"- Se eu ordenasse a um general que voasse de flor em flor, como as borboletas, ou que escrevesse uma tragédia ou que se transformasse em ave marinha e se o general não executasse a ordem recebida, quem teria a culpa, ele ou eu?
- Seríeis vós, disse firmemente o principezinho
- É isso mesmo. Não devemos exigir a ninguém mais do que lhe é possível dar, continuou o rei."
Portanto, se eu espero que se importem, se espero um "olá", um "como estás?", uma visita, um telefonema, um sorriso... e não recebo nada disso, de quem é a culpa? Minha ou de quem não o faz?
Voltamos ao mesmo, ao peso das expectativas. O ideal seria mesmo não esperarmos nada, nunca, mas isso é impossível, somos seres humanos. Esperamos sempre alguma coisa, caso contrário nem nos levantaríamos da cama. No limite, esperamos sempre que haja um amanhã. O problema está em que não nos contentamos com esperar coisas pequeninas/grandes como essa. Esperamos sempre mais e mais. É culpa nossa? É culpa minha? Isso não sei. Mas se o facto de esperar mais me deixa desiludida, então se calhar tenho mesmo que começar a esperar menos... e a fazer mais.
- Seríeis vós, disse firmemente o principezinho
- É isso mesmo. Não devemos exigir a ninguém mais do que lhe é possível dar, continuou o rei."
- Saint-Exupéry
Portanto, se eu espero que se importem, se espero um "olá", um "como estás?", uma visita, um telefonema, um sorriso... e não recebo nada disso, de quem é a culpa? Minha ou de quem não o faz?
Voltamos ao mesmo, ao peso das expectativas. O ideal seria mesmo não esperarmos nada, nunca, mas isso é impossível, somos seres humanos. Esperamos sempre alguma coisa, caso contrário nem nos levantaríamos da cama. No limite, esperamos sempre que haja um amanhã. O problema está em que não nos contentamos com esperar coisas pequeninas/grandes como essa. Esperamos sempre mais e mais. É culpa nossa? É culpa minha? Isso não sei. Mas se o facto de esperar mais me deixa desiludida, então se calhar tenho mesmo que começar a esperar menos... e a fazer mais.
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