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No more running away

Sabem que mais? SInto-me lindamente, como não me sentia há semanas! E tudo porque... fui ao ginásio! Pois é, se soubesse que só isso ia melhorar o meu estado de espírito já tinha ido. Mas como diz o outro, nunca é tarde, certo?
Ontem até foi um bom dia... de manhã, na minha corrida matinal, encontrei-me. Pode parecer estranho, mas foi mesmo assim. Estava uma criança a jogar à bola com o pai ou alguém da família e atirou a bola sem querer para longe, perto de mim. Tudo o que eu fiz foi dar-lhe a bola, mas o sorriso que ele me deu e o "Obrigada" do "pai" mudaram o meu dia... Dá para acreditar? Não é preciso nada de gigante, de completamente diferente. Às vezes são estas pequeninas coisas que têm mais significado. E esta teve muito para mim, porque me lembrou quem eu quero ser. E não é esta pessoa que tem andado a arrastar-se semanas, que se esqueceu de apreciar o milagre da vida, que se esqueceu de ser. É a pessoa que está pronta para ajudar quem precisar, a pessoa que se sente bem sozinha com um livro, a pessoa que fica feliz só por ver um filme de desenhos animados, a pessoa que consegue perdoar, mesmo que esteja magoada. Ultimamente, nas dedicatórias que as pessoas me têm escrito, todas me têm definido como uma pessoa simples. Quero voltar a ser essa pessoa. Já chega de amargura. Se estou magoada, desiludida, sozinha? Sim, estou. Mas sei que consigo ser feliz apesar disso. Já dei a volta uma vez, porque é que não hei-de fazê-lo novamente? Se calhar daqui a dois dias já estou a despejar aqui uma série de lamentos, em como não vale a pena ter esperança e blá blá blá. Mas vou aproveitar hoje, que a Ana Luísa apareceu.

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