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Mensagens

A mostrar mensagens de julho, 2009

Ai vida..!

"De resto, que importa bendizer ou maldizer a vida? Afortunada ou dolorosa, fecunda ou vã, ela tem de ser vivida. Loucos aqueles que, para a atravessar, se embrulham desde logo em pesados véus de tristeza e desilusão, de sorte que na sua estrada tudo lhes seja negrume, não só as léguas realmente escuras, mas mesmo aquelas em que cintila um sol amável. Na Terra tudo vive - e só o homem sente a dor e a desilusão da vida. E tanto mais a sente, quanto mais alarga e acumula a obra dessa inteligência que o torna homem, e que o separa da restante Natureza, impensante e inerte." (Eça de Queiroz) Não costumo ler Eça, mas acabei por ler este conto ("Civilização", do livro intitulado mesmo de "Contos") e achei muito interessante a ideia. Com o passar dos anos, tornamo-nos, claro, mais complexos. Com essa complexidade, surgem os problemas. Grandes, pequenos, médios. Há-os para todos os gostos e feitios. temos sempre alguma coisa de que nos queixar. Ou porque faz sol, ...

O que fazer...

O que fazer quando estamos preocupados com alguém e não sabemos como lidar com isso? Quando queremos ajudar, mas não sabemos como? Quando achamos que precisam de nós, mas não sabemos como mostrar que estamos lá? Quando achamos que a ajuda pode não ser bem vinda? Quando nos dizem que está tudo bem, mas lá no fundo sabemos que não..? Difícil. Às vezes (ok, sejamos realistas, muitas vezes) andamos preocupados com os nossos problemazitos do dia-a-dia (e na maioria das vezes sabemos perfeitamente que preocuparmo-nos não adianta absolutamente nada e, como se diz em inglês, numa expressão de que eu gosto muito: "You just have to let it go"), que nem percebemos que pessoas próximas (ou nem tanto) podem estar a passar por coisas muito mais difíceis. Andamos demasiado ocupados a tratar das nossas feridas, grandes ou pequenas, para olhar à volta e ver que há feridas muito piores. Não sei como lidar com isto. Não sei o que dizer, o que não dizer, o que fazer, o que não fazer... Só sei q...

Passado

"O Gatsby acreditara na luz verde, no orgíaco futuro que, ano após ano, foge e recua diante de nós. Se hoje nos iludiu, pouco importa: amanhã correremos mais depressa, alongaremos mais os braços... Até que uma bela manhã... Assim vamos teimando, proas contra a corrente, incessantemente cortando as águas, a caminho do passado que não volta." (Scott Fitzgerald, "O Grande Gatsby") Há dias em que acordo já fora do tempo. Dias em que me sinto como se não estivesse aqui, agora. Dias em que parece que ando constantemente a reviver o que já passou, a andar para trás, a ouvir e sentir pessoas que não estão aqui... É uma sensação estranha, muito estranha. Estou aqui e não estou. Estou rodeada dos ecos... ecos que magoam porque estão perdidos, mas que ao mesmo tempo me fazem sentir melhor porque existiram...Esquisito, não é? Quero sair deste estado, voltar ao meu "eu normal"... e não quero. Por mais que lamente, tudo isto já passou, não vai voltar nunca, o mundo con...

Momentos...

" Escolham um dia, isolem-no e pensem como o curso da vossa vida teria sido diferente sem o que aconteceu durante esse espaço de tempo. Parai, ò vós que ledes isto e pensai um momento na longa cadeia de ferro ou de ouro, de espinhos ou de flores, que nunca vos teria aprisionado se não se tivesse formado o primeiro elo, num dia memorável " (Charles Dickens, "Grandes Esperanças) Acho que todos temos os nossos momentos, aqueles que nos marcam por alguma razão, boa ou má... O momento perfeito, em que estamos profundamente gratos por estar vivos; um momento menos bom, que magoa; o momento em que tudo corre mal; o momento em que fazemos uma escolha errada; o momento que recordamos quando olhamos para trás e pensamos "E se tivesse feito outra coisa naquela altura? Será que agora estava aqui?"; o momento em que percebemos que afinal fizémos o que estava certo; o momento em que questionamos tudo ou em que tomamos tudo como certo... Momentos. Afinal, é disso que se trat...

(Des)ilusões

Ontem tive oportunidade de confirmar a minha conclusão de que as pessoas são realmente "bichos" demasiado complicados (não me excluindo a mim mesma, claro). Como é que é possível que num momento sejamos capazes de ser generosos, amigos, solidários, confiáveis... e noutro momento ser egoístas, orgulhosos..? Não percebo (se calhar também não é para perceber, somos seres humanos e ponto). Outra coisa engraçada é a definição de amizade . Passo a citar, para alguém que tenha dúvidas ainda: "Afeição por uma pessoa; simpatia, dedicação; favor" (isto segundo o Dicionário da Língua Portuguesa, da Porto Editora) "Sentimento de simpatia recíproca entre duas ou várias pessoas independente de um vínculo sexual ou de parentesco." (dicionário informal.com.br) "Fruto do hábito e da vontade, a amizade, segundo Aristóteles -- que a eleva à categoria de virtude -- é uma disposição permanente que decorre de uma escolha livre e recíproca. Além disso, o outro é amado por...

Palavras perdidas

Hoje deixo aqui algumas coisas que gostava/precisava de ter dito e perguntado a certas e determinadas pessoas que passaram pela minha vida (e outras ainda lá estão, embora algumas estejam actualmente algo esbatidas ou a caminhar para lá... percebam ou não) e depois saíram deixando para trás só cacos como recordação. Até nem me importaria, se o que ficou em cacos não tivesse sido eu. Claro que, infelizmente e como geralmente acontece, não disse a estas pessoas nada disto, não perguntei nada, por lhes ter dado mais valor do que aquele que aparentemente alguma vez tive para elas. Isto não quer dizer que guarde rancor... o pior já passou. Mas fica sempre aquela sementinha do "E se". É uma sementinha de que não gosto nada, diga-se de passagem. E neste momento, preciso de fazer este exercício, na esperança de que ajude a libertar a tensão. Então aqui vai. Tudo o que ficou por dizer: "Obrigada. Detesto-te por me teres magoado tanto, por teres destruído parte de quem eu era e a...

Nem sei...

Neste momento, nem sei que dizer... Nem sei bem que pensar, nem que sentir... Há momentos em que fico assim... perdida algures entre a mágoa e o desespero, a gratidão e a esperança. No meio desta confusão de sentimentos acaba por ficar só o vazio... um vazio que reconforta, tanto quanto magoa. No meio de tudo isto, não sei... simplesmente não sei.

Às vezes uma imagem vale mesmo mais do que mil palavras...

Chegando ao limite...

Welcome to my life (Simple Plan) "Do you ever feel like breaking down? Do you ever feel out of place? Like somehow you just don't belong, And no one understands you? Do you ever wanna runaway? Do you lock yourself in your room? With the radio on turned up so loud, That no one hears you screaming No you don't know what it's like, When nothing feels all right, You don't know what it's like, To be like me... To be hurt, to feel lost, To be left out in the dark, To be kicked when you're down, To feel like you've been pushed around, To be on the edge of breaking down, And no one's there to save you, No you don't know what it's like, Welcome to my life. Do you wanna be somebody else? Are you sick of feeling so left out? Are you desperate to find something more Before your life is over Are you stuck inside a world you hate? Are you sick of everyone around? With their big fake smiles and stupid lies, While deep inside you're bleeding? No you do...

Alguma vez..?

"De vez em quando, todos nós nos perdemos, às vezes devido a forças que estão fora do nosso controlo. Quando descobrimos aquilo de que a nossa alma precisa, o caminho apresenta-se sem esforço à nossa frente. Por vezes, vemos a saída, mas mesmo assim desviamo-nos para mais longe e mais fundo apesar do que sabemos; o medo, a raiva ou a tristeza são o que nos impede de regressar. Por vezes, preferimos andar perdidos a vaguear, porque por vezes é mais fácil. Outras vezes acabamos por encontrar o nosso caminho. Mas seja qual for o caso, somos sempre encontrados por alguém." (Cecelia Ahern, "Um lugar chamado aqui") Alguma vez perderam o vosso caminho? Alguma vez acharam que sabiam tão bem o que queriam, que deixaram de ter certezas? Alguma vez olharam para o espelho sem ter bem certeza de quem estavam a ver? Sem ter a certeza de que conheciam aquela pessoa? Já me aconteceu, mais do que uma vez. Alturas em que tentei determinadamente chegar a algum sítio, sem ter a certez...

A felicidade na inconsciência...

Ela Canta, Pobre Ceifeira Ela canta, pobre ceifeira, Julgando-se feliz talvez; Canta, e ceifa, e a sua voz, cheia De alegre e anônima viuvez, Ondula como um canto de ave No ar limpo como um limiar, E há curvas no enredo suave Do som que ela tem a cantar. Ouvi-la alegra e entristece, Na sua voz há o campo e a lida, E canta como se tivesse Mais razões pra cantar que a vida. Ah, canta, canta sem razão! O que em mim sente ‘stá pensando. Derrama no meu coração a tua incerta voz ondeando! Ah, poder ser tu, sendo eu! Ter a tua alegre inconsciência, E a consciência disso! Ó céu! Ó campo! Ó canção! A ciência Pesa tanto e a vida é tão breve! Entrai por mim dentro! Tornai Minha alma a vossa sombra leve! Depois, levando-me, passai! Fernando Pessoa, in "Cancioneiro"

Acreditar

" Os adultos (...) acham que sabem tudo. Crescem e esquecem rapidamente,e, em vez de continuarem de espírito aberto e cultivarem essa atitude, decidem escolher aquilo em que devem ou não acreditar. Não se pode escolher as coisas, ou se acredita nelas ou não. Por isso é que eles aprendem mais devagar. São mais cínicos, perdem a fé e só querem conhecer as coisas que os vão ajudar no dia-a-dia. Não lhe interessam os extras. Mas (...) são os extras que fazem a vida." (Cecelia Ahern, "Se me pudesses ver agora") Quem de nós não se revê (nem que seja só momentaneamente) nesta descrição? Eu posso dizer sem dúvidas que sim. E também posso dizer sem dúvidas que essa é outra das coisas que lamento. Ainda me lembro bem de como era tudo tão simples. Quando um simples sorriso da minha mãe ou pai, quando um doce, o sol... tudo era motivo para estar contente, para rir, para saltar... O tempo passa, como tem que passar. E vamos perdendo isso. Claro que é natural, andamos é para a ...

Perdida...

Outra canção muito especial, desta vez dos "The Fray". "You found me I found God On the corner of First and Amistad Where the West Was all but won All alone Smoking his last cigarette I said, "Where you been?" He said, "Ask anything" Where were you When everything was falling apart? All my days Were spent by the telephone It never rang And all I needed was a call It never came To the corner of First and Amistad Lost and insecure You found me, you found me Lying on the floor Surrounded, surrounded Why'd you have to wait? Where were you? Where were you? Just a little late You found me, you found me But in the end Everyone ends up alone Losing her The only one who's ever know Who I am, who I'm not And who I want to be No way to know How long she will be next to me Lost and insecure You found me, you found me Lying on the floor Surrounded, surrounded Why'd you have to wait? Where were you? Where were you? Just a little late You found me,...

Perguntas e mais perguntas

E termina mais um dia. Engraçado, como o tempo passa independentemente de como nos sentimos, do que (não) fazemos... Hoje, nas minhas divagações mentais (quando não se tem mais nada para fazer, faz-se disto... também chamado, nos meus termos, de "tortura psicológica"), ocorreu-me uma questão, de muitas. Pode parecer mórbido (ok, se calhar é), mas não deixa de ser pertinente. Se não houvesse amanhã e me fosse possível fazer um exame rápido à minda vida até agora, seria suficiente? Eu sei que geralmente não gostamos muito de pensar nisto (falo por mim, às vezes atinge proporções supersticiosas) mas, a meu ver, é uma dúvida relevante... Pensei... Infelizmente, há cada vez mais acidentes, mais doenças, mais catástrofes naturais, até mais distúrbios psicológicos... Isto não me parece estar a caminhar para melhor, pois não? Não... É muito fácil pensarmos "Que chato, que horror" quando lá bem no fundo pensamos "Pois, mas acontece aos outros, a mim não". É uma te...

Acerca de mim...

Quem sou eu? Nunca achei muito fácil caracterizar-me... não é fácil dizer que sou x ou y... afinal, acho que todos nós somos capazes de chegar aos extremos, certo? Posso dizer que sou simpática, mas também consigo ser antipática se quiser (ou algumas pessoas podem interpretar o que faço ou digo de determinada forma e achar-me antipática...muito subjectivo); posso dizer que sou simples, mas sei que também complico as coisas muitas vezes; posso dizer que sou calma, mas também me enervo facilmente... Por isso não é nada fácil de me caraterizar. Por isso opto por deixar aqui as coisas de que eu tenho a certeza acerca da minha pessoa, as coisas que são importantes para mim, as coisas de que não gosto, as coisas que aprendi... afinal, isso tudo faz parte de quem sou (e de quem somos todos), não é? Então, factos acerca de mim: Adoro ler (é uma das coisas que sempre me definiu, particularmente de alguns anos para cá): fico estupefacta com a capacidade tão especial que algumas pessoas (como Tol...

Echoes, Silence, Patience and Grace

Sempre tive uma relação especial com a música, assim como com os livros. Para eu gostar de uma música, ela tem que me dizer alguma coisa, tem que reflectir o meu estado de espírito, ou dar-me forças para levantar... Esta é uma das canções mais especiais para mim (que inclusive serviu de inspiração ao nome deste blog), e por isso aqui fica a letra, para começar o que quer que isto seja. Home (Foo Fighters) Wish I were with you, but I couldn't stay And every direction leads me away Pray for tomorow, but for today All I want is to be home Stand in the mirror, you look the same Just looking for shelter,from cold and the pain Someone to cover me, safe from the rain All I want is to be home Echoes and silence, patience and grace All of these moments i'll never replace No fear of my heart, absence of faith All I want is to be home People I've loved, I have no regrets Some I remember, some I forget Some of them living, some of them dead All I want is to be home A tradução Casa Quer...