Tenho andado a pensar em tudo o que aconteceu este ano. Muitos momentos bons, muitos menos bons... Enfim, como tudo na vida. E tenho também andado a pensar numa questão: quando é que podemos dizer que conhecemos uma pessoa? Qual é o "ponto de corte", o número de situações felizes e menos felizes em que estamos com essa pessoa, que nos permitem dizer que a conhecemos? Estranho, eu sei, mas explico já.
Durante este ano, que parece mentira mas está nos últimos meses, aconteceu muita coisa na minha vida: foi a tese e o relatório de estágio, foi o stress das defesas de tese e estágio, foi o stress de saber as notas, foi o ano em que comecei a dar consultas e, mais importante que isso, o ano em que descobri que consigo fazê-lo; foi o ano em que terminei o meu curso; foi o ano em que vou ter o meu primeiro emprego, por mérito próprio; foi o ano em que mudei para uma casa nova só com a minha irmã; foi o ano em que comecei a tirar a carta de condução; foi o ano em que enfrentei os meus medos e fiz o exame; foi o ano em que recuperei amizades, em que descobri amizades novas, em que dei segundas oportunidades, aos outros, a mim mesma; foi o ano em que mais acreditei e duvidei de mim mesma; foi o ano em que comecei a duvidar de amizades de longa data. É que, vejamos bem, a pessoa que me viu crescer durante estes cinco anos de curso, a pessoa que esteve sempre comigo, que eu considerava a minha melhor amiga, que convidei para minha madrinha.. essa pessoa não sabe metade das coisas que me aconteceram este ano, não sabe metade da lista que acabo de escrever. Porquê? Porque simplesmente não estava lá. Não estava lá quando eu duvidei de mim, do que estava a fazer; não estava lá quando eu tive medo de errar, quando eu bloqueei; não estava quando eu estive sozinha, quando me senti mais sozinha do que nunca, quando achei que ia enlouquecer se não ouvisse alguém dizer que ia ficar tudo bem; não estava lá quando me fartei de chorar, quando não acreditei. E, mais grave que isso, não está aqui agora também, para me desmentir isto tudo, para me convencer que estou errada, para me dizer que é impressão minha e que tudo vai voltar ao que era.
Sabem, acho que o erro é meu. Eu é que estou sempre a querer que as coisas voltem ao que eram, seja lá o que for. Vim para aqui depois do Verão e tentei convencer-me de que estava a exagerar, de que era stress que me estava a fazer amplificar tudo. Tentei dar o braço a torcer... e o que acontece? Acontece que tudo o que eu estava a pensar se confirma.
Já chega. Não vou ficar aqui a pensar nisso, a lamentar-me. Hoje comentei com a minha irmã que se calhar existem relacionamentos que devem ter um prazo de validade. Depois de x dias, semanas, anos, perdem qualidade. Se calhar este era um desses. Serviu o seu propósito para nós as duas e agora é altura de deixar ir, pura e simplesmente. Desta vez recuso-me a ser aquela que luta para ficar tudo igual. Já sei por experiência que é uma ideia irrealista. A vida não pára, um momento muda tudo. E quando mudou, nada feito. Não adianta fingir. Por isso, a minha decisão em relação a isto é guardar as recordações e seguir em frente. Lamento muito... tanto que ela não faz ideia. Mas... é a vida, certo?
Durante este ano, que parece mentira mas está nos últimos meses, aconteceu muita coisa na minha vida: foi a tese e o relatório de estágio, foi o stress das defesas de tese e estágio, foi o stress de saber as notas, foi o ano em que comecei a dar consultas e, mais importante que isso, o ano em que descobri que consigo fazê-lo; foi o ano em que terminei o meu curso; foi o ano em que vou ter o meu primeiro emprego, por mérito próprio; foi o ano em que mudei para uma casa nova só com a minha irmã; foi o ano em que comecei a tirar a carta de condução; foi o ano em que enfrentei os meus medos e fiz o exame; foi o ano em que recuperei amizades, em que descobri amizades novas, em que dei segundas oportunidades, aos outros, a mim mesma; foi o ano em que mais acreditei e duvidei de mim mesma; foi o ano em que comecei a duvidar de amizades de longa data. É que, vejamos bem, a pessoa que me viu crescer durante estes cinco anos de curso, a pessoa que esteve sempre comigo, que eu considerava a minha melhor amiga, que convidei para minha madrinha.. essa pessoa não sabe metade das coisas que me aconteceram este ano, não sabe metade da lista que acabo de escrever. Porquê? Porque simplesmente não estava lá. Não estava lá quando eu duvidei de mim, do que estava a fazer; não estava lá quando eu tive medo de errar, quando eu bloqueei; não estava quando eu estive sozinha, quando me senti mais sozinha do que nunca, quando achei que ia enlouquecer se não ouvisse alguém dizer que ia ficar tudo bem; não estava lá quando me fartei de chorar, quando não acreditei. E, mais grave que isso, não está aqui agora também, para me desmentir isto tudo, para me convencer que estou errada, para me dizer que é impressão minha e que tudo vai voltar ao que era.
Sabem, acho que o erro é meu. Eu é que estou sempre a querer que as coisas voltem ao que eram, seja lá o que for. Vim para aqui depois do Verão e tentei convencer-me de que estava a exagerar, de que era stress que me estava a fazer amplificar tudo. Tentei dar o braço a torcer... e o que acontece? Acontece que tudo o que eu estava a pensar se confirma.
Já chega. Não vou ficar aqui a pensar nisso, a lamentar-me. Hoje comentei com a minha irmã que se calhar existem relacionamentos que devem ter um prazo de validade. Depois de x dias, semanas, anos, perdem qualidade. Se calhar este era um desses. Serviu o seu propósito para nós as duas e agora é altura de deixar ir, pura e simplesmente. Desta vez recuso-me a ser aquela que luta para ficar tudo igual. Já sei por experiência que é uma ideia irrealista. A vida não pára, um momento muda tudo. E quando mudou, nada feito. Não adianta fingir. Por isso, a minha decisão em relação a isto é guardar as recordações e seguir em frente. Lamento muito... tanto que ela não faz ideia. Mas... é a vida, certo?
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