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Uma semana que mais pareceu um ano

Esta semana andei perdida... acho que várias pessoas repararam, incluindo o meu pai, só por falar comigo ao telefone.

Não vou dizer que gostava que nunca tivesse acontecido, porque se calhar era importante perder-me. E tudo o que aconteceu acabou por ser um teste, uma forma de perceber em que ponto da minha vida me encontro e o que quero fazer a seguir.

Esta semana tive desilusões, surpresas boas, surpresas menos boas, sonhos, pesadelos... houve de tudo. O mais importante e, isso sim, tenho que compensar, foi ter-me desviado do meu caminho e de mim mesma. Reconheço que me esqueci de muita coisa, que abdiquei de muita coisa.

Aprendi, claro. Em primeiro lugar, não vou voltar a abdicar de nenhuma característica minha por ninguém. Foi algo que fiz já uma vez e me preparava para voltar a fazer... nunca corre bem. Eu sou eu e ponto. Em segundo lugar, não vou baixar as minhas defesas tão cedo.. Por incrível que pareça, esta semana andei um conflito comigo mesma e, desta vez, a minha parte mais pessimista e negativa tinha toda a razão. Desta vez devia ter colocado mais barreiras, devia ter sido mais céptica. Não volta a acontecer. Em terceiro lugar, percebi que as pessoas podem sempre, mas sempre, surpreender-nos, tanto pela positiva como pela negativa. Por fim, aprendi mais uma vez a apreciar a minha vida... No fim de tudo, valeu a pena. Mas uma coisa é certa: não volto a fazer o mesmo e não voltam a brincar comigo desta maneira. Garantido.

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