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Chega o momento... de parar


Há momentos nas nossas vidas em que temos a oportunidade de fazer escolhas, de tomar decisões, mais ou menos importantes. Este é um desses momentos (mais propriamente, ontem à noite). O momento em que eu decidi por que lado seguir, o momento que pode decidir muita coisa. Daqui a uns anos vou pensar nele como "aquele momento" em que decidi mudar, em que optei pelo caminho mais fácil e mais difícil. Tive muitas oportunidades destas há uns bons aninhos, numa situação semelhante, e não soube aproveitar, deixei andar. Sei que por vezes o melhor é mesmo isso, deixar andar. Ainda antes de ontem me disseram isso: "Por vezes é bom ser-se espontâneo". Concordo, mas neste caso não vai poder ser assim. E se o contrário de ser espontâneo é ser cínico, pois seja. Detesto mesmo essa atitude e até a palavra, mas neste caso considero que não vai magoar ninguém, excepto a mim mesma. Não é tão grave assim, certo? Vou magoar-me, para que mais tarde não seja outra pessoa a fazê-lo, consciente ou inconscientemente. Conhecem aquela expressão: "Cortar o mal pela raiz"? Pois, é isso mesmo que tenho que fazer. Vou simplesmente afastar-me. Se é justo? Não, não é. Mas também ninguém disse que era suposto ser. Prefiro isso do que dar mais, isso não posso. Porque, goste ou não, acho que já estou mais marcada do que pensei estar. É triste, muito triste, mas é a verdade. Por isso, desculpa. Queria ter-te dito isto ontem, mas não ias perceber e eu não posso explicar. Fica só assim: "Desculpa, lamento mesmo muito".
Enfim, há outras coisas na vida, certo? "Just keep going".

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