Avançar para o conteúdo principal

Hoje sinto-me... feliz por estar viva

Sabem aqueles dias em que simplesmente nos sentimos bem, aconteça o que acontecer? Espero que conheçam a sensação. Tal como há dias em que estamos mais em baixo, sem sabermos porquê, há dias em que acontece exactamente o oposto, felizmente. Para mim está a ser um desses dias. É uma vitória, tendo em conta que não me lembro de ter um destes em pelo menos uns 5 anos ou assim. Acreditem, é verdade.

Está um dia lindo e no caminho para casa dei por mim a sentir o cheiro do Outono (sim, tem um cheiro) e a aperceber-me da sorte enormeee que tenho por estar viva, do milagre que é. Sim, outro milagre. Em dias assim consigo acreditar naquela velha filosofia que dita que aquilo que dermos ao mundo ser-nos-á retribuído, mais cedo ou mais tarde. Acho que acredito. Quantos mais sorrisos dermos aos outros, mais nos darão a nós, certo? Seguindo essa lógica, quanto mais esperança, mais amor, mais alegria, mais solidariedade, mais generosidade mostrarmos ao mundo... mais receberemos de tudo isso. Que é que posso fazer? Hoje acredito nisso. Isto até pode não durar muito, provavelmente amanhã já se esbateu, mas hoje é a primeira vez em muitos anos em que eu consigo sinceramente fazer uma coisa que em criança me recordo de fazer muitas vezes: olhar pela janela e pensar "Eu sou feliz".

Comentários

Mensagens populares deste blogue

Desabafo

Às vezes canso-me de lidar com as pessoas, e hoje foi um desses dias. Ninguém tem culpa (e se houver culpas a distribuir é a mim), mas é verdade. Quando lido com "desconhecidos" ou simplesmente conhecidos, ou com pessoas no trabalho é diferente. São pessoas que não me conhecem fora daquele contexto, são pessoas que não têm expectativas, que não pressionam, que não acham que sabem, que não se se reservam o direito de abusar da confiança... Quanto mais próximos somos de alguém, mais expectativas estão envolvidas, mais... Hoje foi um dos dias em que me foi mais difícil lidar com isso. Às vezes acontece-me, ter "overdoses" de pessoas. Às vezes apetece-me estar irritada. Não tenho também direito a isso? Às vezes irritam-me as responsabilidades, às vezes só gostava de não estar aqui, de estar nalgum sítio sozinha e fazer o que quer que me apetecesse... O problema é que se, nestes dias, alguém me perguntasse o que é que queria, também não sei. Só sei que não era isto... e ...
"Alma. A palavra ressoou dentro de mim e interroguei-me, como tantas vezes antes, sobre o que seria exactamente. As pessoas falavam constantemente dela mas alguém saberia realmente? Houve momentos em que a imaginei como uma luz-piloto a arder dentro de uma pessoa - uma gota de fogo do inferno invisível a que as pessoas chamavam Deus. Ou uma substância mole, como um torrão de argila ou massa para moldes dentários, que reunia a soma das experiências das pessoas - um milhão de marcas de felicidade, desespero, medo, todas as pequenas perfurações de beleza que jamais conhecemos." - Sue Monk Kidd

Palavras III

"The world was a terrible place, cruel, pitiless, dark as a bad dream. Not a good place to live. Only in books could you find pity, comfort, happiness - and love. Books loved anyone who opened them, they gave you security and friendship and didn't ask anything in return; they never went away, never, not even when you treated them badly." "there was another reason [she] took her books whenever they went away. they were her home when she was somewhere strange. they were familiar voices, friends that never quarreled with her, clever, powerful friends -- daring and knowledgeable, tried and tested adventurers who had traveled far and wide. her books cheered her up when she was sad and kept her from being bored" Um livro que li num instante e que me recordou uma série de coisas, sobretudo a razão de eu gostar tanto de livros, porque é que leio tanto. Já algumas pessoas me perguntou isto, mais ou menos seriamente. A partir deste momento, vou começar a dizer a essas ...