"Sometimes it seems that the going is just too rough
And things go wrong no matter what I do
Now and then it seems that life is just too much
But you've got the love I need to see me through"
- Florence and the Machine
And things go wrong no matter what I do
Now and then it seems that life is just too much
But you've got the love I need to see me through"
- Florence and the Machine
Ok, podia estar pior... Voltei ao lugar ao qual já vou estando habituada. Podia estar melhor, podia estar pior. Simplesmente estou.
Tenho andado a pensar em algumas coisas (sim, grande novidade, tenho andado a pensar). Sabem aquele bonito (e ocasionalmente irritante) ditado do "ninguém vai gostar de ti se não gostares primeiro" (qualquer coisa assim)? Bem, eu acho que é verdade - aliás, provou-se já comigo.
Às vezes (ok, quase todas as vezes, falo por mim), andamos para aqui a queixar-nos, a pedir coisas. "Só queria isto, só precisava daquilo". É inevitável, precisamos de muita coisa. Mas, e o que é que damos em troca? Será que merecemos alguma dessas coisas? Será que precisamos mesmo delas?
Encaro isto como a pirâmide de Maslow. Na base da pirâmide estão as necessidades básicas do ser humano, as necessidades fisiológicas (alimento etc etc). Só quando essas necessidades estão satisfeitas é que, segundo o autor, surgem as necessidades seguintes. E se for assim, em relação às necessidades mais emocionais? Eu preciso que os meus amigos estejam cá, mas se calhar antes disso eu precisava de saber estar sozinha. E se calhar para isso eu preciso de gostar um bocadinho mais de mim, de fazer as pazes com a minha vida, de lhe dar mais valor. Se calhar se me esforçar um bocadinho mais para dar valor ao que já tenho, por muito que às vezes custe, vou sentir-me melhor. E aí estarei mais preparada para me relacionar com os outros. Se calhar isto é só uma questão de equilíbrio.
Não sei se já testaram isto, mas a verdade é que se formos a andar na rua e sorrirmos a alguém, conhecido ou não, é bem provável que nos devolva o sorriso. Se formos a olhar para o chão, ou com um ar mais triste, o mais certo é que ninguém nos sorria ou olhe para nós. Aquilo que dermos ao mundo, à vida, ela acaba por nos devolver, mais cedo ao mais tarde. E quando estivermos preparados, as coisas vão acontecer. Tenho duvidado de muita coisa ultimamente, e a maioria das dúvidas permanecem. Mas acredito sinceramente nisto: o que precisamos, vai acabar por acontecer. Pode não ser quando queríamos ou como gostaríamos, mas acontece. Se ainda não aconteceu, provavelmente é porque ainda há alguma coisa que não está certa, alguma peça da base da pirâmide que não está no sítio.
Vamos deixar de nos queixar? Claro que não, somos seres humanos. Mas eu pelo menos vou tentar, lá no fundo, continuar a acreditar nisto. Não acontece o que eu gostaria. As pessoas desiludem-me. Não tenho trabalho. Ando demasiado desocupada. Sinto-me sozinha e desamparada. Perdida. Então se calhar tenho primeiro que me encontrar aqui, onde estou, na situação em que estou, para que possam surgir novos lugares para descobrir. Por isso, para já, podia estar melhor, podia estar pior. Simplesmente estou. E agora? Vou abrir os olhos e ver o que tenho à minha frente...
Tenho andado a pensar em algumas coisas (sim, grande novidade, tenho andado a pensar). Sabem aquele bonito (e ocasionalmente irritante) ditado do "ninguém vai gostar de ti se não gostares primeiro" (qualquer coisa assim)? Bem, eu acho que é verdade - aliás, provou-se já comigo.
Às vezes (ok, quase todas as vezes, falo por mim), andamos para aqui a queixar-nos, a pedir coisas. "Só queria isto, só precisava daquilo". É inevitável, precisamos de muita coisa. Mas, e o que é que damos em troca? Será que merecemos alguma dessas coisas? Será que precisamos mesmo delas?
Encaro isto como a pirâmide de Maslow. Na base da pirâmide estão as necessidades básicas do ser humano, as necessidades fisiológicas (alimento etc etc). Só quando essas necessidades estão satisfeitas é que, segundo o autor, surgem as necessidades seguintes. E se for assim, em relação às necessidades mais emocionais? Eu preciso que os meus amigos estejam cá, mas se calhar antes disso eu precisava de saber estar sozinha. E se calhar para isso eu preciso de gostar um bocadinho mais de mim, de fazer as pazes com a minha vida, de lhe dar mais valor. Se calhar se me esforçar um bocadinho mais para dar valor ao que já tenho, por muito que às vezes custe, vou sentir-me melhor. E aí estarei mais preparada para me relacionar com os outros. Se calhar isto é só uma questão de equilíbrio.
Não sei se já testaram isto, mas a verdade é que se formos a andar na rua e sorrirmos a alguém, conhecido ou não, é bem provável que nos devolva o sorriso. Se formos a olhar para o chão, ou com um ar mais triste, o mais certo é que ninguém nos sorria ou olhe para nós. Aquilo que dermos ao mundo, à vida, ela acaba por nos devolver, mais cedo ao mais tarde. E quando estivermos preparados, as coisas vão acontecer. Tenho duvidado de muita coisa ultimamente, e a maioria das dúvidas permanecem. Mas acredito sinceramente nisto: o que precisamos, vai acabar por acontecer. Pode não ser quando queríamos ou como gostaríamos, mas acontece. Se ainda não aconteceu, provavelmente é porque ainda há alguma coisa que não está certa, alguma peça da base da pirâmide que não está no sítio.
Vamos deixar de nos queixar? Claro que não, somos seres humanos. Mas eu pelo menos vou tentar, lá no fundo, continuar a acreditar nisto. Não acontece o que eu gostaria. As pessoas desiludem-me. Não tenho trabalho. Ando demasiado desocupada. Sinto-me sozinha e desamparada. Perdida. Então se calhar tenho primeiro que me encontrar aqui, onde estou, na situação em que estou, para que possam surgir novos lugares para descobrir. Por isso, para já, podia estar melhor, podia estar pior. Simplesmente estou. E agora? Vou abrir os olhos e ver o que tenho à minha frente...
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