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And here we go again...


E voltamos ao normal... Eu já nem sei que dizer, que pensar, muito menos que fazer. Não posso falar com ninguém, porque estou cansada de repetir a mesma coisa; começo a detestar a típica e simples pergunta "Tudo bem?", porque a resposta também não muda. E já agora, o que é que devo responder a isso? Não, não está tudo bem; começo a achar que nunca vai estar e estou cansada, estou sempre cansada. Já não posso ouvir mais, já não posso ver mais, já não posso sentir mais! Já nem sequer me posso "ouvir" a mim mesma a queixar-me! Será que isto vai passar alguma vez? Não quero chegar ao limite, não quero mesmo. Não quero sentir tanta raiva, estou farta de ver pessoas que adoro a magoarem-se tanto... E eu, pura e simplesmente, não posso fazer nada. A única coisa que posso fazer é manter um sorriso e entrar no jogo, fingir que está tudo bem. Mas já não sou capaz e todos os dias me sinto culpada por isso. Quero chorar, queria mesmo conseguir ter um daqueles "ataques de choro" que parece que "limpam por dentro", mas também não consigo. Começo a ficar vazia, começo a só conseguir sentir nada, um grande e sufocante nada. Sim, que não se pense que sentir nada é fácil. Não é. Com o nada vem a culpa, os remorsos. O nada pesa muito e eu não sei quanto peso mais vou aguentar. E não sei o que vai acontecer quando quebrar... ou quando outra pessoa o fizer.

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Às vezes canso-me de lidar com as pessoas, e hoje foi um desses dias. Ninguém tem culpa (e se houver culpas a distribuir é a mim), mas é verdade. Quando lido com "desconhecidos" ou simplesmente conhecidos, ou com pessoas no trabalho é diferente. São pessoas que não me conhecem fora daquele contexto, são pessoas que não têm expectativas, que não pressionam, que não acham que sabem, que não se se reservam o direito de abusar da confiança... Quanto mais próximos somos de alguém, mais expectativas estão envolvidas, mais... Hoje foi um dos dias em que me foi mais difícil lidar com isso. Às vezes acontece-me, ter "overdoses" de pessoas. Às vezes apetece-me estar irritada. Não tenho também direito a isso? Às vezes irritam-me as responsabilidades, às vezes só gostava de não estar aqui, de estar nalgum sítio sozinha e fazer o que quer que me apetecesse... O problema é que se, nestes dias, alguém me perguntasse o que é que queria, também não sei. Só sei que não era isto... e ...
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