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E o resto? Conversa

Ok, all in all foi um bom fim-de-semana. Depois de ter alcançado novamente o fundo do poço na Sexta-feira, mesmo a sério, nunca pensei hoje estar assim. Estou tranquila, controlada. Trabalhei bem, fiz tudo o que queria, organizei a minha vida, falei com a família toda ... mais uma vez ajudaram-me a recordar de onde venho e quem sou. Devo-lhes tudo, a todos eles, sou uma pessoa de sorte, mesmo. Estou mais calma e penso que com uma perspectiva mais optimista acerca das coisas. Não mudei de ideias, disse que desistia e desisto, não vou deixar ninguém deixar-me outra vez no estado em que fiquei, nunca mais. Sei que a culpa é muito minha, eu é que devia saber lidar com estas coisas, desilusões é o que mais há por aí... babababa. Guess what? Eu acredito em contos de fadas! Quero lá saber do resto. Por muito miserável que me sinta, e por muito que a minha vida esteja a milhas de um, acredito que existem, que acontecem. Acredito que posso ser feliz sozinha e acreditem que vou dar tudo por tudo para aprender. Tudo na vida é aprendido, por isso também consigo chegar lá. A curto-prazo vou aproveitar cada dia, as minhas consultas, o meu trabalho, os meus livros, as minhas palhaçadas... e a minha família, aqueles que estão sempre aqui. E o resto é conversa.

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Desabafo

Às vezes canso-me de lidar com as pessoas, e hoje foi um desses dias. Ninguém tem culpa (e se houver culpas a distribuir é a mim), mas é verdade. Quando lido com "desconhecidos" ou simplesmente conhecidos, ou com pessoas no trabalho é diferente. São pessoas que não me conhecem fora daquele contexto, são pessoas que não têm expectativas, que não pressionam, que não acham que sabem, que não se se reservam o direito de abusar da confiança... Quanto mais próximos somos de alguém, mais expectativas estão envolvidas, mais... Hoje foi um dos dias em que me foi mais difícil lidar com isso. Às vezes acontece-me, ter "overdoses" de pessoas. Às vezes apetece-me estar irritada. Não tenho também direito a isso? Às vezes irritam-me as responsabilidades, às vezes só gostava de não estar aqui, de estar nalgum sítio sozinha e fazer o que quer que me apetecesse... O problema é que se, nestes dias, alguém me perguntasse o que é que queria, também não sei. Só sei que não era isto... e ...
"Alma. A palavra ressoou dentro de mim e interroguei-me, como tantas vezes antes, sobre o que seria exactamente. As pessoas falavam constantemente dela mas alguém saberia realmente? Houve momentos em que a imaginei como uma luz-piloto a arder dentro de uma pessoa - uma gota de fogo do inferno invisível a que as pessoas chamavam Deus. Ou uma substância mole, como um torrão de argila ou massa para moldes dentários, que reunia a soma das experiências das pessoas - um milhão de marcas de felicidade, desespero, medo, todas as pequenas perfurações de beleza que jamais conhecemos." - Sue Monk Kidd

Palavras III

"The world was a terrible place, cruel, pitiless, dark as a bad dream. Not a good place to live. Only in books could you find pity, comfort, happiness - and love. Books loved anyone who opened them, they gave you security and friendship and didn't ask anything in return; they never went away, never, not even when you treated them badly." "there was another reason [she] took her books whenever they went away. they were her home when she was somewhere strange. they were familiar voices, friends that never quarreled with her, clever, powerful friends -- daring and knowledgeable, tried and tested adventurers who had traveled far and wide. her books cheered her up when she was sad and kept her from being bored" Um livro que li num instante e que me recordou uma série de coisas, sobretudo a razão de eu gostar tanto de livros, porque é que leio tanto. Já algumas pessoas me perguntou isto, mais ou menos seriamente. A partir deste momento, vou começar a dizer a essas ...