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Re(encontros)

Nem sei que diga...

Ando há tempo a pensar como gostava de te ver novamente, de falar contigo. E não é que hoje acontece mesmo? Não consigo falar sobre isto com ninguém, porque acho que ninguém ia entender... No máximo iam pensar: "fantástico, volta sempre ao mesmo". Não é verdade, não voltei ao mesmo. Mas hoje, durante aqueles 5 minutos que estivemos a conversar, foi como se nunca tivesses deixado de ser o meu melhor amigo, a pessoa que me ouviu durante tanto tempo. Será assim tão estranho? A verdade é que tu me disseste, há imensas vidas atrás, que podíamos estar anos sem nos falarmos, que a confiança mantinha-se. Sabes, se calhar tinhas razão...

Acho que o que me apanhou mais de surpresa foi a maneira como olhaste para mim. Acho que és a única pessoa que não pára de olhar para mim quando está a falar comigo. E, independentemente de tudo o que aconteceu e de me teres magoado imenso e de eu ter sentido por ti o que senti, isso não mudou. Não sei explicar como me sinto. Sei que já não estou apaixonada por ti, como estava. Mas acho que a amizade ainda está lá (e esta parece ser a semana para ressuscitar amizades um pouco esquecidas) e estaria a mentir se dissesse que não gostava de a manter. Tenho é medo de voltar tudo... mas acho que preciso de ver...

Eu esperava que tivesse mudado, sinceramente. Esperava que nos tornássemos daqueles "amigos" dos "olás" de longe, das pressas, dos sorrisos forçados... Bem, se calhar enganei-me. Se isso é bom ou mau, não sei. E isso é o que mais me assusta.

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