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Mensagens

A mostrar mensagens de julho, 2015

Aprendendo

Cada vez mais acredito na importância de aprender, de alargar conhecimentos. Estamos sempre a aprender, mesmo que não nos apercebamos disso. E acho que a maioria das vezes não nos apercebemos mesmo, estamos tão focados noutras coisas que achamos que são mais importantes, ou pelo menos mais salientes. Cada vez mais tenho certeza também que as nossas aprendizagens mais importantes não são feitas em Universidades, ou Escolas. Há coisas que só aprendemos vivendo. E são essas que, como me costuma dizer alguém que como eu gosta de pensar, nos fazem crescer por dentro. Por isso, ontem vivemos mais uma dessas lições. Duras, difíceis, complicadas. E ontem, cresci mais um bocadinho, por dentro. E quando penso em dias como o de ontem, ou como o de há uns meses atrás, e há uns anos atrás, apercebo-me do que tenho que fazer quando estiver à beira daquele precipício chamado "ansiedade" (ou como lhe queiram chamar, que nem sei bem). Tenho que me lembrar disto. Tenho que me lembrar que...

Sabes porquê?

Fiquei triste e, como consequência, irritada. Sabes porquê? Porque eu queria falar contigo. Queria ouvir-te. Passo aqui tanto tempo a ouvir-me a mim própria... E às vezes o que ouço nem sequer é positivo. Por isso queria ouvir-te, queria contar-te coisas (sei lá bem o quê), falar contigo. Queria falar-te das pesquisas que fiz hoje de manhã. Queria ouvir a tua opinião acerca daquelas coisas parvas da minha cabeça. Queria perguntar-te se achas mal que eu hoje não faça nada, porque estou cansada. Queria falar contigo, porque tu consegues acalmar-me, sabes? Mesmo que pareça que não, por vezes, mas consegues. Consegues fazer-me sentir segura, no meio de tanta insegurança. E era isso. Mas quando comecei a falar, sobre um assunto relacionado com o nosso casamento ainda por cima (e que dá deu tantas e tantas voltas) , repondes como respondeste. E eu sei que estou a ser egoísta, porque também tens direito a ter dias maus, porque também tens direito a sentir-te frustrado com o trabalho, e eu pe...

São dias assim (ou, ouvindo o silêncio)

São dias assim. Dias em que tudo o resto acalma, tudo o resto silencia o suficiente para eu me ouvir. Para eu ter consciência, assim, de repente, do quanto eu sou feliz. São dias assim. Em que eu estou a limpar a casa, apesar do calor, e apesar do cansaço, e nem me apercebo de que estou cansada. Em que tudo parece estar bem, tudo parece estar no seu devido lugar, equilibrado. Em que eu me sinto equilibrada, estável, segura. Em que as dúvidas e aqueles pensamentos ruminantes que estão constantemente a pesar-me na cabeça se calam. Finalmente. Em que o que quer que aconteça amanhã, fica no amanhã. E o que aconteceu ontem já lá vai.  E é por isso que eu gosto tanto de ouvir o silêncio. Porque sem o silêncio, como é que podemos ouvir aqueles pensamentos, aqueles sentimentos, mais baixinhos, mais levezinhos, os mais importantes de todos? Aqueles que, no meio da confusão, do stress, do cansaço, do caos do dia-a-dia, nos dizem "vai ficar tudo bem". Aquela pontinha de esperança, ...

No fim do dia...

Ultimamente acho que tenho andado mais positiva. Porque te tenho a ti. E, porque te tenho a ti, sinto-me mais forte, sinto que sou capaz. Porque sei que no fim do dia, tenham as coisas corrido melhor ou pior, tu chegas. E falamos. E rimos das minhas neuroses. Ou choramos, se tiver que ser. Mas a cada dia que passa me sinto melhor, mais segura, em tudo. Há aquelas coisas que continuam a custar-me fazer, mas acho que cada vez mais consigo parar e pensar "Não estou sozinha", "Consigo fazer isto". E pode ser egoísta da minha parte dizer isto mas estou habituada (se calhar mal habituada) a que tu sejas o mais tranquilo de nós dois. A que sejas o mais forte, o mais estável. A que consigas, com um abraço, fazer-me esquecer o resto. Por isso ontem assustou-me quando olhei para ti e não te vi. Mas tens direito, claro, todos temos. Até acho que, com tantos momentos em que eu me deixei ir abaixo, em que me ajudaste a continuar, já estavas a merecer há muito tempo fazê-lo tam...

Um daqueles dias...

Um daqueles dias em que me sinto mais em paz, mais eu. Um daqueles dias em que me sinto mais confiante com o que ainda está para vir. Um daqueles dias em que me sinto segura. Em que tenho a certeza do que estou a fazer. Em que acredito que vai ficar tudo bem. Vamos ver quanto tempo dura. One down , hopefully . Two to go.

Estou a tentar

Estou a tentar... Estou a tentar manter-me optimista, focada na meta. Estou a tentar não pensar em amanhã. Estou a tentar não me irritar com isto tudo e atirar com o computador pela janela. Estou a tentar não pensar tanto em como eu precisava de desaparecer. Só por uns dias, desaparecer, não me chatear com nada. Calma. Preciso de calma. E acreditem, aqui sozinha e com toda a informação que tenho estado a processar, não sei bem como mas até acho que me estou a aguentar muito bem. Estou a tentar ao máximo manter a minha resolução de ontem, e não perder o meu chão. Estou a tentar não pensar em tudo , porque se o fizer tenho medo de me atirar para o chão e não me levantar durante o próximo mês. Estou a tentar ter paciência. Estou a tentar, pronto. Mais não consigo fazer. Mas que agora me está a apetecer imenso chorar e desistir, isso está.

Quem sabe, se calhar até consigo fazer isto

Hoje acordei outra vez sem chão. Perdida.  Ultimamente acontece-me muito. Não sei bem como nem porquê. Estou cansada. Só cansada. Às vezes parece que tudo é demais, que não dá mais. Que não consigo ser mais do que isto. Que não consigo chegar mais longe. E depois só quero não te magoar. Mais. É irónico, até. Andei anos a aprender a estar sozinha, com tantos dias em que achava que sozinha não conseguia. E nos últimos dias, quando chego ao limite, só penso que se calhar era melhor se estivesse sozinha. Porque assim só eu é que tinha que me aturar. Assim ninguém mais se magoava. Assim... Hoje acordei outra vez sem chão. Perdida. Mas depois, não sei como nem porquê, acho que me apercebi que não posso andar aqui à espera que o meu chão apareça outra vez. Decidi que vou construí-lo. Que vou, aos bocadinhos, tentar encontrar-me outra vez. Se fiz isso tantas vezes já, não vai ser agora que não consigo. E sabem que mais? Sinto-me melhor, acho que consigo ouvir-me algures. Acho que ...

Don't say

I’m already haunted inside I don’t need to be reminded It’s just like salt poured on a wound Every word keeps cuttin’ through It’s just like salt poured on a wound Every word keeps cuttin’ through - Ashley Nite, Say Anything
I am so pissed at you, Bonnie. Yeah. Still. You told me you were dying over the phone, so you kind of deserve me railing you on voicemails that you’re never going to get. I guess I'll call and yell at you again, tomorrow. - The Vampire Diaries Acho que me identifiquei com isto, porque é muito isso o que faço aqui. Escrever aquilo que às vezes gostava (ou não) de ter mais coragem para dizer. Por isso deixo muitas vezes mensagens que sei que o destinatário nunca vai receber. Mas ajuda.

Das escolhas que fazemos (ou, aquelas coisas pequeninas, que mudam tudo)

Hoje encontrei um rebento novo, pequenino, tão verde, numa planta que comprámos há algum tempo e que estava a morrer. Não sei porque é que ela ficou assim, mas ficou. Mudámo-la de vaso há cerca de 2 semanas, numa última tentativa de ver se ela recuperava. Tenho tratado de regá-la todos os dias, mas começava a perder a esperança, não via mudança nenhuma. Hoje estava a regá-la novamente, e vi, lá em baixo, pequenino. Novo. Não consigo evitar pensar no quanto isto se assemelha a tanta coisa... Não sei se ela vai recuperar completamente, mas parece-me que está a tentar, parece-me que há esperança. E é engraçado, porque eu hoje também me sinto assim, renovada, de certa forma. Tenho andado cansada, desmotivada, frustrada. Mas nos últimos dias, gradualmente menos. Isso já conta para alguma coisa, não é?  Podemos escolher ficar magoados. Podemos escolher ficar a remoer nas coisas, a pensar e repensar (sim, tipo eu) . Podemos escolher desistir. Mas é isso. É uma escolha. Nossa, e de ma...