Detesto sentir-me assim. Acho que não há nada que me deixe mais frustrada do que chegar ao fim de uma semana e sentir que não fiz nada de positivo. Pior, que andei a arrastar-me em vez de viver. Sei que estou a generalizar. Se me desse ao trabalho de analisar detalhadamente, uma coisa que nós psicólogos gostamos de pedir às pessoas para fazerem, para evitar catastrofizações como a que acabo de fazer, ia ver que a semana teve coisas positivas. De momento não me apetece dar-me ao trabalho, apetece-me queixar-me, já que chorar não consigo.
Tenho andado a pensar nisto e cheguei a uma conclusão. Não é que eu fique "deprimida" por estar sozinha em casa. E agora até nem estou sozinha. Estava mesmo a precisar de algum sossego por aqui. O que me deixa assim é o facto de passar tanto tempo em casa, de praticamente não falar com ninguém. Agora podia pôr-me para aqui a fazer queixas pelo facto de os meus amigos não estarem cá, pelo facto de só ter tido contacto com uma delas, das várias que supostamente tenho. São vidas. Uma está muito ocupada a trabalhar, outra a deprimir, outra não é de cá, outra desapareceu, pura e simplesmente. Vidas.
Falando em vidas, eu tenho uma, embora não pareça. E a única pessoa com quem estou chateada de momento é comigo mesma. Tendo em consideração o triste acontecimento desta semana e o facto de eu estar viva, ainda me dou ao luxo de andar assim. Francamente. Ao ponto de me enganar na hora da aula de condução e isso me dar vontade de chorar (pena que não consigo, acho que me fazia bem). Como dá para ver, estou de momento em conflito comigo mesma. Porque não tenho razão absolutamente nenhuma para me sentir assim. Mas sinto. Acima de tudo e para variar um bocadinho, sinto-me sozinha (se calhar tenho que adoptar uma ninhada de cães). Por isso das duas uma: ou saio de casa e vou a qualquer sítio, fingir que sou um bocadinho normal ou vou limpar a casa de alto a baixo (mas depois, o que é que fazia no fim-de-semana? Sim, porque a minha ocupação preferida dos últimos dias tem sido arranjar coisas para me distrair e chegar... oh, ao fim do dia. Deprimente). Provavelmente será a primeira opção.
Tenho andado a pensar nisto e cheguei a uma conclusão. Não é que eu fique "deprimida" por estar sozinha em casa. E agora até nem estou sozinha. Estava mesmo a precisar de algum sossego por aqui. O que me deixa assim é o facto de passar tanto tempo em casa, de praticamente não falar com ninguém. Agora podia pôr-me para aqui a fazer queixas pelo facto de os meus amigos não estarem cá, pelo facto de só ter tido contacto com uma delas, das várias que supostamente tenho. São vidas. Uma está muito ocupada a trabalhar, outra a deprimir, outra não é de cá, outra desapareceu, pura e simplesmente. Vidas.
Falando em vidas, eu tenho uma, embora não pareça. E a única pessoa com quem estou chateada de momento é comigo mesma. Tendo em consideração o triste acontecimento desta semana e o facto de eu estar viva, ainda me dou ao luxo de andar assim. Francamente. Ao ponto de me enganar na hora da aula de condução e isso me dar vontade de chorar (pena que não consigo, acho que me fazia bem). Como dá para ver, estou de momento em conflito comigo mesma. Porque não tenho razão absolutamente nenhuma para me sentir assim. Mas sinto. Acima de tudo e para variar um bocadinho, sinto-me sozinha (se calhar tenho que adoptar uma ninhada de cães). Por isso das duas uma: ou saio de casa e vou a qualquer sítio, fingir que sou um bocadinho normal ou vou limpar a casa de alto a baixo (mas depois, o que é que fazia no fim-de-semana? Sim, porque a minha ocupação preferida dos últimos dias tem sido arranjar coisas para me distrair e chegar... oh, ao fim do dia. Deprimente). Provavelmente será a primeira opção.
Comentários
Enviar um comentário