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Mensagens

A mostrar mensagens de agosto, 2009

And here we go again...

E voltamos ao normal... Eu já nem sei que dizer, que pensar, muito menos que fazer. Não posso falar com ninguém, porque estou cansada de repetir a mesma coisa; começo a detestar a típica e simples pergunta "Tudo bem?", porque a resposta também não muda. E já agora, o que é que devo responder a isso? Não, não está tudo bem; começo a achar que nunca vai estar e estou cansada, estou sempre cansada. Já não posso ouvir mais, já não posso ver mais, já não posso sentir mais! Já nem sequer me posso "ouvir" a mim mesma a queixar-me! Será que isto vai passar alguma vez? Não quero chegar ao limite, não quero mesmo. Não quero sentir tanta raiva, estou farta de ver pessoas que adoro a magoarem-se tanto... E eu, pura e simplesmente, não posso fazer nada. A única coisa que posso fazer é manter um sorriso e entrar no jogo, fingir que está tudo bem. Mas já não sou capaz e todos os dias me sinto culpada por isso. Quero chorar, queria mesmo conseguir ter um daqueles "ataques de c...

Contagem decrescente

Ok, última semana de Agosto. Stress aumentado exponencialmente. Faltam umas semanas (poucas) para começar o estágio. Faltam poucas semanas para dar mais um salto na minha vida. Assustador. Por um lado, estou curiosa. É uma forma de me testar a mim mesma, certo? Ver até onde consigo ir, ver se sou mesmo capaz... tirar as dúvidas e (re)começar a minha vida, uma nova fase. É oficial: tenho medo. Medo de não ser capaz, de perceber que me esforcei tanto estes quatro anos, para nada. Medo de falhar. Mas estou determinada a tentar, a dar o meu máximo. Preciso de ser capaz. Mas até lá, e já que ainda tenho uma semana e uns dias até ter que enfrentar a realidade, vou tentando ao máximo abstrair-me dela. É assim tão difícil de perceber? Não é que não goste da realidade (embora tenha umas coisinhas a apontar, se adiantasse de alguma coisa apontar). Mas francamente, se tenho que estar a maior parte do tempo a conviver com esta realidade e tirar o maior partido dela, podem culpar-me de estar cansad...

Palavras II

"- Se eu te desse a minha vida, deixava-la cair ao chão, não deixavas? Não respondi." Li ontem este livro e no final não sei muito bem exprimir a opinião com que fiquei. Não gostei nem desgostei. Tem partes um bocadinho estranhas, às quais não achei grande piada, mas gostei mais à medida que se aproximava do fim (não, não foi por estar finalmente a terminar). No final o autor, como acontece inumeras vezes, "explica" a história. Ao longo do livro só temos acesso a pedacinhos, que muitas vezes nem dão para entender. No final já faz sentido. Apesar de tudo, foram estas duas frases que me ficaram na memória. Porquê? Não sei bem. Talvez porque também já dei partes da minha vida a algumas pessoas, que as deixaram cair. Talvez porque, por isso mesmo, gostava de lhes ter perguntado isto. Agora a minha pergunta seria outra: "Porque é que deixaste cair? Significava assim tão pouco para ti?"

Another day in Paradise

"Be who you are and say what you feel, because those who mind don't matter, and those who matter don't mind." (Dr. Seuss) Ok. Tive que mudar de ideias e estou feliz por tê-lo feito. Sabem... até nem custa muito, dar o braço a torcer por vezes, quero dizer... Depois de uma semaninha sozinha, a pensar, cheguei a algumas conclusões. E percebi que as minhas dúvidas eram só isso mesmo: dúvidas... daquelas que por vezes surgem para nos atormentar a mente. Os "E se...". Sinto-me melhor, mais leve. Em contrapartida, e porque nunca pode estar tudo bem (e quando está, não sabemos ver), há outras coisas que nunca mudam. Oh, desculpem, erro meu. Mudam. Para pior. Já estou a preparar-me para o que muito provavelmente vai acontecer. Não quero escrever aqui, nem gosto de dizer em voz alta, porque... porque isso tornaria tudo isto mais real... E eu, optimista como sou (pois sim), ainda tenho uma pequenina esperança de que passe, como tem passado tantos anos já. Sei que é s...

Palavras

" O único monstro com que precisas de te preocupar na vida é aquele que olha para ti todas as manhãs, ao espelho. Doma-o, torna-te amigo dele e conseguirás lidar com tudo na vida. " "- Por vezes, saber avaliar as coisas vem com a experiência e a experiência é-nos dada também pelo mau julgamento. - Não faz sentido. Ele assentiu devagar. - Pois não " ("Até que o Amor me Encontre", Charles Martin)

"Sometimes solutions aren't so simple. Sometimes goodbye is the only way." (Shadow of the day)

Mais um dia que chega ao fim. Esta semana não tem sido muito fácil... mas vai melhorar. Noutro dia estava a pensar que se alguém lesse este blog todo ficaria a pensar que eu sou uma pessoa mesmo muito pessimista e deprimida. Não é verdade. Bem, pessimista sou um bocadinho. Mas adoro viver, adoro cada momento (mesmo os menos coloridos). Acontece que (pelo menos eu penso assim) cada um de nós tem cá dentro um espaço para as coisas boas e outro para as coisas más; somos positivos e negativos, optimistas e pessimistas. Neste blog eu procuro descarregar sobretudo o meu "dark place", na esperança de poder de alguma forma apresentar ao mundo mais do meu "lado bom". Dá para entender? (Não é que tenha sido muito bem sucedida esta semana, mas lá chegarei). Tenho tido momentos. Em alguns deles quase que voltei atrás na minha decisão... inclusive arranjei bastantes desculpas (por sinal bem pertinentes) para voltar atrás. E podia (ainda posso) tê-lo feito. Só precisei de pensar ...

On my own... again

E pronto. O que é bom, acaba mesmo depressa, certo? Os dias vão passando, o mês vai avançando... e começa a desvanecer-se a descontracção de férias para dar lugar ao nervoso miudinho. A verdade é que Agosto está praticamente a meio, mais um bocadinho e é Setembro. E depois? Depois não sei. E o que é que sei, afinal? Isto está tudo uma confusão pegada! Nunca imaginei que um sorriso pudesse esconder tanta coisa lá no fundo... Nunca imaginei que por vezes pudesse custar tanto sorrir... Parece uma coisa tão simples, não é? Pois, ficam a saber que não é. É preciso muita coisa. É preciso ser capaz de empurrar bem para o fundo a dor; é preciso conseguir visualizar (nem que seja mesmo só imaginando) algo de bom, de positivo, que mereça o sorriso; depois é preciso que esse algo seja mais forte que aquilo que está a magoar-nos; é preciso ainda ter força para juntar isto tudo e realmente sorrir. Parece exagerado? Não, não é, descobri isso nos últimos dias. Tenho tentado (mesmo!) ser optimista. Ho...

Chega o momento... de parar

Há momentos nas nossas vidas em que temos a oportunidade de fazer escolhas, de tomar decisões, mais ou menos importantes. Este é um desses momentos (mais propriamente, ontem à noite). O momento em que eu decidi por que lado seguir, o momento que pode decidir muita coisa. Daqui a uns anos vou pensar nele como "aquele momento" em que decidi mudar, em que optei pelo caminho mais fácil e mais difícil. Tive muitas oportunidades destas há uns bons aninhos, numa situação semelhante, e não soube aproveitar, deixei andar. Sei que por vezes o melhor é mesmo isso, deixar andar. Ainda antes de ontem me disseram isso: "Por vezes é bom ser-se espontâneo". Concordo, mas neste caso não vai poder ser assim. E se o contrário de ser espontâneo é ser cínico, pois seja. Detesto mesmo essa atitude e até a palavra, mas neste caso considero que não vai magoar ninguém, excepto a mim mesma. Não é tão grave assim, certo? Vou magoar-me, para que mais tarde não seja outra pessoa a fazê-lo, cons...

Outra vez? Não

Não sei que fazer, que pensar, que dizer... não sei como me sinto ou não sinto. Pior, acho que não quero sentir nada... Estou tão confusa que nem consigo explicar realmente o que se passa. Às vezes, perante a complexidade do que somos e do que se passa cá dentro, as palavras simplesmente não chegam... A única coisa que sei mesmo é que não quero e não posso magoar-me outra vez. Não posso. Se isso acontecer, não sei se sou capaz de apanhar os pedaços outra vez. Não posso permitir-me esse luxo agora, há muito mais em jogo. Estava tão orgulhosa (e ainda estou) do que consegui fazer de mim depois do último "colapso"... Não posso sofrer outro. Para onde foi a capa protectora que tinha construído durante tanto tempo? Onde está agora? Porque é que me parece que estou a voltar ao ponto de partida? Simplesmente não. Não posso. Por favor...

Adeus

Sabem quando há um momento que vocês sabem que mais tarde ou mais cedo vai acontecer... um momento tanto temido como desejado... um momento em que temos finalmente oportunidade de confrontar alguns dos nossos fantasmas...? Um momento que, quando acontece, inesperadamente, como que congela no tempo, até que nos lembremos de reagir? Hoje tive um desses. Sim, passei literalmente por um desses "fantasmas" do passado... um fantasma que em tempos já foi de carne e osso, mas mesmo assim uma "ilusão". Infelizmente (ou felizmente, ainda tenho que me decidir quanto a isso) foi muito importante para mim, demasiado. E hoje, depois de muito tempo sem o ver, vi. Sabia que era inevitável. Estou orgulhosa de mim, porque não senti nem de longe aquele "friozinho na barriga" que antes sentia... Depois do primeiro "choque", posso dizer que não senti nada... Apenas a nostálgia (ok, já não é nada, é alguma coisa) de saber que passou. De saber que já não significa na...