"De resto, que importa bendizer ou maldizer a vida? Afortunada ou dolorosa, fecunda ou vã, ela tem de ser vivida. Loucos aqueles que, para a atravessar, se embrulham desde logo em pesados véus de tristeza e desilusão, de sorte que na sua estrada tudo lhes seja negrume, não só as léguas realmente escuras, mas mesmo aquelas em que cintila um sol amável. Na Terra tudo vive - e só o homem sente a dor e a desilusão da vida. E tanto mais a sente, quanto mais alarga e acumula a obra dessa inteligência que o torna homem, e que o separa da restante Natureza, impensante e inerte." (Eça de Queiroz) Não costumo ler Eça, mas acabei por ler este conto ("Civilização", do livro intitulado mesmo de "Contos") e achei muito interessante a ideia. Com o passar dos anos, tornamo-nos, claro, mais complexos. Com essa complexidade, surgem os problemas. Grandes, pequenos, médios. Há-os para todos os gostos e feitios. temos sempre alguma coisa de que nos queixar. Ou porque faz sol, ...
O que gostaria de ter dito, mas não disse; o que disse, mas gostaria de retirar; o que não sou, mas gostaria de ser; o que sou, mas preferia não ser...