Hoje acordei com uma sms tua no telemóvel. Acho que fiquei uns cinco minutos a olhar para o telemóvel, para confirmar se estaria acordada.
Sim, reparei que não me enviaste mensagem no meu dia de aniversário. Tempos houve em que ficava mesmo triste, em que estava todo o dia à espera que mandasses, uma mensagem, qualquer coisa, só para saber que te tinhas lembrado de mim. Este ano... bem, este ano pensei nisso, mas depois pura e simplesmente esqueci e, embora no dia seguinte me tenha passado pela cabeça que não mandaste, não me surpreendeu. O que me surpreendeu foi saber que afinal te lembraste.
Isto serviu para muita coisa. Em primeiro lugar, para confirmar que de facto as coisas mudaram, eu mudei. Não senti nem metade do que sentia cada vez que, no passado, noutra vida, me mandavas um toque, uma mensagem. Lembro-me disso como se tivesse acontecido a outra eu (e aconteceu). Em segundo, pôs-me a pensar que se calhar até conseguiríamos ser amigos, se as coisas tivessem acontecido de outra forma. Se calhar agora, que eu sou mais eu e tu és mais tu (e eu sei quem tu de facto és)... se calhar agora até nos entendíamos de outra forma. E se calhar ainda somos amigos. Acho que com o tempo a confiança se perde, mas podem haver outras coisas que ficam, sei lá. Quem sabe se qualquer destes dias não nos cruzamos e ainda conseguimos conversar. Não como antes, mas quem sabe se não será até melhor. Acho que estou a conseguir perdoar-te a ti, a mim e à vida. E acho que realmente foi tudo melhor assim. Precisávamos de crescer... e eu precisava de abrir os olhos.
Mas obrigada, pela lembrança. Apesar de tudo, depois de tudo e embora não falemos há mais de um ano, lembraste-te. Se calhar ouviste. Há coisas engraçadas, não há? Nesta semana que hoje termina (e lá vai mais uma!) tenho andado a pensar que se calhar às vezes as pessoas conseguem escutar, mesmo quando parece que não estão a ligar nenhuma. Tenho repensado uma série de coisas. Se calhar não há "casos perdidos", só é preciso que alguém os encontre e lhes dê uma oportunidade. Às vezes somos nós que estamos demasiado perdidos para conseguirmos dar essa oportunidade, que podia mudar tudo. Acho que foi o que aconteceu connosco. Estávamos demasiado perdidos para nos encontrarmos. Pode ser que um dia consigamos estar os dois no mesmo sítio e talvez possamos resgatar alguma coisa da amizade que estava... ou talvez não. De qualquer forma, as recordações ficam, vão ficar sempre.
Sim, reparei que não me enviaste mensagem no meu dia de aniversário. Tempos houve em que ficava mesmo triste, em que estava todo o dia à espera que mandasses, uma mensagem, qualquer coisa, só para saber que te tinhas lembrado de mim. Este ano... bem, este ano pensei nisso, mas depois pura e simplesmente esqueci e, embora no dia seguinte me tenha passado pela cabeça que não mandaste, não me surpreendeu. O que me surpreendeu foi saber que afinal te lembraste.
Isto serviu para muita coisa. Em primeiro lugar, para confirmar que de facto as coisas mudaram, eu mudei. Não senti nem metade do que sentia cada vez que, no passado, noutra vida, me mandavas um toque, uma mensagem. Lembro-me disso como se tivesse acontecido a outra eu (e aconteceu). Em segundo, pôs-me a pensar que se calhar até conseguiríamos ser amigos, se as coisas tivessem acontecido de outra forma. Se calhar agora, que eu sou mais eu e tu és mais tu (e eu sei quem tu de facto és)... se calhar agora até nos entendíamos de outra forma. E se calhar ainda somos amigos. Acho que com o tempo a confiança se perde, mas podem haver outras coisas que ficam, sei lá. Quem sabe se qualquer destes dias não nos cruzamos e ainda conseguimos conversar. Não como antes, mas quem sabe se não será até melhor. Acho que estou a conseguir perdoar-te a ti, a mim e à vida. E acho que realmente foi tudo melhor assim. Precisávamos de crescer... e eu precisava de abrir os olhos.
Mas obrigada, pela lembrança. Apesar de tudo, depois de tudo e embora não falemos há mais de um ano, lembraste-te. Se calhar ouviste. Há coisas engraçadas, não há? Nesta semana que hoje termina (e lá vai mais uma!) tenho andado a pensar que se calhar às vezes as pessoas conseguem escutar, mesmo quando parece que não estão a ligar nenhuma. Tenho repensado uma série de coisas. Se calhar não há "casos perdidos", só é preciso que alguém os encontre e lhes dê uma oportunidade. Às vezes somos nós que estamos demasiado perdidos para conseguirmos dar essa oportunidade, que podia mudar tudo. Acho que foi o que aconteceu connosco. Estávamos demasiado perdidos para nos encontrarmos. Pode ser que um dia consigamos estar os dois no mesmo sítio e talvez possamos resgatar alguma coisa da amizade que estava... ou talvez não. De qualquer forma, as recordações ficam, vão ficar sempre.
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