E lá vamos nós...
Precisamente no dia em que regresso à minha realidade, desta vez com um sentimento positivo e mais sereno, a achar que a vinda aqui até correu muito bem... desfaz-se tudo. Claro, só mais um dia na minha vida.
Aparentemente, o facto de ninguém ter nada a apontar-me durante toda a semana não quer dizer que está tudo calmo... quer dizer que andam todos a falar nas minhas costas. Fantástico. É engraçado como toda a gente tem uma opinião acerca da nossa vida, como toda a gente sabe mais do que nós, como toda a gente tem resposta para todos os comos e os porquês, quando nós não temos nenhuma. Espantoso.
Enquanto eu ando à procura destas respostas, enquanto ando a tentar reencontrar o meu caminho e dar sentido a tudo isto... enquanto ando à procura do que perdi... de repente são todos psicólogos com imensas teorias sobre isto tudo (entra a ironia).
Estava a sentir-me melhor, por ter encontrado alternativas, por estar a sentir-me mais em paz comigo mesma e com o mundo, por ter tomado decisões, por estar tudo a endireitar-se... Não podia estar assim, pois não? Agora a culpa é toda a minha. Tenho culpa de ainda ter alguns amigos, tenho culpa de tomar as minhas decisões, de fazer as minhas escolhas, tenho culpa de ainda acreditar nalgumas coisas que supostamente não existem (diz quem?). Acho que tenho culpa de ter crescido e me ter tornado mais em mim mesma e menos nos outros. Tenho culpa por ter criado o meu espaço no mundo e continuar a fazê-lo (ou a tentar). Não me interpretem mal. Eu sou tão grata à minha família, tão grata por tudo que nem consigo colocar em palavras o tamanho do tudo que eles são para mim. Mas eu sou eu, tenho que ser. Erro, falho? Sim, claro. Tenho dificuldade em lidar com as falhas e em perdoar-me? Sim, tenho. Mas continuo a errar, às vezes. Continuo a desorientar-me e a perder o caminho. Continuo a chorar, continuo a esconder-me, quando preciso. Esta sou eu, com todos os meus defeitos. Alguém que falha e que continua a falhar e a recriminar-se por isso. Não sei tudo e nem pretendo saber. Só quero ser eu, só quero continuar a construir o meu espaço neste mundo cada vez mais triste. Se opto por ignorar algumas coisas não quer dizer que não me preocupo com elas. Quer dizer que tento viver apesar delas. Se as minhas estratégias para lidar com o negativo não são as mesmas dos outros, ou as que consideram melhores... eh pá, paciência, são as minhas.
Sou muito grata, muito. A todos. Mas esta, sou eu.
Precisamente no dia em que regresso à minha realidade, desta vez com um sentimento positivo e mais sereno, a achar que a vinda aqui até correu muito bem... desfaz-se tudo. Claro, só mais um dia na minha vida.
Aparentemente, o facto de ninguém ter nada a apontar-me durante toda a semana não quer dizer que está tudo calmo... quer dizer que andam todos a falar nas minhas costas. Fantástico. É engraçado como toda a gente tem uma opinião acerca da nossa vida, como toda a gente sabe mais do que nós, como toda a gente tem resposta para todos os comos e os porquês, quando nós não temos nenhuma. Espantoso.
Enquanto eu ando à procura destas respostas, enquanto ando a tentar reencontrar o meu caminho e dar sentido a tudo isto... enquanto ando à procura do que perdi... de repente são todos psicólogos com imensas teorias sobre isto tudo (entra a ironia).
Estava a sentir-me melhor, por ter encontrado alternativas, por estar a sentir-me mais em paz comigo mesma e com o mundo, por ter tomado decisões, por estar tudo a endireitar-se... Não podia estar assim, pois não? Agora a culpa é toda a minha. Tenho culpa de ainda ter alguns amigos, tenho culpa de tomar as minhas decisões, de fazer as minhas escolhas, tenho culpa de ainda acreditar nalgumas coisas que supostamente não existem (diz quem?). Acho que tenho culpa de ter crescido e me ter tornado mais em mim mesma e menos nos outros. Tenho culpa por ter criado o meu espaço no mundo e continuar a fazê-lo (ou a tentar). Não me interpretem mal. Eu sou tão grata à minha família, tão grata por tudo que nem consigo colocar em palavras o tamanho do tudo que eles são para mim. Mas eu sou eu, tenho que ser. Erro, falho? Sim, claro. Tenho dificuldade em lidar com as falhas e em perdoar-me? Sim, tenho. Mas continuo a errar, às vezes. Continuo a desorientar-me e a perder o caminho. Continuo a chorar, continuo a esconder-me, quando preciso. Esta sou eu, com todos os meus defeitos. Alguém que falha e que continua a falhar e a recriminar-se por isso. Não sei tudo e nem pretendo saber. Só quero ser eu, só quero continuar a construir o meu espaço neste mundo cada vez mais triste. Se opto por ignorar algumas coisas não quer dizer que não me preocupo com elas. Quer dizer que tento viver apesar delas. Se as minhas estratégias para lidar com o negativo não são as mesmas dos outros, ou as que consideram melhores... eh pá, paciência, são as minhas.
Sou muito grata, muito. A todos. Mas esta, sou eu.
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