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Mensagens

A mostrar mensagens de dezembro, 2009

Pensar, pensar, pensar

Ultimamente ando a precisar de escrever, nem sei bem o quê. As férias estão a acabar, mas até acho melhor assim. Já estou com saudades de Braga, de ter o que fazer. Não me estou a queixar, precisava de descansar, mas também estou um bocadinho cansada de fazer sempre o mesmo... e não tem parado de chover. Claro que vou ter saudades daqui, da família, mas acho que Gouveia agora é sinónimo de pausa, é como se a minha vida parasse e ficasse assim, suspensa. Gouveia também é sinónimo de demasiadas recordações, sobretudo porque tenho mais tempo livre e porque se saio é inevitável passar por sítios que estão marcados, que vão significar sempre alguma coisa mais... Será que algum dia vou deixar de sentir saudades? Será que algum dia vou conseguir andar por aqui na rua, livre de todas as lembranças? Tenho muitas dúvidas... Dizem que o tempo cura tudo, mas quanto tempo? É que já passaram anos... Podia pôr-me para aqui com as resoluções para 2010, neste dia é o que mais se fala. Decisões de ano...

"O Senhor dos Aneis"

Este ano foi o ano em que descobri Tolkien , autor da brilhante e muito falada saga "O Senhor dos Aneis". Já tinha visto os filmes, quando saíram, mas nunca tinha pegado nos livros. Os meus avós ofereceram-me os 3 como prenda de aniversário e lembro-me como se fosse hoje que era esse o livro que estava a ler no dia 31 de Dezembro do ano passado: "A Irmandade do Anel". Conheço muita gente que quando ouve falar deles torce logo o nariz: ou viram pedaços e não gostaram, ou viram tudo e não gostam mesmo, ou são os "bichos feios", como diz a minha mãe, que fazem impressão... Enfim, gostos não se discutem. Mas como este espaço é para eu escrever acerca de mim, do que gosto, do que gosto menos... Esta saga (sobretudo "O Regresso do Rei") é daquelas que marcaram a minha vida, depois de ler os livros, por isso tenho que falar nela. Quando vi os filmes da primeira vez, não liguei muito, lembro-me que no último até já estava farta. Depois de ler os livros, ...

Para ti...

Ontem falei contigo outra vez, depois de muito tempo. Uma conversa banal, do tipo "tudo bem? Sim, e contigo?", testemunha dos estranhos em que nos tornámos. Sabes uma coisa, uma coisa que gostava muito de te dizer? Sinto muito a tua falta. Muito mesmo. Ainda hoje, passados quase 5 anos... ainda hoje há dias em que acordo a recordar e dói, ainda dói. Não tenho saudades do que sentia por ti, não tenho saudades da relação confusa e complicada que tinhamos. Tenho saudades da tua amizade. Podia não ser muito saudável às vezes, mas sinto falta. De te telefonar, de passar tardes contigo a falar de tudo e nada, de como conseguias fazer-me rir até dos meus problemas, de quando me soubeste ouvir, mesmo não me entendendo... Tenho tantas saudades... Às vezes basta alguém dizer alguma coisa para eu me lembrar, para eu me sentir como naquela altura, quando estavas comigo. Tenho orgulho em mim por ter ultrapassado o mais dificil, por ter aprendido a viver sem ti e sobretudo por ter aprendid...

Palavras, só isso...

"E nesta vida, nada que seja bom se perde realmente. Torna-se parte integrante de uma pessoa, do seu carácter. Por conseguinte, uma parte de ti acompanha-me a todos os lados. E parte de mim é tua para sempre." (Rosamunde Pilcher) Vou ser-te sempre grata por isso. Muito obrigada. Sim, é para ti.

Um balanço do ano

Penúltimo dia do ano. O tempo passa a voar, quer queiramos quer não. Tristes ou felizes, magoados ou inteiros, gratos ou ingratos, confiantes ou não, os dias seguem, não esperam por nós. Temos duas opções: aproveitar cada segundo ao máximo ou arrastarmo-nos e contar os minutos para acabar. Acreditem que esta segunda opção não é nada saudável. Então, balanço do ano, as minhas conquistas: O ponto alto foi definitivamente o estágio, o facto de adorar o que faço, de os meus medos se terem revelado desnecessários. Escolhi psicologia por várias razões: porque acho mesmo fascinante a complexidade do ser humano, a forma como funcionamos ou não; porque precisava de me compreender melhor a mim mesma e a algumas pessoas que passaram na minha vida (talvez esta tenha sido a principal razão, inicialmente); mas, acima de tudo, porque nada me faz sentir melhor do que poder ajudar alguém a levantar-se, a perceber que é forte, que consegue continuar, mesmo quando acha que a vida não tem mais nada para l...

Partiste? Pois então conserta

"Estas são as coisas de que tenho a certeza: Quando pensamos que temos razão, o mais provável é estarmos enganados. As coisas que se partem - sejam ossos, corações ou promessas - podem voltar a ficar juntas, mas nunca mais ficarão inteiras." (Jodi Picoult, "Frágil") Infelizmente tenho que concordar, as cicatrizes estão sempre cá, a dor acho que também não passa por completo, está cá sempre a recordação do que foi e podia ter sido... Mas, boa notícia, podemos viver com isso! Pois é, verdade. Temos direito a fazer o luto, mas depois da raiva, da negação, da depressão... é possível continuar, é possível perdoar. Sabem o que é mesmo mais importante de tudo? Gostarmos de nós. Sabermos lidar com as nossas fraquezas, estarmos preparados para que hajam dias menos bons, acreditarmos que podemos ser quem queremos ser, acreditarmos em finais felizes. Sim, porque apesar de tudo, eu acredito. Hoje perguntaram-me, ainda não há pouco tempo, se estava bem sozinha. A minha resposta ...

Um bocadinho de paz, só isso...

Porque é que as pessoas não se esforçam um bocadinho? Acho espantosa a capacidade que temos de magoar os outros por nada... Às vezes estamos todos demasiado absorvidos pelos nossos problemas para reparar muito nos outros, para nos preocuparmos com alguma coisa para além de nós. Acontece a todos, a mim também muitas vezes. Mas custa-me muito ver pessoas de quem gosto, as pessoas mais importantes da minha vida, a magoarem-se só "porque sim". Custa assim tanto sorrir? Às vezes é tudo o que é preciso, um sorriso, uma palavra mais cuidadosa. Custa muito?? Um conselho: por pior que se sintam, por mais problemas que tenham, sejam cuidadosos a lidar com os outros, sorriam, estendam a mão, só uma palavra amiga. A sério que se vão sentir melhor. Lá porque o Natal passou, não quer dizer que o espírito pode simplesmente desaparecer! Com tanta porcaria que se vê na televisão, pessoas a sofrerem tanto, tanto ódio irracional por aí... porque não havemos nós, cada um de nós, de dar o nosso m...

Coming back

Voltei. Estive aí uns dois meses sem precisar de escrever, se é bom ou mau sinal não sei. Será por me sentir mais segura ou por estar a fugir aos problemas outra vez? Não sei. Dúvidas, as minhas companheiras de todos os dias... Enfim... cá vou eu.