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Shhhh. Estão a ouvir?

Ontem foi um dia cinco estrelas, como já não tinha há muito tempo. Quis vir escrever aqui, mas não tive tempo, surgiram outras coisas. Basicamente, tive um feedback muito positivo do trabalho que fiz para a minha tese... só isso já me deixava bem disposta para o resto do dia, ja que passei dias a fio a fazer aquilo. Foi tempo bem empregue. Não é uma sensação óptima? Melhor que isso, só saber que podemos fazer a diferença. Tive uma consulta à tarde e acho que pelo menos naquela horinha, eu fui muito útil a alguém, eu fiz a diferença e, acima de tudo, consegui pôr uma criança a sorrir novamente. É das melhores coisas do mundo, a sério. Até posso estar a ter um dia mau (que por acaso não era o que estava a acontecer), mas quando consigo fazer uma coisa assim, quando consigo realmente importar... aí sim, sou feliz. Tudo o que quero neste momento é poder ser eu mesma e eu mesma construir o meu lugar no mundo, um lugar em que posso fazer a diferença, mesmo que por coisas pequeninas como fazer alguém sorrir, fazer alguém ter esperança, mesmo que por vezes eu não tenha. Às vezes (agora muito raramente) pergunto-me o que é que ando a fazer, pergunto-me se eu, que às vezes nem consigo ajudar-me a mim, vou poder alguma vez ajudar alguém... Às vezes quando não vejo resultados do meu trabalho, questiono. E é em momentos como o de ontem que tenho as minhas respostas. Por isso se estão aí, se têm dúvidas... não desesperem. Prestem atenção, porque a vida vai dando as respostas. Só temos que saber ouvi-las.

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Desabafo

Às vezes canso-me de lidar com as pessoas, e hoje foi um desses dias. Ninguém tem culpa (e se houver culpas a distribuir é a mim), mas é verdade. Quando lido com "desconhecidos" ou simplesmente conhecidos, ou com pessoas no trabalho é diferente. São pessoas que não me conhecem fora daquele contexto, são pessoas que não têm expectativas, que não pressionam, que não acham que sabem, que não se se reservam o direito de abusar da confiança... Quanto mais próximos somos de alguém, mais expectativas estão envolvidas, mais... Hoje foi um dos dias em que me foi mais difícil lidar com isso. Às vezes acontece-me, ter "overdoses" de pessoas. Às vezes apetece-me estar irritada. Não tenho também direito a isso? Às vezes irritam-me as responsabilidades, às vezes só gostava de não estar aqui, de estar nalgum sítio sozinha e fazer o que quer que me apetecesse... O problema é que se, nestes dias, alguém me perguntasse o que é que queria, também não sei. Só sei que não era isto... e ...
"Alma. A palavra ressoou dentro de mim e interroguei-me, como tantas vezes antes, sobre o que seria exactamente. As pessoas falavam constantemente dela mas alguém saberia realmente? Houve momentos em que a imaginei como uma luz-piloto a arder dentro de uma pessoa - uma gota de fogo do inferno invisível a que as pessoas chamavam Deus. Ou uma substância mole, como um torrão de argila ou massa para moldes dentários, que reunia a soma das experiências das pessoas - um milhão de marcas de felicidade, desespero, medo, todas as pequenas perfurações de beleza que jamais conhecemos." - Sue Monk Kidd

Palavras III

"The world was a terrible place, cruel, pitiless, dark as a bad dream. Not a good place to live. Only in books could you find pity, comfort, happiness - and love. Books loved anyone who opened them, they gave you security and friendship and didn't ask anything in return; they never went away, never, not even when you treated them badly." "there was another reason [she] took her books whenever they went away. they were her home when she was somewhere strange. they were familiar voices, friends that never quarreled with her, clever, powerful friends -- daring and knowledgeable, tried and tested adventurers who had traveled far and wide. her books cheered her up when she was sad and kept her from being bored" Um livro que li num instante e que me recordou uma série de coisas, sobretudo a razão de eu gostar tanto de livros, porque é que leio tanto. Já algumas pessoas me perguntou isto, mais ou menos seriamente. A partir deste momento, vou começar a dizer a essas ...