Têm sido dias complicados... e chega o Natal.
Finalmente, hoje sinto um bocadinho menos daquele peso que me tem acompanhado nas últimas semanas. Agora sim, já vai dando para respirar. No meio de tanta confusão, cheguei a algumas conclusões.
Primeiro, é impossível agradar a toda a gente, por mais importantes que essas pessoas sejam na nossa vida. Tentar fazê-lo só nos põe doidos. Por isso, não tentem, vão por mim. Às vezes temos que parar e ouvir-nos a nós mesmos, independentemente do resto. Claro que, depois, vêm as tão temidas consequências. Estas semanas tenho andado a lidar com as consequências das minhas escolhas. Algumas delas eu sei que foram certas, fiz o que achava que devia fazer... levou-me alguns dias e muitas lágrimas a perceber que não posso permitir que os outros me façam arrepender das coisas que faço, quando tenho a certeza de serem certas. Não posso permitir que me façam sentir mal por isso, por mais que adore essas pessoas (E adoro, sabias? Eu sei que não te costumo dizer isso, mas também não consigo dizer a ninguém...). São as minhas decisões, é a minha vida. Aprecio muito as opiniões dos outros, penso seriamente nelas, mas tenho que ficar por aí, o resto é comigo.
O que me leva à segunda conclusão: tenho que pensar menos (sim, como se conseguisse fazer isso). Estou habituada a ponderar sempre muito tudo o que faço, pensar nas possíveis consequências e implicações para toda a gente e para mim (sobretudo as negativas). Assim não dá. Foi por isso que decidi marcar a viagem a Londres, foi por isso que decidi acolher um cão com alguns problemas... E será assim tão condenável? Não me parece.
De há uns anos para cá deixei de pedir desejos na passagem de ano. Não se concretizavam e não, para quê perder tempo? Este ano não vou pedir nada na mesma. Mas tomei uma decisão: tomar mais decisões. Fazer coisas. Tenho deixado a vida passar-me ao lado e fico a ver... isso é que não pode ser. E dizem-me: "estás a entrar em terreno desconhecido". Ok, estou. Mas se me ficasse por terreno conhecido, ia ser mais feliz? Ia viver sequer? Acho que a vida tem muito a ver com correr riscos (coisa que de há uns anos para cá deixei de fazer, porque veja-se no que deu). Claro que têm que ser ponderados, mas temos que andar para a frente! Pode correr mal? Pois pode, assim como pode acontecer qualquer coisa inesperada a qualquer momento, boa ou má. E agora, vou deixar de fazer as coisas por causa disso? Não, faço apesar disso. Se correr mal, ok, lida-se depois com isso. Para já, tenho que ser mais optimista. Posso magoar-me? Pois posso (e esta semana bem que tive a minha dose), mas depois lido com isso. Porque já não era a primeira, nem a segunda, nem a vigésima vez em que alguém me magoava a sério (se soubesses de tudo o que já aconteceu, não me terias dito o que disseste há uns dias). Estou viva ou não? Não sou a mesma pessoa que era antes, nem vou voltar a ser; continuo a ter pedacinhos partidos cá dentro. Mas funciono, vivo. E é isso que vou continuar a fazer. Para (não) variar, não te vou dizer isto, claro. Para quê? Só ia gerar mais confusões, debates socráticos, lágrimas e desespero. Mas amanhã vou a casa e vou passar uma semana como deve ser, nem que tenha que sair sozinha todos os dias!
E, apesar de tudo o que possas pensar agora, adoro-te... mesmo, mesmo muito. Se não adorasse, não tinha ficado no estado em que fiquei. Sim, é verdade. As pessoas mais importantes para nós, são as que nos podem magoar mais. Paciência.
Finalmente, hoje sinto um bocadinho menos daquele peso que me tem acompanhado nas últimas semanas. Agora sim, já vai dando para respirar. No meio de tanta confusão, cheguei a algumas conclusões.
Primeiro, é impossível agradar a toda a gente, por mais importantes que essas pessoas sejam na nossa vida. Tentar fazê-lo só nos põe doidos. Por isso, não tentem, vão por mim. Às vezes temos que parar e ouvir-nos a nós mesmos, independentemente do resto. Claro que, depois, vêm as tão temidas consequências. Estas semanas tenho andado a lidar com as consequências das minhas escolhas. Algumas delas eu sei que foram certas, fiz o que achava que devia fazer... levou-me alguns dias e muitas lágrimas a perceber que não posso permitir que os outros me façam arrepender das coisas que faço, quando tenho a certeza de serem certas. Não posso permitir que me façam sentir mal por isso, por mais que adore essas pessoas (E adoro, sabias? Eu sei que não te costumo dizer isso, mas também não consigo dizer a ninguém...). São as minhas decisões, é a minha vida. Aprecio muito as opiniões dos outros, penso seriamente nelas, mas tenho que ficar por aí, o resto é comigo.
O que me leva à segunda conclusão: tenho que pensar menos (sim, como se conseguisse fazer isso). Estou habituada a ponderar sempre muito tudo o que faço, pensar nas possíveis consequências e implicações para toda a gente e para mim (sobretudo as negativas). Assim não dá. Foi por isso que decidi marcar a viagem a Londres, foi por isso que decidi acolher um cão com alguns problemas... E será assim tão condenável? Não me parece.
De há uns anos para cá deixei de pedir desejos na passagem de ano. Não se concretizavam e não, para quê perder tempo? Este ano não vou pedir nada na mesma. Mas tomei uma decisão: tomar mais decisões. Fazer coisas. Tenho deixado a vida passar-me ao lado e fico a ver... isso é que não pode ser. E dizem-me: "estás a entrar em terreno desconhecido". Ok, estou. Mas se me ficasse por terreno conhecido, ia ser mais feliz? Ia viver sequer? Acho que a vida tem muito a ver com correr riscos (coisa que de há uns anos para cá deixei de fazer, porque veja-se no que deu). Claro que têm que ser ponderados, mas temos que andar para a frente! Pode correr mal? Pois pode, assim como pode acontecer qualquer coisa inesperada a qualquer momento, boa ou má. E agora, vou deixar de fazer as coisas por causa disso? Não, faço apesar disso. Se correr mal, ok, lida-se depois com isso. Para já, tenho que ser mais optimista. Posso magoar-me? Pois posso (e esta semana bem que tive a minha dose), mas depois lido com isso. Porque já não era a primeira, nem a segunda, nem a vigésima vez em que alguém me magoava a sério (se soubesses de tudo o que já aconteceu, não me terias dito o que disseste há uns dias). Estou viva ou não? Não sou a mesma pessoa que era antes, nem vou voltar a ser; continuo a ter pedacinhos partidos cá dentro. Mas funciono, vivo. E é isso que vou continuar a fazer. Para (não) variar, não te vou dizer isto, claro. Para quê? Só ia gerar mais confusões, debates socráticos, lágrimas e desespero. Mas amanhã vou a casa e vou passar uma semana como deve ser, nem que tenha que sair sozinha todos os dias!
E, apesar de tudo o que possas pensar agora, adoro-te... mesmo, mesmo muito. Se não adorasse, não tinha ficado no estado em que fiquei. Sim, é verdade. As pessoas mais importantes para nós, são as que nos podem magoar mais. Paciência.
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