Avançar para o conteúdo principal

Hipocondríaca? Deprimida? Antes isso!

Ok, vem aí um chorrilho (esta palavra existe mesmo?) depressivo. Afastem-se, começo a achar que pode ser contagioso.
Isto está mau (outra vez). Descobri (já tinha tido umas pistas, mas é oficial) o meu maior problema. Overthinking. Gosto dessa expressão em inglês. Dói-me muito a cabeça, facto. Acho que tenho que ir mesmo ao médico, outro facto. O mais rápido possível. Pode não ser nada, mas sei que enquanto não tiver certeza isto não vai passar. E tenho um pressentimento (isso existe? Também não sei) de que alguma coisa não está bem. As tonturas não são normais, a desrealização também não é… E conjugado com estas dores… Não estou a gostar nada do panorama. Pareço hipocondríaca? Ok, seja. Estou farta de ter medo (e tenho… muito medo), de andar a desvalorizar, a dizer que “não deve ser nada”, estou farta de ouvir as teorias de toda a gente… Sobretudo porque parece que grande parte das pessoas acha que é exagero meu, ou que é psicológico, que estou deprimida… Estou cansada, mal humorada… Estou assustada, pronto, é isso. Estou farta de estar aqui em casa com demasiado tempo para pensar. Sim, porque esta semana não fiz quase nada, tirando ir a uma reunião. Só vi toda a gente a entrar e a sair, com coisas para fazer… e eu aqui a pensar nas dores de cabeça, a pensar que pode ser alguma coisa mesmo grave, a pensar em tudo o que ainda não fiz, a pensar m todas as porcarias que tenho feito, a pensar que estou sozinha… a pensar, pronto. Ok, estou deprimida. Tenho medo… não queria estar aqui agora. Queria estar em casa, queria que o meu pai ou a minha mãe me dissessem que vai ficar tudo bem, que isto não é nada. Queria conseguir respirar um bocado. Estupidez. Acabo de fazer 22 anos esta semana e fico deprimida. Fantástica. Estarei a ser assim tão ridícula? É que sinto-me ridícula. E depois sinto-me neurótica, por me sentir assim. Sou mesmo um problema. Não sei o que hei-de fazer, mas sei que alguma coisa vai ter que ser. Precisava de alguém aqui, agora…

Comentários

Mensagens populares deste blogue

Desabafo

Às vezes canso-me de lidar com as pessoas, e hoje foi um desses dias. Ninguém tem culpa (e se houver culpas a distribuir é a mim), mas é verdade. Quando lido com "desconhecidos" ou simplesmente conhecidos, ou com pessoas no trabalho é diferente. São pessoas que não me conhecem fora daquele contexto, são pessoas que não têm expectativas, que não pressionam, que não acham que sabem, que não se se reservam o direito de abusar da confiança... Quanto mais próximos somos de alguém, mais expectativas estão envolvidas, mais... Hoje foi um dos dias em que me foi mais difícil lidar com isso. Às vezes acontece-me, ter "overdoses" de pessoas. Às vezes apetece-me estar irritada. Não tenho também direito a isso? Às vezes irritam-me as responsabilidades, às vezes só gostava de não estar aqui, de estar nalgum sítio sozinha e fazer o que quer que me apetecesse... O problema é que se, nestes dias, alguém me perguntasse o que é que queria, também não sei. Só sei que não era isto... e ...
"Alma. A palavra ressoou dentro de mim e interroguei-me, como tantas vezes antes, sobre o que seria exactamente. As pessoas falavam constantemente dela mas alguém saberia realmente? Houve momentos em que a imaginei como uma luz-piloto a arder dentro de uma pessoa - uma gota de fogo do inferno invisível a que as pessoas chamavam Deus. Ou uma substância mole, como um torrão de argila ou massa para moldes dentários, que reunia a soma das experiências das pessoas - um milhão de marcas de felicidade, desespero, medo, todas as pequenas perfurações de beleza que jamais conhecemos." - Sue Monk Kidd

Palavras III

"The world was a terrible place, cruel, pitiless, dark as a bad dream. Not a good place to live. Only in books could you find pity, comfort, happiness - and love. Books loved anyone who opened them, they gave you security and friendship and didn't ask anything in return; they never went away, never, not even when you treated them badly." "there was another reason [she] took her books whenever they went away. they were her home when she was somewhere strange. they were familiar voices, friends that never quarreled with her, clever, powerful friends -- daring and knowledgeable, tried and tested adventurers who had traveled far and wide. her books cheered her up when she was sad and kept her from being bored" Um livro que li num instante e que me recordou uma série de coisas, sobretudo a razão de eu gostar tanto de livros, porque é que leio tanto. Já algumas pessoas me perguntou isto, mais ou menos seriamente. A partir deste momento, vou começar a dizer a essas ...