O dia já começou mal. Para além de estar a chover, o que eu sei que é necessário (e até nem me posso queixar muito, tivemos uma semana de sol), magoei alguém. Fantástico. Sabem o que é mais fantástico ainda? É que esse alguém, em vez de me dizer no momento, sendo que eu perguntei até com antecipação e sinceramente não pensei que desse nisto, mandou-me hoje uma sms a dizer. Para não dizer uma asneira, digamos apenas "Raios partam a porcaria dos telemóveis!". Francamente, eu acho que estas coisas são para ser discutidas cara a cara, não por uma mensagem que podemos ou não enviar. E sim, também estou magoada contigo, muito obrigada (questão: com quem é que eu não estou magoada hoje em dia? Pois sim). Não me estou com isto a desculpar, sei que não me ia sentir bem se fosse comigo e tens razão. Mas sim, também não gostei da mensagem, mesmo nada, porque tiveste oportunidade de dizer-me na cara, mais do que uma oportunidade. Ou quem sabe até no momento, não sei, digo eu. Talvez as coisas não tivessem sido assim. E sim, agora estou zangada. Zangada comigo, por te ter magoado; zangada contigo, pela forma como o disseste.
Previsões: A raiva vai passar e depois vai ficar só a mágoa. O tempo passa, a mágoa vai-se esbatendo, aprendo a viver com ela, mas fica aqui. E depois, de tempos a tempos, quando fico outra vez neste estado deprimente e enervante (para mim e toda a gente), volta a visitar-me. E pronto, ficamos todos felizes.
Eu podia mandar-te uma mensagem a pedir para falarmos, mas guess what?? ESTOU FARTA DE PEDIR COISAS A PESSOAS. Neste momento, estou tão cansada de pessoas que chega a doer, acreditem. Por isso, vou tirar este fim-de-semana para trabalhar (novidade) e para recuperar deste esgotamento, na esperança de que Segunda-feira volte o sol e que eu tenha um bocadinho mais de coragem para me levantar da cama. E não, não vou mandar-te a porcaria de mensagem nenhuma. É que, embora haja algumas pessoas que não sabem, as linhas telefónicas funcionam nos dois sentidos. Estou cansada de conflitos, de discussões, activas e passivas, de me chatear e de lutar por manter relações. Desta vez, só desta vez e por mais que me custe, não vou ser eu a lutar mais. Daqui lavo as minhas mãos.
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