orgulhosa de onde cheguei... mas estou triste, mais do que pensei vir a estar. Ser finalista, para mim, não é só aparecer nas fotos. É o fechar de uma fase da minha vida, talvez das melhores fases. Apesar de todo o stress, das lágrimas, do desejo de acabar, do cansaço, das desilusões, acho que foram os anos em que mais aprendi. Aprendi com a Universidade e aprendi sobretudo fora dela. Ainda me lembro tão bem do Verão em que soube que vinha para aqui... das expectativas que tinha. Do dia em que cheguei pela primeira vez, das primeiras semanas em que chorei imenso, em que só queria ir embora, só queria voltar atrás. Agora tenho pena de ter andado em tanta correria, por não ter aproveitado as coisas com mais calma. Mas também já se sabe que é sempre assim, quando se acaba é que se dá valor. Mudei muito, de tantas formas... neste momento sinto uma gratidão imensa, por tanta coisa e a tantas pessoas e entidades! E sim, sinto orgulho, porque apesar de t...
Como isto já tem acontecido tantas vezes, até já coloco a hipótese de ser eu que tenho mesmo expectativas muito elevadas, sei lá. O que sei mesmo é que esperava mais, depois destes anos todos. Devo ser a única idiota aqui a achar que a amizade é algo que implica reciprocidade, que implica sacrificar algumas coisas... Hoje aprendi que, por muito desiludidos que estejamos com as pessoas, por muito pouco que já esperemos dos outros, as pessoas podem magoar-nos mais. Não há palavras que exprimam a dimensão da minha desilusão, mesmo.

Traumas & traumas

Ontem alguém me falou num trauma que teve com as relações amorosas... Já aconteceu há anos mas desde aí que não voltou a conseguir manter nenhuma relação amorosa com rapaz nenhum. E perguntava-me "Será que algum dia vou conseguir ultrapassar isto? Não quero viver toda a vida com este problema!". Não soube o que lhe responder... Eu só pensava "Eu também não queria, e olha para mim". Olha para mim... Ontem também voltei a ver-te... e voltei a detestar-me por isso. Baile de finalistas. Diz-te alguma coisa?