Avançar para o conteúdo principal

Amizade... ou ausência dela

Tenho andado a pensar nas chatices que tenho tido com algumas pessoas, sobretudo com a minha "melhor amiga", que está neste momento a demonstrar-me que se calhar não é assim tanto. Tenho evitado durante todos estes meses (dá para acreditar? meses!) falar. Sei lá, primeiro pensei que ia passar; depois pensei que ia passar...; depois pensei que podia estar a exagerar; depois pensei que era o stress; depois... bem, depois pensei que ia passar. É espantoso a quantidade de desculpas esfarrapadas que o ser humano consegue inventar no espaço de minutos, para evitar situações potencialmente dolorosas. Mas pronto, passei essa fase. É óbvio que alguma coisa se passa, porque é inegável que as coisas mudaram... Não que eu não pensasse que fossem mudar, quando ela saiu lá de casa... e depois saí eu. Claro que esperava uma mudança. O que não esperava era ter que mendigar alguma consideração por parte de uma pessoa que esteve sempre comigo durante quase cinco anos, uma pessoa que me viu crescer... caramba, uma pessoa que me ajudou a crescer! Não sei, sinceramente, o que despoletou isto tudo. Só sei que desviei o olhar e depois ela já não estava lá... e depois voltou a não estar. Podia dizer "Ah, ela é que perde", mas seria cobardia. Eu também estou a perder. Estou a perder uma amiga, estou a perder a confiança... e, acima de tudo, estou a perder a esperança nas pessoas... Sei é que as aulas já começaram há semanas, e nem um "olá". Só sei que quando eu me senti no fundo do poço, ela não estava lá para me ajudar... nem sequer sabe que eu lá estive. Nem sequer sabe de nada, que é pior. Chamem-me estúpida, ingénua, o que quiserem, mas pensei que a amizade era supostamente recíproca. Bem, se calhar sou mesmo estúpida e mais nada. E não seria a primeira vez.

Acho que só te ficava bem apareceres, sinceramente...

Comentários

Mensagens populares deste blogue

Desabafo

Às vezes canso-me de lidar com as pessoas, e hoje foi um desses dias. Ninguém tem culpa (e se houver culpas a distribuir é a mim), mas é verdade. Quando lido com "desconhecidos" ou simplesmente conhecidos, ou com pessoas no trabalho é diferente. São pessoas que não me conhecem fora daquele contexto, são pessoas que não têm expectativas, que não pressionam, que não acham que sabem, que não se se reservam o direito de abusar da confiança... Quanto mais próximos somos de alguém, mais expectativas estão envolvidas, mais... Hoje foi um dos dias em que me foi mais difícil lidar com isso. Às vezes acontece-me, ter "overdoses" de pessoas. Às vezes apetece-me estar irritada. Não tenho também direito a isso? Às vezes irritam-me as responsabilidades, às vezes só gostava de não estar aqui, de estar nalgum sítio sozinha e fazer o que quer que me apetecesse... O problema é que se, nestes dias, alguém me perguntasse o que é que queria, também não sei. Só sei que não era isto... e ...
"Alma. A palavra ressoou dentro de mim e interroguei-me, como tantas vezes antes, sobre o que seria exactamente. As pessoas falavam constantemente dela mas alguém saberia realmente? Houve momentos em que a imaginei como uma luz-piloto a arder dentro de uma pessoa - uma gota de fogo do inferno invisível a que as pessoas chamavam Deus. Ou uma substância mole, como um torrão de argila ou massa para moldes dentários, que reunia a soma das experiências das pessoas - um milhão de marcas de felicidade, desespero, medo, todas as pequenas perfurações de beleza que jamais conhecemos." - Sue Monk Kidd

Palavras III

"The world was a terrible place, cruel, pitiless, dark as a bad dream. Not a good place to live. Only in books could you find pity, comfort, happiness - and love. Books loved anyone who opened them, they gave you security and friendship and didn't ask anything in return; they never went away, never, not even when you treated them badly." "there was another reason [she] took her books whenever they went away. they were her home when she was somewhere strange. they were familiar voices, friends that never quarreled with her, clever, powerful friends -- daring and knowledgeable, tried and tested adventurers who had traveled far and wide. her books cheered her up when she was sad and kept her from being bored" Um livro que li num instante e que me recordou uma série de coisas, sobretudo a razão de eu gostar tanto de livros, porque é que leio tanto. Já algumas pessoas me perguntou isto, mais ou menos seriamente. A partir deste momento, vou começar a dizer a essas ...