Hoje acordei com uma sms tua no telemóvel. Acho que fiquei uns cinco minutos a olhar para o telemóvel, para confirmar se estaria acordada. Sim, reparei que não me enviaste mensagem no meu dia de aniversário. Tempos houve em que ficava mesmo triste, em que estava todo o dia à espera que mandasses, uma mensagem, qualquer coisa, só para saber que te tinhas lembrado de mim. Este ano... bem, este ano pensei nisso, mas depois pura e simplesmente esqueci e, embora no dia seguinte me tenha passado pela cabeça que não mandaste, não me surpreendeu. O que me surpreendeu foi saber que afinal te lembraste. Isto serviu para muita coisa. Em primeiro lugar, para confirmar que de facto as coisas mudaram, eu mudei. Não senti nem metade do que sentia cada vez que, no passado, noutra vida, me mandavas um toque, uma mensagem. Lembro-me disso como se tivesse acontecido a outra eu (e aconteceu). Em segundo, pôs-me a pensar que se calhar até conseguiríamos ser amigos, se as coisas tivessem acontecido de outra...
O que gostaria de ter dito, mas não disse; o que disse, mas gostaria de retirar; o que não sou, mas gostaria de ser; o que sou, mas preferia não ser...