Não sei que fazer, que pensar, que dizer... não sei como me sinto ou não sinto. Pior, acho que não quero sentir nada... Estou tão confusa que nem consigo explicar realmente o que se passa. Às vezes, perante a complexidade do que somos e do que se passa cá dentro, as palavras simplesmente não chegam... A única coisa que sei mesmo é que não quero e não posso magoar-me outra vez. Não posso. Se isso acontecer, não sei se sou capaz de apanhar os pedaços outra vez. Não posso permitir-me esse luxo agora, há muito mais em jogo. Estava tão orgulhosa (e ainda estou) do que consegui fazer de mim depois do último "colapso"... Não posso sofrer outro. Para onde foi a capa protectora que tinha construído durante tanto tempo? Onde está agora? Porque é que me parece que estou a voltar ao ponto de partida? Simplesmente não. Não posso. Por favor...
Às vezes canso-me de lidar com as pessoas, e hoje foi um desses dias. Ninguém tem culpa (e se houver culpas a distribuir é a mim), mas é verdade. Quando lido com "desconhecidos" ou simplesmente conhecidos, ou com pessoas no trabalho é diferente. São pessoas que não me conhecem fora daquele contexto, são pessoas que não têm expectativas, que não pressionam, que não acham que sabem, que não se se reservam o direito de abusar da confiança... Quanto mais próximos somos de alguém, mais expectativas estão envolvidas, mais... Hoje foi um dos dias em que me foi mais difícil lidar com isso. Às vezes acontece-me, ter "overdoses" de pessoas. Às vezes apetece-me estar irritada. Não tenho também direito a isso? Às vezes irritam-me as responsabilidades, às vezes só gostava de não estar aqui, de estar nalgum sítio sozinha e fazer o que quer que me apetecesse... O problema é que se, nestes dias, alguém me perguntasse o que é que queria, também não sei. Só sei que não era isto... e ...
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