Avançar para o conteúdo principal

Das Pessoas, Complicações e Afins


O que é que eu acho? Acho que complicamos demais, e vivemos de menos (sim, a ironia não me escapa, se estivesses aqui dirias "finalmente"). Acho que há tanta coisa nesta vida que é realmente complicada, tanta coisa incontrolável, tanta coisa incompreensível... Porque é que temos que complicar aquilo que pode ser simples, aquilo que pode ajudar a suportar tudo o resto? Sou a primeira a dizer que sou complicada, que as pessoas são complicadas, que relacionamentos causam as maiores desilusões de uma vida. Mas também sou a primeira a dizer que são esses relacionamentos que contam, que são as pessoas nas nossas vidas que as tornam realmente vividas. Tenho pena, tanta, tanta pena, de ver as pessoas a afastarem-se, pura e simplesmente. O que eu mais queria era entender, era poder ajudar, sei lá. Queria não me sentir assim, não me sentir a desistir. Lamento. É só o que posso dizer. Eu disse há uns meses que achava que em 2012 muita coisa ia mudar, nem tudo para melhor. Que achava que este ano o grupo não aguentava. Lamento muito parecer-me que isso já está a acontecer...

Comentários

Mensagens populares deste blogue

Desabafo

Às vezes canso-me de lidar com as pessoas, e hoje foi um desses dias. Ninguém tem culpa (e se houver culpas a distribuir é a mim), mas é verdade. Quando lido com "desconhecidos" ou simplesmente conhecidos, ou com pessoas no trabalho é diferente. São pessoas que não me conhecem fora daquele contexto, são pessoas que não têm expectativas, que não pressionam, que não acham que sabem, que não se se reservam o direito de abusar da confiança... Quanto mais próximos somos de alguém, mais expectativas estão envolvidas, mais... Hoje foi um dos dias em que me foi mais difícil lidar com isso. Às vezes acontece-me, ter "overdoses" de pessoas. Às vezes apetece-me estar irritada. Não tenho também direito a isso? Às vezes irritam-me as responsabilidades, às vezes só gostava de não estar aqui, de estar nalgum sítio sozinha e fazer o que quer que me apetecesse... O problema é que se, nestes dias, alguém me perguntasse o que é que queria, também não sei. Só sei que não era isto... e ...
"Alma. A palavra ressoou dentro de mim e interroguei-me, como tantas vezes antes, sobre o que seria exactamente. As pessoas falavam constantemente dela mas alguém saberia realmente? Houve momentos em que a imaginei como uma luz-piloto a arder dentro de uma pessoa - uma gota de fogo do inferno invisível a que as pessoas chamavam Deus. Ou uma substância mole, como um torrão de argila ou massa para moldes dentários, que reunia a soma das experiências das pessoas - um milhão de marcas de felicidade, desespero, medo, todas as pequenas perfurações de beleza que jamais conhecemos." - Sue Monk Kidd

Palavras III

"The world was a terrible place, cruel, pitiless, dark as a bad dream. Not a good place to live. Only in books could you find pity, comfort, happiness - and love. Books loved anyone who opened them, they gave you security and friendship and didn't ask anything in return; they never went away, never, not even when you treated them badly." "there was another reason [she] took her books whenever they went away. they were her home when she was somewhere strange. they were familiar voices, friends that never quarreled with her, clever, powerful friends -- daring and knowledgeable, tried and tested adventurers who had traveled far and wide. her books cheered her up when she was sad and kept her from being bored" Um livro que li num instante e que me recordou uma série de coisas, sobretudo a razão de eu gostar tanto de livros, porque é que leio tanto. Já algumas pessoas me perguntou isto, mais ou menos seriamente. A partir deste momento, vou começar a dizer a essas ...