Tenho andado a pensar num série de coisas e cheguei a uma conclusão. Acho que o meu maior problema, entre muitos, foi ter-me culpado sempre por as coisas não terem resultado entre nós. Pura e simplesmente assumi as culpas todas. E ok, até posso ter (pronto, tenho) muita responsabilidade na forma como as coisas correram. Mas há uma coisa, por sinal fundamental, na qual eu não tive culpa nenhuma. Uma coisa que até hoje acho que nunca me permiti dizer nem escrever: és um idiota. E esse foi o nosso maior problema. Sim, eu tenho os meus defeitos, bastantes, e na altura muitos mais tinha. Mas tu és simplesmente um idiota. E eu tenho sido outra idiota, por ter andado anos e anos a arranjar desculpas para a forma como te comportaste comigo. Eu enganei-me, tu não tinhas culpa, eu é que estava a imaginar uma pessoa que não existia. Tu não tinhas culpa por não seres capaz de te comprometeres mais ou por não poderes importar-te mais. Tu não tinhas culpa de teres namorada. Depois quando não tinhas, não tinhas culpa se ainda não tinhas recuperado. Não tinhas culpa se eu lia demasiado nas entrelinhas do que tu dizias. E blá blá blá. Foram estas desculpas todas que andei para aqui a acumular, para durante todos estes anos olhar para trás e me sentir mal comigo mesma. E, claro dar-te um desconto,por que, afinal, não tinhas culpa...
Sabes que mais? Tinhas (e tens) culpa, sim. Porque por muitos argumentos que eu arranje e que tu tenhas arranjado para viveres com a tua consciência, foste tu que me deixaste sozinha quando eu mais precisava de um amigo. De ti. O que é que eu chamo a isso? Egoísmo. Foste tu que andaste anos a falar por meias palavras e me deixaste acreditar numa ilusão ridícula (e não me venham dizer que não te apercebeste, porque apercebeste... e gostaste).
Por isso, sim, tens culpa. Eu tenho culpa por não ter sabido ver as coisas como elas eram, por ter deixado passar o momento em que tudo podia ter mudado, por ter deixado que tudo isto se arrastasse tanto tempo e por ter andado anos a desculpar-te. Mas no meio disto tudo, tu estiveste longe de ser uma vítima. Estou cansada de te idealizar, de pensar que eu devia ter feito isto e aquilo. Tu devias ter sido uma PESSOA, devias ter tido um bocadinho mais de consideração (naquela altura e agora), devias ter tido vergonha na cara... e, acima de tudo, tu devias ter tido a humildade de pedir desculpa. Sim, aquele pedido de desculpa que nunca me deste (não, não me esqueci). Sabes o que é que eu gostava mesmo? Que te cruzasses comigo mais uma vez só, com tempo, para poder dizer-te umas verdades que estás a merecer ouvir há anos. Palavra.
Estou feliz. Por ter chegado finalmente a termos comigo mesma. Porque nestes últimos dias em que tenho andado a pensar nisto, percebi que realmente não sinto nada por ti, nada. Que a minha reacção em Dezembro foi a reacção a recordações, só isso. Que se nós nos tivéssemos de alguma forma entendido, não íamos durar muito mais do que durámos. Porque eu não sinto nada pela pessoa que tu realmente és. Porque não és o suficiente. O que eu já devia ter percebido é que ao tentar ser justa para contigo estava a ser injusta comigo. Tenho andado de certa forma a martirizar-me com isto tudo, conscientemente ou não, quando na realidade tu não vales o tempo.
Quando neste blog eu escrevo para ti, não é para a pessoa que és, é para a pessoa que um dia, mesmo no início, tu foste. Naquela altura em que valias realmente a pena. Porque apesar de tudo, eu acredito que tinhas aí o potencial para seres aquela pessoa. Só não soubeste aproveitá-lo. Por isso e muito mais, acho que agora é mesmo adeus. Porque hoje eu posso dizer que quando te "vejo" no msn ou vejo uma foto tua, tudo o que sinto é alguma nostálgia pelo que foi, mais nada. Já foi.
Sabes que mais? Tinhas (e tens) culpa, sim. Porque por muitos argumentos que eu arranje e que tu tenhas arranjado para viveres com a tua consciência, foste tu que me deixaste sozinha quando eu mais precisava de um amigo. De ti. O que é que eu chamo a isso? Egoísmo. Foste tu que andaste anos a falar por meias palavras e me deixaste acreditar numa ilusão ridícula (e não me venham dizer que não te apercebeste, porque apercebeste... e gostaste).
Por isso, sim, tens culpa. Eu tenho culpa por não ter sabido ver as coisas como elas eram, por ter deixado passar o momento em que tudo podia ter mudado, por ter deixado que tudo isto se arrastasse tanto tempo e por ter andado anos a desculpar-te. Mas no meio disto tudo, tu estiveste longe de ser uma vítima. Estou cansada de te idealizar, de pensar que eu devia ter feito isto e aquilo. Tu devias ter sido uma PESSOA, devias ter tido um bocadinho mais de consideração (naquela altura e agora), devias ter tido vergonha na cara... e, acima de tudo, tu devias ter tido a humildade de pedir desculpa. Sim, aquele pedido de desculpa que nunca me deste (não, não me esqueci). Sabes o que é que eu gostava mesmo? Que te cruzasses comigo mais uma vez só, com tempo, para poder dizer-te umas verdades que estás a merecer ouvir há anos. Palavra.
Estou feliz. Por ter chegado finalmente a termos comigo mesma. Porque nestes últimos dias em que tenho andado a pensar nisto, percebi que realmente não sinto nada por ti, nada. Que a minha reacção em Dezembro foi a reacção a recordações, só isso. Que se nós nos tivéssemos de alguma forma entendido, não íamos durar muito mais do que durámos. Porque eu não sinto nada pela pessoa que tu realmente és. Porque não és o suficiente. O que eu já devia ter percebido é que ao tentar ser justa para contigo estava a ser injusta comigo. Tenho andado de certa forma a martirizar-me com isto tudo, conscientemente ou não, quando na realidade tu não vales o tempo.
Quando neste blog eu escrevo para ti, não é para a pessoa que és, é para a pessoa que um dia, mesmo no início, tu foste. Naquela altura em que valias realmente a pena. Porque apesar de tudo, eu acredito que tinhas aí o potencial para seres aquela pessoa. Só não soubeste aproveitá-lo. Por isso e muito mais, acho que agora é mesmo adeus. Porque hoje eu posso dizer que quando te "vejo" no msn ou vejo uma foto tua, tudo o que sinto é alguma nostálgia pelo que foi, mais nada. Já foi.
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