Cada vez mais acredito na importância de aprender, de alargar conhecimentos. Estamos sempre a aprender, mesmo que não nos apercebamos disso. E acho que a maioria das vezes não nos apercebemos mesmo, estamos tão focados noutras coisas que achamos que são mais importantes, ou pelo menos mais salientes.
Cada vez mais tenho certeza também que as nossas aprendizagens mais importantes não são feitas em Universidades, ou Escolas. Há coisas que só aprendemos vivendo. E são essas que, como me costuma dizer alguém que como eu gosta de pensar, nos fazem crescer por dentro. Por isso, ontem vivemos mais uma dessas lições. Duras, difíceis, complicadas. E ontem, cresci mais um bocadinho, por dentro. E quando penso em dias como o de ontem, ou como o de há uns meses atrás, e há uns anos atrás, apercebo-me do que tenho que fazer quando estiver à beira daquele precipício chamado "ansiedade" (ou como lhe queiram chamar, que nem sei bem). Tenho que me lembrar disto. Tenho que me lembrar que a Universidade, e tudo o que ela implica, é uma parte muito pequenina de quem eu sou, e da minha vida. A Universidade não é o centro, é um pedacinho de mim, que está lá longe, na periferia. E não é na Universidade, nem com ela, que eu aprendo o mais importante. Não é com estes professores com quem tenho que lidar, nem com estes artigos e teses que tenho que escrever, que aprendo a ser mais humana. É com a vida, e com aqueles dias que colocam tudo em perspectiva. E ver tudo em perspectiva é importante.
Cada vez mais acredito na importância de aprender. Com a vida. Com o que magoa. Com o que dói. Com quem nos rodeia: os que estão aqui fisicamente, e os que já não estão, mas estão sempre, sempre, sempre connosco. E com as alegrias, as grandes e as mais pequeninas. Com os sorrisos. Com o sol e com a chuva. Com o silêncio e com o barulho. Com uma música, ou várias. Com um livro. Com a esperança. Com hoje, ontem e amanhã.
Ontem despedi-me outra vez. Mas não. Porque estão sempre connosco.
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