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Partiste? Pois então conserta

"Estas são as coisas de que tenho a certeza:


Quando pensamos que temos razão, o mais provável é estarmos enganados. As coisas que se partem - sejam ossos, corações ou promessas - podem voltar a ficar juntas, mas nunca mais ficarão inteiras."

(Jodi Picoult, "Frágil")


Infelizmente tenho que concordar, as cicatrizes estão sempre cá, a dor acho que também não passa por completo, está cá sempre a recordação do que foi e podia ter sido...
Mas, boa notícia, podemos viver com isso! Pois é, verdade. Temos direito a fazer o luto, mas depois da raiva, da negação, da depressão... é possível continuar, é possível perdoar. Sabem o que é mesmo mais importante de tudo? Gostarmos de nós. Sabermos lidar com as nossas fraquezas, estarmos preparados para que hajam dias menos bons, acreditarmos que podemos ser quem queremos ser, acreditarmos em finais felizes. Sim, porque apesar de tudo, eu acredito.


Hoje perguntaram-me, ainda não há pouco tempo, se estava bem sozinha. A minha resposta foi: "Sozinha? Eu tenho tanta gente!" E tenho. Claro que percebi onde ia a pergunta. E ok, às vezes sinto-me muito sozinha, às vezes desespero. Mas querem saber de uma coisa? Feitas bem as contas, gosto muito de mim, tenho orgulho naquilo que tenho feito até aqui, apesar de todos os deslizes. E mais importante: tenho esperança em tudo o que ainda posso vir a fazer com a minha vida. Porque o que mais quero é poder olhar-me ao espelho e dizer "Sim, sou o que queria ser, gosto do que sou". Não é assim tão impossível. Podem achar-me demasiado sonhadora (sei que há quem ache isso), mas é com orgulho. Agora olho para trás e acho que parte dos meus erros foi querer tudo demasiado perfeito. Até me arrependo um pouco disso. Mas não tenho vergonha nenhuma de dizer que acredito em "Era uma vez", acredito no "viveram felizes para sempre". No meu caso, até nem preciso de tanto. Contento-me com o "Fez tudo o que pôde para viver feliz em cada dia." E essa é uma das minhas resoluções para o ano que em breve começa.

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