Ok, vamos lá resumir isto.
Em primeiro lugar, estou absoluta e completamente farta deste tempo. Eu sei que também é preciso e tal e coisa, mas isso implica que eu esteja a passar a grande parte (95%, para se ter uma ideia mais concreta) dos meus dias metida em casa. Eu adoro a casa, mas estou farta. Começo a ter demasiado tempo livre (porque entretanto também não posso ir trabalhar, é irónico mas é verdade), o que me deixa demasiado tempo para pensar. Portanto, é um problema.
Em segundo lugar, estou desiludida. Sim, sou eu, a eternamente desiludida. Tenha ou não o direito e deva ou não, estou desiludida. Porque desde que viemos de Londres, pura e simplesmente desapareceram. No dia de S. Valentim lembram-se de repente que eu existo (porque será que foi logo nesse dia, pergunto eu. E é daquelas perguntas retóricas, não quero mesmo saber a resposta nem pensar nela): uma mensagem, um e-mail e está arrumado. De resto, cada um com a sua vidinha. Maravilhoso. É assim, eu ando a precisar de um abanão frequentemente, para acordar para a vida. Mas acho que não sou a única. E acho triste, simplesmente triste, que seja possível sequer eu às vezes esquecer-me que tenho amigas (salvo duas excepções). Depois perguntam-me porque é que não falo. Sinceramente, querem mesmo que eu fale? E repito, dizer "se precisares de alguma coisa diz". Bonito de dizer, sim. Fazer? Pois, aí entra a parte complicada que pode implicar alguma flexibilidade, pequenos sacrifícios... E é aí que as pessoas se perdem, é aí que nos perdemos uns dos outros. Se fosse fácil, toda a gente teria imensos amigos.
E pronto, basicamente é isto. Não estou profundamente deprimida, não ando a arrastar-me como na semana passada. Até me estou a virar bem sozinha. Mas acho que é mesmo triste ter que me virar sozinha. E não preciso do dia de S. Valentim para me lembrar disso.
Em primeiro lugar, estou absoluta e completamente farta deste tempo. Eu sei que também é preciso e tal e coisa, mas isso implica que eu esteja a passar a grande parte (95%, para se ter uma ideia mais concreta) dos meus dias metida em casa. Eu adoro a casa, mas estou farta. Começo a ter demasiado tempo livre (porque entretanto também não posso ir trabalhar, é irónico mas é verdade), o que me deixa demasiado tempo para pensar. Portanto, é um problema.
Em segundo lugar, estou desiludida. Sim, sou eu, a eternamente desiludida. Tenha ou não o direito e deva ou não, estou desiludida. Porque desde que viemos de Londres, pura e simplesmente desapareceram. No dia de S. Valentim lembram-se de repente que eu existo (porque será que foi logo nesse dia, pergunto eu. E é daquelas perguntas retóricas, não quero mesmo saber a resposta nem pensar nela): uma mensagem, um e-mail e está arrumado. De resto, cada um com a sua vidinha. Maravilhoso. É assim, eu ando a precisar de um abanão frequentemente, para acordar para a vida. Mas acho que não sou a única. E acho triste, simplesmente triste, que seja possível sequer eu às vezes esquecer-me que tenho amigas (salvo duas excepções). Depois perguntam-me porque é que não falo. Sinceramente, querem mesmo que eu fale? E repito, dizer "se precisares de alguma coisa diz". Bonito de dizer, sim. Fazer? Pois, aí entra a parte complicada que pode implicar alguma flexibilidade, pequenos sacrifícios... E é aí que as pessoas se perdem, é aí que nos perdemos uns dos outros. Se fosse fácil, toda a gente teria imensos amigos.
E pronto, basicamente é isto. Não estou profundamente deprimida, não ando a arrastar-me como na semana passada. Até me estou a virar bem sozinha. Mas acho que é mesmo triste ter que me virar sozinha. E não preciso do dia de S. Valentim para me lembrar disso.
Comentários
Enviar um comentário