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Mensagens

A mostrar mensagens de 2015

O teu postal. Feliz Natal

Há tanto tempo que não escrevo aqui... E tenho tido tanta coisa na minha cabeça. Mas às vezes não dá mesmo para pôr em palavras. Ou porque não há palavras suficientes para expressar o que sinto, ou porque há palavras a mais. Tem sido um ano... Tem sido um ano... Mas este é para ti, este é o teu postal. Só para te dizer que faz hoje 2 meses e 13 dias. E eu sei que não mudou muita coisa. Mas mudou. É como se fosse um recomeço, percebes? E falo nisso, porque quando olhar para trás, para o ano de 2015 que está quase a terminar, vai ser essa a minha Memória. Vai ser sempre essa. O ano em que recomeçámos a história que começámos há mais de dois anos. É por isso que as datas são importantes para mim. Porque trazem memórias, memórias importantes. Esta é a minha Memória de 2015. Só para te dizer que é um privilégio ter-te comigo. Sabes isso? Mesmo quando discordamos, mesmo quando nos zangamos, mesmo quando discutimos, mesmo quando estamos tristes. Mesmo assim. Durante muito tempo estiv...

Milagres

Está feito. Ou quase. Nem sei muito bem o que sinto, por isso também não sei muito bem o que escreva... Tem sido um mês de deixar qualquer um sem palavras. Cheio de desilusões, de mágoa, de perda, de desespero. Mas também de ganhos, de esperança, de começos e recomeços. Neste momento, sinto-me em paz. Como não me sentia há muito tempo.  Perdoei o que tinha que perdoar. Acima de tudo, percebi que não tinha nada que perdoar. Mesmo nada. Por isso, ultrapassei a mágoa, a tristeza e o ressentimento. E agora só sinto pena, muita pena. Desculpa, por não conseguir entender melhor. O casamento. Casei com aquela pessoa, a única, que mudou o meu Mundo completamente. Que o completou. Aquela pessoa que nunca pensei que realmente existisse. Mas existe. E cresci, cresci por dentro. Sinto-me  preenchida, sinto-me mais eu. Acho que não sabes, mesmo, o quão melhor eu sou, por tua causa. A tese, que entreguei ontem. A tese, que tantas lágrimas levou a escrever. Que é tanto de mim, t...

Não desistimos

Há dias em que acordamos sem saber de nós mesmos. Há dias em que o Mundo, a Vida, custa. Dói. Há dias em que não temos palavras para descrever o que sentimos. Há dias em que nos sentimos tão perdidos, tão sem chão, que tudo custa. Há dias em que não temos motivação para fazer seja o que for, em que nem temos gosto em nada. Há dias. O que é que fazemos nesses dias? Choramos. Berramos. Atiramos com coisas. Escrevemos. Lemos. Ouvimos música. Pintamos. Desenhamos. Corremos. Fazemos o que quer que seja que nos ajude a recuperar, a juntar os pedacinhos, a continuar a caminhar, a crescer. Não desistimos. Podemos desistir um bocadinho, todos temos dias desses, em que não apetece mexer. Mas continuamos. Apoiamo-nos em quem gosta de nós, apoiamo-nos nas coisas que gostamos de fazer, que nos fazem sentir vivos. Porque há crianças a morrer, por causa de guerras. E há famílias que não têm o que comer. Há pessoas que acordam sem esperança nenhuma, no meio do caos. Há crianças a morrer de cancro, ...

"Há momentos em que ouvir magoa. Seja o que for." (Pedro Chagas Freitas)

Nos últimos dias tenho andado com um peso tão grande em mim... tão grande que às vezes admiro-me de como é que não ando curvada. Nos últimos dias tem sido mais difícil partilhar esse peso. E quando me sinto preparada para o fazer, não tenho com quem. Por isso vou tentar escrever aqui, algo que não faço há muito tempo, porque sinceramente nem sei o que escreva. O doutoramento está quase a acabar. Finalmente. Felizmente. Graças a Deus. Mas começo já a sentir o vazio que vai deixar em mim. Porque vai. Quero acabar, preciso de acabar, preciso de fechar mesmo de vez esse capítulo da minha vida. Mas tenho medo, muito medo. Eu stresso, eu fico ansiosa, eu sinto-me mal, eu duvido cada vez mais de mim. Mas... Mas. Mas é o que eu gosto de fazer. Mas vou tendo algum sossego, nos dias bons. E tenho medo, muito medo. Do que vem a seguir. De deixar de fazer aquilo que gosto - porque é isso que vai acontecer. De descobrir que não há mesmo mais nada em que me sinta realizada - e eu acho que é iss...

E se...?

Eu sei, eu sei. A culpa é minha. Estou assim, sinto-me assim, única e exclusivamente por minha causa. Estou hiper-sensível (pergunto-me se algum dia deixei de estar), cheia de dúvidas, de perguntas, cheia de desilusões... Portanto, sou eu. Sinto-me sozinha. Não me interpretem mal, porque eu sei que não estou (devido a um pequeno-grande milagre que às vezes ainda me questiono de como foi que o mereci, mas isso é outra história). Mas sinto-me sozinha no que vai dentro da minha cabeça. Dá para entender? Acredito que não dê, sei lá. Andei meses a "sofrer" na antecipação de ontem (novamente, sou eu), e depois ontem foi um grande nada, foi assim que o senti. Senti que andei a trabalhar para ser o mais perfeita possível (é preciso voltar a dizer?) naquilo que fui obrigada a fazer, e depois de tanto trabalho, senti que não foi reconhecido. Não precisava de aplausos (esses até houve, houve para todos), mas precisava de algum reconhecimento, não sei. Precisava de alguma coisa mais.  ...

Still here. Still breathing. Well, sort of.

Sim, ainda cá estou. Mais uma daquelas fases em que penso "hoje vou escrever". E logo a seguir penso "e vou escrever o quê?" Às vezes, pura e simplesmente, não me sinto capaz de organizar os meus pensamentos de forma coerente. Muito menos escrevê-los. Não é que hoje me sinta particularmente mais capaz, mas decidi tentar. Quanto mais não seja para ver se ainda sou capaz. Ou se ajuda. Ou... qualquer coisa.  Tenho tanta coisa na minha cabeça, que acho que nem me apercebo de tudo. Não é estranho sentir-me tão à margem de tudo? É que sinto.  Tenho esta apresentação para fazer, na quinta-feira. E seria de esperar que, depois de tantas, a penúltima (sim, já é a penúltima) nem me custasse tanto. Mas custa. Ao ponto de eu estar a fazer o que eu já tantas vezes fiz, que é partir a minha vida no "antes" e "depois de". Estou mesmo muito, muito, muito cansada.  E gostava que algumas coisas fossem diferentes. Gostava que quando viesses, tivesses o...

Hoje

Felizmente, depois de tantos dias a sentir-me tão perdida, tantos minutos desperdiçados, hoje sinto-me mais eu. Estou preocupada? Sim. Cansada? Sim. Com medo? Sim, tantos. Mas hoje, assim, sinto-me bem. Amanhã vai ser assim? Não sei, não sei mesmo. Mas hoje, assim, sinto-me bem. E isso chega. Tem que chegar. A bonança, depois da tempestade tão escura que carreguei em mim durante a semana que passou. Hoje, faltam 10 semanas.

Estou tão cansada que dói.

Estou tão cansada que dói. Estou farta de tentar "remar contra a maré". Nem sei que diga mais. Gostava que certas coisas fossem diferentes. Gostava que não estivéssemos constantemente a chocar por causa disto. Gostava de conseguir descansar. Gostava de não me sentir sozinha tantas vezes. Gostava de ser mais forte, de disfarçar melhor. Gostava de não ter tantas dúvidas, de me sentir segura. Gostava que não fosses tão prático, que às vezes levantasses os pés do chão, só por um bocadinho. Que não estivesses sempre a ver o lado mais "real" das coisas. Que percebesses. Que a possibilidade de nos oferecerem uma viagem, que temos um ano para fazer, para ajustar, para planear e encaixar, não levasse logo uma fraca resposta. Que não tivesse que ser tudo calculado ao milímetro, planeado e esmiuçado até mais não. Que percebesses que só se casa uma vez. Podes mesmo culpar-me por querer que ao menos nessa altura paremos uns dias? Que o mundo pare uns dias? É que nunca pára,...

13 semanas, e um telefonema

Nos últimos dois dias parece que tenho andado com uma nuvem negra a pairar por cima de mim. E as minhas "rotinas de recuperação", aquelas estratégias que tenho vindo a aperfeiçoar nestes últimos meses para me descentrar, do incontrolável, do meu peso de estimação, de mim, de pouco têm adiantado. Não sei porquê. Se calhar, por muito que corramos, por muito que pensemos que conseguimos ultrapassar o stress, a preocupação, o medo, a angústia, eles acabam sempre por nos apanhar. Não sei. Faltam 13 semanas, não é? SÓ 13 semanas. Então porque é que parece que qualquer coisinha, porcarias de e-mails acerca de porcarias de almoços que não interessam a ninguém, parecem pedras, a pesar em mim? Ao ponto de permitir que outras coisas que já tinha resolvido voltem a mexer comigo. Ao ponto de ficar presa em mim, sem conseguir sair do sítio. Qual é a novidade, de me ligares e falares torto comigo, só porque sim? De me apresentares uma lista de críticas veladas, porque te apetece? Já não de...

Aprendendo

Cada vez mais acredito na importância de aprender, de alargar conhecimentos. Estamos sempre a aprender, mesmo que não nos apercebamos disso. E acho que a maioria das vezes não nos apercebemos mesmo, estamos tão focados noutras coisas que achamos que são mais importantes, ou pelo menos mais salientes. Cada vez mais tenho certeza também que as nossas aprendizagens mais importantes não são feitas em Universidades, ou Escolas. Há coisas que só aprendemos vivendo. E são essas que, como me costuma dizer alguém que como eu gosta de pensar, nos fazem crescer por dentro. Por isso, ontem vivemos mais uma dessas lições. Duras, difíceis, complicadas. E ontem, cresci mais um bocadinho, por dentro. E quando penso em dias como o de ontem, ou como o de há uns meses atrás, e há uns anos atrás, apercebo-me do que tenho que fazer quando estiver à beira daquele precipício chamado "ansiedade" (ou como lhe queiram chamar, que nem sei bem). Tenho que me lembrar disto. Tenho que me lembrar que...

Sabes porquê?

Fiquei triste e, como consequência, irritada. Sabes porquê? Porque eu queria falar contigo. Queria ouvir-te. Passo aqui tanto tempo a ouvir-me a mim própria... E às vezes o que ouço nem sequer é positivo. Por isso queria ouvir-te, queria contar-te coisas (sei lá bem o quê), falar contigo. Queria falar-te das pesquisas que fiz hoje de manhã. Queria ouvir a tua opinião acerca daquelas coisas parvas da minha cabeça. Queria perguntar-te se achas mal que eu hoje não faça nada, porque estou cansada. Queria falar contigo, porque tu consegues acalmar-me, sabes? Mesmo que pareça que não, por vezes, mas consegues. Consegues fazer-me sentir segura, no meio de tanta insegurança. E era isso. Mas quando comecei a falar, sobre um assunto relacionado com o nosso casamento ainda por cima (e que dá deu tantas e tantas voltas) , repondes como respondeste. E eu sei que estou a ser egoísta, porque também tens direito a ter dias maus, porque também tens direito a sentir-te frustrado com o trabalho, e eu pe...

São dias assim (ou, ouvindo o silêncio)

São dias assim. Dias em que tudo o resto acalma, tudo o resto silencia o suficiente para eu me ouvir. Para eu ter consciência, assim, de repente, do quanto eu sou feliz. São dias assim. Em que eu estou a limpar a casa, apesar do calor, e apesar do cansaço, e nem me apercebo de que estou cansada. Em que tudo parece estar bem, tudo parece estar no seu devido lugar, equilibrado. Em que eu me sinto equilibrada, estável, segura. Em que as dúvidas e aqueles pensamentos ruminantes que estão constantemente a pesar-me na cabeça se calam. Finalmente. Em que o que quer que aconteça amanhã, fica no amanhã. E o que aconteceu ontem já lá vai.  E é por isso que eu gosto tanto de ouvir o silêncio. Porque sem o silêncio, como é que podemos ouvir aqueles pensamentos, aqueles sentimentos, mais baixinhos, mais levezinhos, os mais importantes de todos? Aqueles que, no meio da confusão, do stress, do cansaço, do caos do dia-a-dia, nos dizem "vai ficar tudo bem". Aquela pontinha de esperança, ...

No fim do dia...

Ultimamente acho que tenho andado mais positiva. Porque te tenho a ti. E, porque te tenho a ti, sinto-me mais forte, sinto que sou capaz. Porque sei que no fim do dia, tenham as coisas corrido melhor ou pior, tu chegas. E falamos. E rimos das minhas neuroses. Ou choramos, se tiver que ser. Mas a cada dia que passa me sinto melhor, mais segura, em tudo. Há aquelas coisas que continuam a custar-me fazer, mas acho que cada vez mais consigo parar e pensar "Não estou sozinha", "Consigo fazer isto". E pode ser egoísta da minha parte dizer isto mas estou habituada (se calhar mal habituada) a que tu sejas o mais tranquilo de nós dois. A que sejas o mais forte, o mais estável. A que consigas, com um abraço, fazer-me esquecer o resto. Por isso ontem assustou-me quando olhei para ti e não te vi. Mas tens direito, claro, todos temos. Até acho que, com tantos momentos em que eu me deixei ir abaixo, em que me ajudaste a continuar, já estavas a merecer há muito tempo fazê-lo tam...

Um daqueles dias...

Um daqueles dias em que me sinto mais em paz, mais eu. Um daqueles dias em que me sinto mais confiante com o que ainda está para vir. Um daqueles dias em que me sinto segura. Em que tenho a certeza do que estou a fazer. Em que acredito que vai ficar tudo bem. Vamos ver quanto tempo dura. One down , hopefully . Two to go.

Estou a tentar

Estou a tentar... Estou a tentar manter-me optimista, focada na meta. Estou a tentar não pensar em amanhã. Estou a tentar não me irritar com isto tudo e atirar com o computador pela janela. Estou a tentar não pensar tanto em como eu precisava de desaparecer. Só por uns dias, desaparecer, não me chatear com nada. Calma. Preciso de calma. E acreditem, aqui sozinha e com toda a informação que tenho estado a processar, não sei bem como mas até acho que me estou a aguentar muito bem. Estou a tentar ao máximo manter a minha resolução de ontem, e não perder o meu chão. Estou a tentar não pensar em tudo , porque se o fizer tenho medo de me atirar para o chão e não me levantar durante o próximo mês. Estou a tentar ter paciência. Estou a tentar, pronto. Mais não consigo fazer. Mas que agora me está a apetecer imenso chorar e desistir, isso está.

Quem sabe, se calhar até consigo fazer isto

Hoje acordei outra vez sem chão. Perdida.  Ultimamente acontece-me muito. Não sei bem como nem porquê. Estou cansada. Só cansada. Às vezes parece que tudo é demais, que não dá mais. Que não consigo ser mais do que isto. Que não consigo chegar mais longe. E depois só quero não te magoar. Mais. É irónico, até. Andei anos a aprender a estar sozinha, com tantos dias em que achava que sozinha não conseguia. E nos últimos dias, quando chego ao limite, só penso que se calhar era melhor se estivesse sozinha. Porque assim só eu é que tinha que me aturar. Assim ninguém mais se magoava. Assim... Hoje acordei outra vez sem chão. Perdida. Mas depois, não sei como nem porquê, acho que me apercebi que não posso andar aqui à espera que o meu chão apareça outra vez. Decidi que vou construí-lo. Que vou, aos bocadinhos, tentar encontrar-me outra vez. Se fiz isso tantas vezes já, não vai ser agora que não consigo. E sabem que mais? Sinto-me melhor, acho que consigo ouvir-me algures. Acho que ...

Don't say

I’m already haunted inside I don’t need to be reminded It’s just like salt poured on a wound Every word keeps cuttin’ through It’s just like salt poured on a wound Every word keeps cuttin’ through - Ashley Nite, Say Anything
I am so pissed at you, Bonnie. Yeah. Still. You told me you were dying over the phone, so you kind of deserve me railing you on voicemails that you’re never going to get. I guess I'll call and yell at you again, tomorrow. - The Vampire Diaries Acho que me identifiquei com isto, porque é muito isso o que faço aqui. Escrever aquilo que às vezes gostava (ou não) de ter mais coragem para dizer. Por isso deixo muitas vezes mensagens que sei que o destinatário nunca vai receber. Mas ajuda.

Das escolhas que fazemos (ou, aquelas coisas pequeninas, que mudam tudo)

Hoje encontrei um rebento novo, pequenino, tão verde, numa planta que comprámos há algum tempo e que estava a morrer. Não sei porque é que ela ficou assim, mas ficou. Mudámo-la de vaso há cerca de 2 semanas, numa última tentativa de ver se ela recuperava. Tenho tratado de regá-la todos os dias, mas começava a perder a esperança, não via mudança nenhuma. Hoje estava a regá-la novamente, e vi, lá em baixo, pequenino. Novo. Não consigo evitar pensar no quanto isto se assemelha a tanta coisa... Não sei se ela vai recuperar completamente, mas parece-me que está a tentar, parece-me que há esperança. E é engraçado, porque eu hoje também me sinto assim, renovada, de certa forma. Tenho andado cansada, desmotivada, frustrada. Mas nos últimos dias, gradualmente menos. Isso já conta para alguma coisa, não é?  Podemos escolher ficar magoados. Podemos escolher ficar a remoer nas coisas, a pensar e repensar (sim, tipo eu) . Podemos escolher desistir. Mas é isso. É uma escolha. Nossa, e de ma...

Não preciso

Não preciso que me lembrem que estou num "estado de fadiga prolongada". Preciso que me lembrem de tudo o que eu sou, de tudo o que eu estou, para além disso. Não preciso de ouvir que estou a destruir o meu corpo por estar a esforçá-lo demasiado. Preciso de ouvir "Vês? Tu consegues." Ok, se calhar correr não é o melhor exercício do mundo. Se calhar estou mesmo demasiado esgotada para andar a fazer mais esse esforço. Mas se esse esforço me ajuda a suportar tudo o resto, se me faz sentir melhor, apesar de custar, então porque é que não devo fazê-lo? Porque a minha cabeça, a minha alma... também estão em estado de fadiga prolongada. E todos os dias se esforçam mais, para fazer sentido de tanta coisa, para suportar tanta coisa. E é assim que deve ser. Se não é, então por favor alertem todas as pessoas que estão na minha vida, e digam-lhes que preciso de descanso. Não estou zangada. Estou triste. E isto passa. Mas ironicamente, ouvir-te dizer-me aquilo só me fez sent...

Talvez hoje consiga

Às vezes é tudo demais, para colocar em palavras. Não consigo expressar a confusão de sentimentos que tenho em mim a maior parte dos dias. Estou Feliz. Como podia não estar? Encontrei-te. Estou Cansada. Estou Grata, tão Grata. Mas Desmotivada, Frustrada. Isto nunca mais acaba. Estou a tentar convencer-me de que consigo acabar isto.Mas hoje, pelo menos hoje, acho que o lado positivo pesa mais que o outro. Por isso, quem sabe, talvez hoje consiga.

Déjà vu

Ok, sejamos honestas. Ou pelo menos vamos tentar ser. Não sei o que se passa comigo (alguma vez soube?), mas não estou bem. E sinto-me tão mal (pior) por me sentir assim, ainda por cima quando ontem à noite prometi a mim mesma que me ia esforçar mais, ao menos para disfarçar. Porque me custa imenso que me vejas assim, porque eu sei que te custa a ti também. E eu ontem estava bem, mesmo. Não sei como nem porquê, mas hoje estou assim, irritada, triste, cansada. Outra vez. Estou na fase final, mas parece que as coisas não andam para a frente. Qualquer e-mail que receba relacionado com o trabalho, sobretudo se for para marcar uma reunião (que, sejamos honestas novamente, é necessária), deixa-me demasiado ansiosa. e já estou a pensar que devo ter-me esquecido de alguma coisa. E já estou a pensar que tenho que me ter enganado nalguma coisa. E já estou a pensar que amanhã, se não for por uma razão é por outra, aquilo vai correr mal. E já estou a sentir-me uma nulidade outra vez. Como sempre,...

Milagres

Sabem uma coisa? Acredito em milagres. Mas acredito mesmo. São aqueles pequenos/grandes momentos, que mudam tudo. Não sei porque é que eu, entre toda a gente, tive tanta sorte, não sei mesmo. Não sei o que é que fiz ou faço para merecer tanto. Mas a verdade é que aconteceu. E mudou tudo. Acho que não fazes ideia do quanto significa para mim tudo o que me tens dito, tudo o que tens feito. Mudaste tudo. Nunca vou estar tão perdida como poderia estar, porque te tenho a ti. O meu milagre. Não acho que mereça, não acho mesmo. Mas vou fazer tudo o que posso para merecer tudo o que tu és para mim.

Photograph

Loving can hurt Loving can hurt sometimes But it's the only thing that I know And when it gets hard You know it can get hard sometimes It is the only thing that makes us feel alive We keep this love in a photograph We made these memories for ourselves Where our eyes are never closing Hearts were never broken And time's forever frozen still So you can keep me inside the pocket Of your ripped jeans Holding me close until our eyes meet You won't ever be alone Wait for me to come home - Ed Sheeran Porque mesmo quando custa, continua a valer a pena.

Andando para trás?

Hoje tenho estado a revisitar posts antigos (bem antigos!) deste blog. Engraçado (ou não), no meio de tantas memórias de dias bons e menos bons, apercebo-me de um padrão. E chego a uma conclusão: não posso ter muito tempo para pensar. Tempo para pensar e sinónimo de problemas, mais cedo ou mais tarde.  Tenho-me sentido tão perdida... sinto tanta falta de ter um dia (um dia que seja, só um!) em que me sinta eu mesma... Não sei explicar. Não sei como nem porquê. Só sei que parece que estou a funcionar em "piloto automático". Estou extremamente (demasiadamente!) sensível, qualquer coisa pequenina é motivo para me ir abaixo (ou será que eu já estou em baixo há tanto tempo, que simplesmente não me levantei ainda?). Fico frustrada, e ainda mais quando depois acabo (inevitavelmente) por magoar quem não devia, quem está sempre aqui, com uma paciência infinita. Tento pensar numa forma de me recuperar, de me sentir melhor, de me sentir eu, mas não consigo pensar em nada...Tem sido...

Como se eu não existisse...

Desculpa, não faço de propósito para te magoar. Não faço mesmo. Assim como acredito que tu não fazer. Mas magoo. Mas magoas. Desculpa.  Hoje senti-me completamente posta de parte, como se eu não existisse sequer. Sei que não foi a tua intenção, não tens culpa. Sei que achaste que foi a melhor forma de fazer as coisas. Mas podias ao menos ter dito "Sentia-me melhor se fosses comigo". Podias ao menos. Estou a ficar cansada de pensar isto. E tenho muito medo de que este constante "Podias ao menos..." estrague o resto. Tenho mesmo muito medo.

E não sei como é que cheguei aqui

Ando cada vez mais perdida. E isso assusta-me. Tento olhar para trás e voltar a encontrar o meu rumo, mas não consigo vê-lo. São cada vez mais as vezes em que não consigo sentir o chão debaixo dos pés. Em que me sinto presa, sufocada. Em que não me consigo ver, nem ouvir. Só ouço barulho, só sinto pressão, só respiro dúvidas, só sinto nada, um nada tão grande que desapareço dentro dele. E custa-me tanto, tanto, tanto, quando não percebes isso... Não percebes o quanto por vezes me custa pôr um pé à frente do outro. Quanto me custa ficar sozinha comigo. Quanto me custa tudo. Não tens culpa, eu sei. Dizes que me foco muito nas coisas negativas, e não és o primeiro a dizer-me isso. E eu sei que faço isso, é de mim. Mas quando me sinto sem forças, completamente esgotada, como me tenho sentido esta semana, não vejo mesmo mais nada. Não sinto mais nada. Só me sinto a afastar-me cada vez mais de quem eu era, de quem eu sou. Só sinto que cada vez mais questiono tudo o que faço, que estou sempr...

Quando eu sinto tudo

Às vezes tenho tanto medo... De repente, sem dar por ela, sem avisar... sinto tudo. Aqueles sentimentos de insegurança, de dúvida, de medo, puro e simples. Aparecem outra vez, e instalam-se.  Falta-me o chão. Falta-me o ar. Faltam-me as palavras. Preciso de chorar, mas não consigo. Preciso de falar, mas não sei como. Preciso de escrever, mas não sei o quê. Não sei como, não sei porquê. Não tenho motivos para me sentir assim, se não contarmos com o stress habitual. Mas isso nem conta. Sinto-me tão sozinha, tão sozinha, que dói. Tenho tanto medo de não conseguir fazer isto. E nem sei o que "isto" quer dizer. Queria conseguir sair deste buraco em que tantas e tantas vezes já vim cair. Queria conseguir mostrar-te, explicar-te de alguma maneira, o que sinto. Queria não magoar ninguém, não te magoar a ti, por estar assim. Às vezes acho que isto nunca vai mudar. Começo a achar que por muito que as circunstâncias mudem, por muitas alegrias que tenhamos na vida, por muitos motivo...

"With every broken bone, I swear I lived"

Hope when you take that jump, you don't fear the fall Hope when the water rises, you built a wall Hope when the crowd screams out, they're screaming your name Hope if everybody runs, you choose to stay Hope that you fall in love, and it hurts so bad The only way you can know is give it all you have And I hope that you don't suffer but take the pain Hope when the moment comes, you'll say... I, I did it all I, I did it all I owned every second that this world could give I saw so many places, the things that I did With every broken bone, I swear I lived Hope that you spend your days, but they all add up And when that sun goes down, hope you raise your cup Oh, I wish that I could witness all your joy and all your pain But until my moment comes, I'll say... I, I did it all I, I did it all I owned every second that this world could give I saw so many places, the things that I did With every broken bone, I swear I lived With every broken bone, I...

Um bocadinho de sol, e a música certa

Às vezes tudo o que precisamos é de um bocadinho de sol e da música certa. Do momento certo. E é assim, de repente, sem estarmos à espera, que voltamos a ouvir aquela voz que há tanto tempo que não ouvíamos. E é assim, de repente, sem qualquer tipo de aviso, que nos apercebemos que essa voz é a nossa. Que estava perdida, no meio do caos, das desilusões, do stress e correrias constantes do dia a dia, de todas as mágoas e ressentimentos. É assim, de repente. Que nos apercebemos, mais uma vez, do quão abençoada é a vida que temos. Do quanto temos tomado tanta coisa como garantida, quando não é. Não é mesmo. E é realmente uma benção, o momento em que nos apercebemos de que estamos mesmo, mesmo, mesmo felizes. Apesar de tudo o resto. Estamos exactamente onde queremos estar. Se isso não é um pequeno milagre, então não sei o que é. E pensar que, às vezes, tudo o que precisamos é de um bocadinho de sol e da música certa :)

E não sei se gosto do que ouço...

Ainda aqui estou. E as coisas continuam a mudar. Ano novo, vida nova, não é? Este ano parece que é literalmente isto. Tenho-me lembrado de escrever aqui, mas para ser sincera não tenho tido coragem, não sei bem o que escrever. Será mau sinal? Tenho tido demasiado tempo para me ouvir a mim mesma. Já não estava habituada, há muito tempo que não tinha tanto tempo para mim. Confesso que por um lado é bom, tenho retomado muita coisa que não fazia tanto. Mas por outro lado... não sei se gosto de ter tanto tempo e espaço para me ouvir. Não sei se gosto do que ouço. As coisas têm estado tão paradas, que eu passo os dias a tentar arranjar alguma coisa para fazer, para não me sentir mal comigo mesma. Não sei... chego ao fim do dia e não consigo sentir-me realizada. Dá para entender? As pessoas dizem "oh, mas se não podes fazer nada diverte-te, vê séries, lê..." Mas acho que não percebem que não é fácil para mim. Este é suposto ser o último ano, estamos quase em Março, e estamos pa...