Desde que isto começou (uma semana, que pareceu um ano), tenho pensado muito em algumas coisas. Irónico, mal tenho tempo para respirar, mas tenho tempo para pensar... Pois é, eu sei, pensar nunca foi um problema para mim.
Tenho muitas vezes dificuldade em tolerar desvios da minha zona de conforto. E isto nota-se ao nível profissional, ao nível interpessoal e, acima de tudo, ao nível intrapessoal. Acho que é sempre difícil correr riscos, fazer coisas que se afastam daquilo a que estamos habituados, daquilo que sabemos, que conhecemos. Há pessoas para as quais isto é mais fácil, são mais flexíveis, mais rápidas a reajustar expectativas, pensamentos, modos de coping etc etc. E depois há aqueles que, como eu, já demoram o seu tempo a processar o facto de que estão perdidos... quanto mais a habituar-se e a agir. Portanto, estou perdida. Ou melhor, perdi-me esta semana. Perdi o controlo sobre a situação; esperava um cenário e, bem, foi pior.
Ontem alguém me disse uma coisa que me deixou a pensar ainda mais. Somos humanos, por isso também nos habituamos. Ora, para quem não sabe, a habituação, para os comportamentalistas (uma das minhas zonas de desconforto, às quais tenho que regressar), é a diminuição na intensidade de uma resposta, após a repetida apresentação do estímulo que desencadeia essa resposta. Portanto, seguindo esta lógica, a minha resposta de stress/desespero absoluto, irá diminuir após umas semanas a este ritmo. Vou habituar-me. Não me considero comportamentalista (parte do problema), mas espero sinceramente que este processo de habituação siga todos os parâmetros esperados.
Acho que sairmos das zonas de conforto é fundamental. É fundamental explorar, correr riscos, errar, tolerar os erros, aprender com eles (ai a aprendizagem!), redefinir expectativas e planos, agir. Não é o que estávamos à espera? Ok. Primeiro, a reacção típica de choque (não ajuda em nada, mas é sempre assim), os típicos porquê eu, seguido por é sempre assim, sempre a mim que isto acontece. Terminou? Momento de respirar fundo e organizar ideias, de criar o nosso espaço nesta zona desconfortável. Vamos ter que passar muito tempo nela, por isso não adianta reclamar e bater o pé. É melhor começar a mudar algumas das nossas coisas para lá e definirmos o nosso espaço. Aceitação. E é aqui que me encontro de momento. Não vai ser fácil, mas se fiz tudo até agora não vou desistir assim.
E sim, é importante (e desconfortável) correr riscos, fazer coisas novas. Estamos sempre a aprender. E se não sairmos da nossa zona de conforto, do previsível, vamos perder a melhor parte da vida , não é? Vamos perder oportunidades de nos surpreendermos.
Tenho muitas vezes dificuldade em tolerar desvios da minha zona de conforto. E isto nota-se ao nível profissional, ao nível interpessoal e, acima de tudo, ao nível intrapessoal. Acho que é sempre difícil correr riscos, fazer coisas que se afastam daquilo a que estamos habituados, daquilo que sabemos, que conhecemos. Há pessoas para as quais isto é mais fácil, são mais flexíveis, mais rápidas a reajustar expectativas, pensamentos, modos de coping etc etc. E depois há aqueles que, como eu, já demoram o seu tempo a processar o facto de que estão perdidos... quanto mais a habituar-se e a agir. Portanto, estou perdida. Ou melhor, perdi-me esta semana. Perdi o controlo sobre a situação; esperava um cenário e, bem, foi pior.
Ontem alguém me disse uma coisa que me deixou a pensar ainda mais. Somos humanos, por isso também nos habituamos. Ora, para quem não sabe, a habituação, para os comportamentalistas (uma das minhas zonas de desconforto, às quais tenho que regressar), é a diminuição na intensidade de uma resposta, após a repetida apresentação do estímulo que desencadeia essa resposta. Portanto, seguindo esta lógica, a minha resposta de stress/desespero absoluto, irá diminuir após umas semanas a este ritmo. Vou habituar-me. Não me considero comportamentalista (parte do problema), mas espero sinceramente que este processo de habituação siga todos os parâmetros esperados.
Acho que sairmos das zonas de conforto é fundamental. É fundamental explorar, correr riscos, errar, tolerar os erros, aprender com eles (ai a aprendizagem!), redefinir expectativas e planos, agir. Não é o que estávamos à espera? Ok. Primeiro, a reacção típica de choque (não ajuda em nada, mas é sempre assim), os típicos porquê eu, seguido por é sempre assim, sempre a mim que isto acontece. Terminou? Momento de respirar fundo e organizar ideias, de criar o nosso espaço nesta zona desconfortável. Vamos ter que passar muito tempo nela, por isso não adianta reclamar e bater o pé. É melhor começar a mudar algumas das nossas coisas para lá e definirmos o nosso espaço. Aceitação. E é aqui que me encontro de momento. Não vai ser fácil, mas se fiz tudo até agora não vou desistir assim.
E sim, é importante (e desconfortável) correr riscos, fazer coisas novas. Estamos sempre a aprender. E se não sairmos da nossa zona de conforto, do previsível, vamos perder a melhor parte da vida , não é? Vamos perder oportunidades de nos surpreendermos.
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