
Quem sou eu? Nunca achei muito fácil caracterizar-me... não é fácil dizer que sou x ou y... afinal, acho que todos nós somos capazes de chegar aos extremos, certo? Posso dizer que sou simpática, mas também consigo ser antipática se quiser (ou algumas pessoas podem interpretar o que faço ou digo de determinada forma e achar-me antipática...muito subjectivo); posso dizer que sou simples, mas sei que também complico as coisas muitas vezes; posso dizer que sou calma, mas também me enervo facilmente... Por isso não é nada fácil de me caraterizar. Por isso opto por deixar aqui as coisas de que eu tenho a certeza acerca da minha pessoa, as coisas que são importantes para mim, as coisas de que não gosto, as coisas que aprendi... afinal, isso tudo faz parte de quem sou (e de quem somos todos), não é?
Então, factos acerca de mim:
- Adoro ler (é uma das coisas que sempre me definiu, particularmente de alguns anos para cá): fico estupefacta com a capacidade tão especial que algumas pessoas (como Tolkien, Juliet Marillier, Neil Gaiman, Nora Roberts, Cecelia Ahern...) têm de, através das palavras, uma coisa tão simples, me fazer esquecer tudo e me fazer entrar numa nova realidade, em mundos onde tudo pode acontecer, em que os sonhos (espantem-se!) podem mesmo, e a maior parte das vezes é o que acontece, concretizar-se. É por isso que, perante esta realidade cada vez mais triste em que vivemos, ler é e sempre será a minha actividade favorita.
- Gosto muito de sossego. Gosto de estar no meu quarto, às escuras, a ouvir música; gosto de ir para a varanda à noite e ficar sozinha a ouvir (sim, há muita coisa que se pode ouvir no silêncio); gosto de estar deitada a ouvir a chuva lá fora; gosto de estar sozinha em casa, sem fazer nada... Aprecio muito o meu espaço.
- Mas também gosto de estar com os amigos, claro. Gosto de passar tempo a conversar com uma pessoa que esteja ali, que eu saiba que está disposta a ouvir-me e a tentar entender (não é óptimo ouvir alguém dizer "Eu percebo.Precisas de alguma coisa?"); também gosto de ouvir, gosto da sensação de saber que pude ajudar alguém importante para mim... Infelizmente, esse campo está recheado de desilusões, de mal-entendidos, de desgostos...
- Detesto o cinismo, a hipocrisia que cada vez mais circula por aí. Fala-se cada vez mais em epidemias, em doenças... Pois, eu acho que esta é uma grande epidemia que já anda a espalhar-se há muito tempo, que se vê por todo o lado, cada vez mais, mas que infelizmente quase toda a gente finge não ver. Onde está a simplicidade, a amizade, a humildade, qualidades tão importantes? Pois é...
- Sou muito pessimista. Não posso negar. Por mais que as coisas às vezes sejam simples, tenho alguma dificuldade em aceitar simplesmente as coisas boas, estou sempre à espera do próximo "azar"... Gostava de ter a graça de aceitar aquilo que me é dado em cada dia e viver mais o momento. O engraçado é que também sou uma optimista. Acho que, bem lá no fundo, acredito que as coisas podem melhorar, que as pessoas podem mudar... tenho é medo de dizer que acredito, porque daria maior margem para as inevitáveis desilusões.
- A minha viagem de sonho: a Irlanda (o verde, o azul do mar, os mitos, a tradição...)
- Aprendi que sou mais forte do que aquilo que achava; que consigo aguentar muito mais do que pensava; que as pessoas podem mudar, para pior ou para melhor, se se derem oportunidade; que as coisas simples são as que fazem mais falta; que mesmo quando nos sentimos muito mal por dentro, quando nos sentimos vazios, magoados, sem forças, quando o mundo em que vivemos é destruído, somos capazes de levantar a cabeça e reconstruir, peça por peça, e até fazer alguma coisa melhor (parecem frases feitas, eu sei, mas é pura verdade)
- Gostava de ter mais paciência para aproveitar o que é realmente importante, para suportar aquilo de que não gosto tanto, para ajudar mais as pessoas realmente importantes; gostava de não viver há tanto tempo com os ecos do que poderia ter sido e focar-me mais no que é e no que pode ser
E, por agora, fico por aqui.
"Não servirá e se vos contentardes com o que é fácil ao invés de perseguirdes aquilo em que realmente acreditais, correreis o risco de nunca descobrir a esperança que vive no vosso coração."
(Anne Bishop)
Comentários
Enviar um comentário