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"Até que o rio nos separe"


"Mas o tempo cura tudo. Não é como nós pensamos, nem como gostaríamos - não nos aparece de frente -, a cura chega sorrateiramente, atrás de nós ou por cima do nosso ombro, pela calada, por onde não conseguimos vê-la chegar. Começa a borbulhar vinda de baixo e sobe a toda a volta. E de repente sequei os olhos durante tempo suficiente para olhar para cima, para olhar para além de mim, e descobrir que a minha dor se tinha tornado no ponto de apoio que me mantinha como um todo."


(Charles Martin)

Acabei hoje este livro. Demorei imenso, para o que é normal. Com as mudanças, o trabalho, as arrumações... confesso que nestas últimas semanas a leitura ficou um bocadinho de parte. Este fim-de-semana reintegrei-a na minha rotina e posso dizer que me sinto muito melhor. Ler é mesmo uma parte de mim. Sinto-me estranha quando não lhe dou atenção. Mas pronto, acabei. É um livro muito triste, mas muito bonito. Mais uma vez, ajudou-me a passar o dia. Pensei que me ia custar a passar, mas nem por isso, até nem dou pelas horas. Já limpei, arrumei, trabalhei imenso, li, vi televisão, fui correr. Deu para tudo. Sinto-me bem :)

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Desabafo

Às vezes canso-me de lidar com as pessoas, e hoje foi um desses dias. Ninguém tem culpa (e se houver culpas a distribuir é a mim), mas é verdade. Quando lido com "desconhecidos" ou simplesmente conhecidos, ou com pessoas no trabalho é diferente. São pessoas que não me conhecem fora daquele contexto, são pessoas que não têm expectativas, que não pressionam, que não acham que sabem, que não se se reservam o direito de abusar da confiança... Quanto mais próximos somos de alguém, mais expectativas estão envolvidas, mais... Hoje foi um dos dias em que me foi mais difícil lidar com isso. Às vezes acontece-me, ter "overdoses" de pessoas. Às vezes apetece-me estar irritada. Não tenho também direito a isso? Às vezes irritam-me as responsabilidades, às vezes só gostava de não estar aqui, de estar nalgum sítio sozinha e fazer o que quer que me apetecesse... O problema é que se, nestes dias, alguém me perguntasse o que é que queria, também não sei. Só sei que não era isto... e ...
"Alma. A palavra ressoou dentro de mim e interroguei-me, como tantas vezes antes, sobre o que seria exactamente. As pessoas falavam constantemente dela mas alguém saberia realmente? Houve momentos em que a imaginei como uma luz-piloto a arder dentro de uma pessoa - uma gota de fogo do inferno invisível a que as pessoas chamavam Deus. Ou uma substância mole, como um torrão de argila ou massa para moldes dentários, que reunia a soma das experiências das pessoas - um milhão de marcas de felicidade, desespero, medo, todas as pequenas perfurações de beleza que jamais conhecemos." - Sue Monk Kidd

Palavras III

"The world was a terrible place, cruel, pitiless, dark as a bad dream. Not a good place to live. Only in books could you find pity, comfort, happiness - and love. Books loved anyone who opened them, they gave you security and friendship and didn't ask anything in return; they never went away, never, not even when you treated them badly." "there was another reason [she] took her books whenever they went away. they were her home when she was somewhere strange. they were familiar voices, friends that never quarreled with her, clever, powerful friends -- daring and knowledgeable, tried and tested adventurers who had traveled far and wide. her books cheered her up when she was sad and kept her from being bored" Um livro que li num instante e que me recordou uma série de coisas, sobretudo a razão de eu gostar tanto de livros, porque é que leio tanto. Já algumas pessoas me perguntou isto, mais ou menos seriamente. A partir deste momento, vou começar a dizer a essas ...