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13 semanas, e um telefonema

Nos últimos dois dias parece que tenho andado com uma nuvem negra a pairar por cima de mim. E as minhas "rotinas de recuperação", aquelas estratégias que tenho vindo a aperfeiçoar nestes últimos meses para me descentrar, do incontrolável, do meu peso de estimação, de mim, de pouco têm adiantado. Não sei porquê. Se calhar, por muito que corramos, por muito que pensemos que conseguimos ultrapassar o stress, a preocupação, o medo, a angústia, eles acabam sempre por nos apanhar. Não sei. Faltam 13 semanas, não é? SÓ 13 semanas. Então porque é que parece que qualquer coisinha, porcarias de e-mails acerca de porcarias de almoços que não interessam a ninguém, parecem pedras, a pesar em mim? Ao ponto de permitir que outras coisas que já tinha resolvido voltem a mexer comigo. Ao ponto de ficar presa em mim, sem conseguir sair do sítio. Qual é a novidade, de me ligares e falares torto comigo, só porque sim? De me apresentares uma lista de críticas veladas, porque te apetece? Já não devia estar habituada a isso? Devia. Mas desta vez, não sei porquê, depois da típica irritação veio tudo o resto, tudo aquilo que está sempre aqui, que eu tenho conseguido empurrar bem lá para o fundo, de forma a raramente ter que lidar com isso. 

Preciso de conseguir voltar a fazer isso - voltar a conseguir empurrar tudo para longe, para conseguir ficar mais leve, mais eu. Para conseguir focar-me nos projectos para o futuro, no casamento, no fim de uma etapa que tantas lágrimas me levou. E preciso de voltar a dar o benefício de dúvida, de não me recolher e esconder do mundo, que é o que eu sei que tenho feito. Hoje sinto-me um bocadinho melhor. Vou tentar focar-me nisso.

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