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Acerca do "felizes para sempre" (ou "reagindo")

É oficial. Estou em protelação. São 18.47 e pouco fiz durante a tarde. Já me tinha esquecido do quão frustrante isto tudo pode ser.

Por outro lado, faz parte. Independentemente do mantra (mais uma vez, irrealista/idealista) que nos impuseram esta semana, estou cansada. Sou um ser humano. Não tenho que saber mais nem ser mais capaz do que ninguém. E cedo, sob pressão.

Isto não é um filme, como ainda há pouco vi, em que a personagem feminina principal faz figura de parva, ou "tem que" mentir, ou teve uma infância triste, ou seja o que for de mau que lhe aconteça, e no final fica com tudo. Com o emprego, com o personagem masculino que lhe tenham atribuído (que, por sinal, também é perfeito, ou então muda e fica perfeito) e, acima de tudo, com o "viveram felizes para sempre", a promessa de que tudo vai continuar perfeito ou, se não ficar, acaba por chegar lá. Não me estou a queixar, sou a primeira a dizer que na maioria dos dias (se tivesse tempo para isso) é um desses filmes que quero ver, para ser absorvida no "felizes para sempre", pelo menos por uma hora e pouco. Mas ISSO é um filme. Perfeito é um filme. Gostava que alguma coisa daquelas me acontecesse, sim. Mas é altamente improvável, para não dizer impossível. Por isso, vou vivendo o meu filme, um bocadinho (mais) realista.

E hoje sinto-me frustrada, cansada, ansiosa, stressada (não, não são sinónimos). E gostava de dizer "Ok, até é Domingo, vou dar-me um desconto e ficar por aqui". Mas não posso, porque nós, temos que ler, aprender e reagir mais rápido do que os outros. Por isso, toca a reagir...

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