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Palavras (não ditas)

Não sei até que ponto mereço tudo isto. O fim-de-semana, contra as minhas piores expectativas, correu lindamente. Mesmo. Perante tudo isto, acho que não mereço... espero estar enganada e vou decerto fazer de tudo para compensar, mas às vezes tenho dúvidas. Todos os dias me esforço (e sei perfeitamente que nem sempre o suficiente) para ser melhor, para ser mais... mas gostava de às vezes ver em mim o que eles vêem. Porque sei que o que vêem é mil vezes melhor do que aquilo que sou. E quero, de verdade, merecer isto... Sei que também nem sempre demonstro o quão grata sou, o quanto significam para mim (sempre tive dificuldade em fazer isso e a vez em que o fiz, correu muito mal). Chamem-lhe mecanismo de defesa, chamem-lhe o que quiserem, mas sei que sou complicada nestas coisas. E sou eu uma psicóloga hahaha. Bem, aos outros é sempre mais fácil (ou não, como tenho visto esta semana) ajudar do que a nós mesmos, certo? Bem, como mais uma vez não disse o que devia ter dito (prefiro demonstrar), aqui fica a típica mensagem: obrigada. Mesmo. Por tudo o que vêem em mim, que me ajuda todos os dias a levantar e a acreditar que posso ser essa pessoa; por tudo o que fazem por mim, que é demasiado e que eu quero e vou ter sempre presente em tudo o que faço; são as pessoas mais importantes da minha vida, são as pessoas que me ajudam, mesmo que de longe, a ultrapassar tudo o que me deita abaixo. São as pessoas, ponto. Adoro-vos.
Ah, pensei que fosse custar mas a verdade é que não sinto falta... só foi estranho a saída.

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