Avançar para o conteúdo principal

Acreditar

"Os adultos (...) acham que sabem tudo. Crescem e esquecem rapidamente,e, em vez de continuarem de espírito aberto e cultivarem essa atitude, decidem escolher aquilo em que devem ou não acreditar. Não se pode escolher as coisas, ou se acredita nelas ou não. Por isso é que eles aprendem mais devagar. São mais cínicos, perdem a fé e só querem conhecer as coisas que os vão ajudar no dia-a-dia. Não lhe interessam os extras. Mas (...) são os extras que fazem a vida." (Cecelia Ahern, "Se me pudesses ver agora")


Quem de nós não se revê (nem que seja só momentaneamente) nesta descrição? Eu posso dizer sem dúvidas que sim. E também posso dizer sem dúvidas que essa é outra das coisas que lamento. Ainda me lembro bem de como era tudo tão simples. Quando um simples sorriso da minha mãe ou pai, quando um doce, o sol... tudo era motivo para estar contente, para rir, para saltar... O tempo passa, como tem que passar. E vamos perdendo isso. Claro que é natural, andamos é para a frente e temos que crescer. Mas acho que, para nosso bem, é importante guradarmos sempre uma parte da criança em nós. É importante sabermos apreciar as coisas simples, sabermos manter um sorriso, sabermos acreditar... Em quê? Em nós, nos outros, em Deus... Cada um sabe de si. O importante é acreditar em alguma coisa que nos dê forças para seguir, para manter a esperança em algo melhor. Acho que nem sempre é fácil (há tantos motivos para não o fazer, é tão fácil desesperar...) mas ajuda muito . É isso que vejo quando olho para uma criança na rua. Fé, esperança, simplicidade. Só isso já e um motivo para sorrir.

Comentários

Mensagens populares deste blogue

Desabafo

Às vezes canso-me de lidar com as pessoas, e hoje foi um desses dias. Ninguém tem culpa (e se houver culpas a distribuir é a mim), mas é verdade. Quando lido com "desconhecidos" ou simplesmente conhecidos, ou com pessoas no trabalho é diferente. São pessoas que não me conhecem fora daquele contexto, são pessoas que não têm expectativas, que não pressionam, que não acham que sabem, que não se se reservam o direito de abusar da confiança... Quanto mais próximos somos de alguém, mais expectativas estão envolvidas, mais... Hoje foi um dos dias em que me foi mais difícil lidar com isso. Às vezes acontece-me, ter "overdoses" de pessoas. Às vezes apetece-me estar irritada. Não tenho também direito a isso? Às vezes irritam-me as responsabilidades, às vezes só gostava de não estar aqui, de estar nalgum sítio sozinha e fazer o que quer que me apetecesse... O problema é que se, nestes dias, alguém me perguntasse o que é que queria, também não sei. Só sei que não era isto... e ...
"Alma. A palavra ressoou dentro de mim e interroguei-me, como tantas vezes antes, sobre o que seria exactamente. As pessoas falavam constantemente dela mas alguém saberia realmente? Houve momentos em que a imaginei como uma luz-piloto a arder dentro de uma pessoa - uma gota de fogo do inferno invisível a que as pessoas chamavam Deus. Ou uma substância mole, como um torrão de argila ou massa para moldes dentários, que reunia a soma das experiências das pessoas - um milhão de marcas de felicidade, desespero, medo, todas as pequenas perfurações de beleza que jamais conhecemos." - Sue Monk Kidd

Palavras III

"The world was a terrible place, cruel, pitiless, dark as a bad dream. Not a good place to live. Only in books could you find pity, comfort, happiness - and love. Books loved anyone who opened them, they gave you security and friendship and didn't ask anything in return; they never went away, never, not even when you treated them badly." "there was another reason [she] took her books whenever they went away. they were her home when she was somewhere strange. they were familiar voices, friends that never quarreled with her, clever, powerful friends -- daring and knowledgeable, tried and tested adventurers who had traveled far and wide. her books cheered her up when she was sad and kept her from being bored" Um livro que li num instante e que me recordou uma série de coisas, sobretudo a razão de eu gostar tanto de livros, porque é que leio tanto. Já algumas pessoas me perguntou isto, mais ou menos seriamente. A partir deste momento, vou começar a dizer a essas ...