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Mensagens

A mostrar mensagens de abril, 2014

"E não me perguntes nada. Que eu não sei dizer"

Acho que quando damos um passo em frente, seja no que for mas sobretudo nos relacionamentos com os outros, é difícil andar novamente para trás. Quando estamos habituados à presença constante de alguém, é muito difícil desabituarmo-nos. Estes dias que passaram tive que fazer isso, instantaneamente. Tive que me desabituar da minha vida, e voltar para trás em alguns sentidos. E depois tive que temporariamente, por uma tarde, voltar lá. Não é fácil.    Crescer não é fácil. Porque implica que as relações mudem, que amadureçam. E esse amadurecimento não é fácil, sobretudo quando as pessoas não estão preparadas para isso.  Isto é tudo muito complicado. Não queria precisar tanto como preciso. Não queria sentir-me tão perdida como por vezes sinto, tão sem chão. E sinto-me tão mal por me sentir assim. Porque tenho dois "eu" dentro de mim às vezes, a puxar em direcções opostas. Porque tenho pessoas que dão tudo por mim, e esperam mais de mim. Porque na verdade, objectivamen...

Lamento...

Não tenho orgulho da pessoa que tenho sido nos últimos tempos. Acho que perdi de vista o essencial. Acho que estou muito colada às rotinas e ao "tenho que fazer". Não sei como é que cheguei aqui... Chego ao fim do dia e sinto-me desiludida comigo mesma. Ainda me lembro de encarar as coisas como desafios, da convicção com que decidia que ia conseguir determinada nota num exame particularmente difícil, de estar sentada horas e horas a estudar. Não sei para onde foi essa convicção... Ultimamente alterno entre fases de maior entusiasmo com o trabalho, e fases em que nem sei bem para onde me virar. Quero acreditar que é o stress, a pressão e o cansaço deste suposto último ano. Quero acreditar que isto vai passar. Mais grave que tudo isso, estou a deixar que isso complique aquilo que na minha vida é simples (e já há poucas coisas simples hoje em dia). Só me ocorre dizer que lamento. Lamento tanto...

Só preciso de sentir que "vai ficar tudo bem"

Gostava de saber o que te dizer. Mais. Gostava de conseguir dizer-te que está tudo bem, que nada disto me afecta, que o meu humor não varia em função das condições metereológicas, que me sinto capaz de enfrentar o que ainda há para enfrentar neste doutoramento. Mas não consigo. Também não posso dizer-te o que realmente sinto, porque tu não ias entender. Fico ao mesmo tempo contente e frustrada por não me entenderes. Contente, porque significa que felizmente essa leveza que te caracteriza nem te permite conceber outra forma de ver o mundo, mais negra, mais pesada. Mas frustrada, porque há dias em que é assim que vejo o mundo. Há dias em que as minhas dúvidas superam as minhas certezas. Em que os meus medos são superiores ao meu frágil sentido de segurança. Em que a minha força é menor que as minhas fragilidades. E em dias como esses não me apetece reagir. Em dias como esses, não consigo sentir nada, nada a não ser medo e preocupação. Em dias como esses, precisava de um abraço, precisav...