
"The world was a terrible place, cruel, pitiless, dark as a bad dream. Not a good place to live. Only in books could you find pity, comfort, happiness - and love. Books loved anyone who opened them, they gave you security and friendship and didn't ask anything in return; they never went away, never, not even when you treated them badly."
"there was another reason [she] took her books whenever they went away. they were her home when she was somewhere strange. they were familiar voices, friends that never quarreled with her, clever, powerful friends -- daring and knowledgeable, tried and tested adventurers who had traveled far and wide. her books cheered her up when she was sad and kept her from being bored"
Um livro que li num instante e que me recordou uma série de coisas, sobretudo a razão de eu gostar tanto de livros, porque é que leio tanto. Já algumas pessoas me perguntou isto, mais ou menos seriamente. A partir deste momento, vou começar a dizer a essas pessoas para lerem este livro. Sei a resposta, mas é daquelas que não é fácil de traduzir verbalmente. Quando leio não estou sozinha, quando leio pura e simplesmente não estou... É por isso. Quando leio conheço outras "pessoas", quando leio conheço outros sítios, quando leio esqueço. Há dias em que a cabeça não me dá descanso, muitos dias. Há dias em que estou constantemente a ser perseguida por aquelas recordações que magoam, recordações que vão estar sempre aqui, eu sei. Por isso, podem culpar-me por querer ter outras imagens a preencher esse espaço? Por querer outras recordações, ainda que não sejam mesmo minhas? Por querer ser outra pessoa, ainda que seja sempre eu mesma? Ao menos durante esses minutos, essas horas consigo fingir e ter um bocadinho de paz.
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