Hoje tive um desses. Sim, passei literalmente por um desses "fantasmas" do passado... um fantasma que em tempos já foi de carne e osso, mas mesmo assim uma "ilusão". Infelizmente (ou felizmente, ainda tenho que me decidir quanto a isso) foi muito importante para mim, demasiado. E hoje, depois de muito tempo sem o ver, vi. Sabia que era inevitável. Estou orgulhosa de mim, porque não senti nem de longe aquele "friozinho na barriga" que antes sentia... Depois do primeiro "choque", posso dizer que não senti nada... Apenas a nostálgia (ok, já não é nada, é alguma coisa) de saber que passou. De saber que já não significa nada. Esperei tanto tempo por este momento, mas a verdade é que também é um bocadinho triste, saber que acabou mesmo. Por isso, bem, livro fechado, passar ao próximo certo? Por isso, adeus. Simplesmente, finalmente, permanentemente e irrevogávelmente ADEUS.
Às vezes canso-me de lidar com as pessoas, e hoje foi um desses dias. Ninguém tem culpa (e se houver culpas a distribuir é a mim), mas é verdade. Quando lido com "desconhecidos" ou simplesmente conhecidos, ou com pessoas no trabalho é diferente. São pessoas que não me conhecem fora daquele contexto, são pessoas que não têm expectativas, que não pressionam, que não acham que sabem, que não se se reservam o direito de abusar da confiança... Quanto mais próximos somos de alguém, mais expectativas estão envolvidas, mais... Hoje foi um dos dias em que me foi mais difícil lidar com isso. Às vezes acontece-me, ter "overdoses" de pessoas. Às vezes apetece-me estar irritada. Não tenho também direito a isso? Às vezes irritam-me as responsabilidades, às vezes só gostava de não estar aqui, de estar nalgum sítio sozinha e fazer o que quer que me apetecesse... O problema é que se, nestes dias, alguém me perguntasse o que é que queria, também não sei. Só sei que não era isto... e ...
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