
Ontem fui ver este filme ao cinema. Sim, por causa do Robert Pattinson, tenho que confessar que se fosse outro actor talvez não fosse ao cinema, até porque dramas não são muito a minha onda... E não, não é só por ele ser lindo, que na minha opinião é, mas nem vou entrar por aí. Adiante. Saí do cinema em estado de choque. Quando fui pensei que era mais um romance. Como me enganei!
Trata-se da história de Tyler (Pattinson), um jovem revoltado com a vida, completamente perdido, amargurado... Durante o filme apercebemo-nos de que ele não é só um rapaz revoltado e agressivo: há muito mais naquela personagem do que isso. Lida com a morte do irmão e com o alheamento do pai.
Entretanto cruza-se com Ally (Emilie de Ravin), que também perdeu a mãe, assistiu à morte dela e está a lidar com um pai também amargurado por isso. Apaixonam-se.
Depois vamos assistindo a uma série de cenas em que nos questionamos "Porquê?". A irmã de Tyler, que sofre por ser diferente (como tantos hoje em dia, infelizmente); o pai, que sofre por não saber lidar com os filhos e com a morte de um deles; o pai de Ally, que só tem a filha e que por isso se torna demasiado controlador... Enfim, cada personagem o seu drama.
Mais junto ao final, as coisas começam a compôr-se para Tyler, que começa a conseguir sorrir mais, começa a ver a sua vida entrar nos eixos... E é aí que assistimos à cena mais chocante do filme, para a qual vimos a ser preparados desde o início (embora ninguém tenha notado) e que dá sentido a tudo, incluindo ao título do filme. Não quero dizer aqui o que acontece, não vá alguém realmente ler isto e não ter visto o filme, mas basicamente a ideia é a de que mesmo quando nos sentimos perdidos, mesmo quando não vemos sentido nenhum nisto tudo (o que recentemente me tem acontecido), temos que acreditar que é importante, que nós somos importantes. Que o facto de existirmos, as coisas que fazemos, as nossas escolhas... tudo isso já muda alguma coisa, na vida de todas as pessoas que passam pela nossa vida. Coisas pequenas, mas que estão lá. E é importante lembrar-mo-nos disso sempre que estivermos prontos a desistir. Estamos aqui por alguma razão.
Por isso, quando parece que não há qualquer luz ao fundo do tunel... lembrem-se de vocês... e lembrem-se dos momentos que importam.
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