"I guess you never know what a person can do until that person has to do it."
- Robert McCammon
- Robert McCammon
Bem, como definir o dia de hoje? Pensei que o episódio de desespero tinha ficado por ontem... e, bem, não ficou. Parece que, depois de tanto tempo sem conseguir chorar, agora que comecei não paro. E na verdade as coisas não estão tão más assim, para eu andar nisto, mas pronto. Na semana passada, alguém me disse pela net que eu devia estar a precisar de gritar, com toda a pressão a que andava sujeita. Na altura achei que não. Agora acho que isto se calhar é a minha reacção tardia a tudo o que tem acontecido nas últimas semanas. Tem sido tudo tão rápido e andei tão focada em fazer as coisas todas que me esqueci de reagir. Bem, agora ando muito ocupada a reagir e mesmo assim conseguir fazer tudo. Vão por mim, não deixem os sentimentos (sobretudo) negativos acumular, arranjem tempo para ventilar, para se ouvirem. Caso contrário, por muito que achem que está tudo "sob controlo"... vão perceber que não está. Portanto, depois de um dia com pontos mais positivos e outros menos positivos, dou por mim a pensar que me sinto desmotivada, dia sim dia não, que não era o que estava à espera, e que preciso de respirar. De outra forma, não aguento até ao final, não mesmo. Portanto, vou começar a regular as minhas expectativas e as minhas emoções e, de alguma forma, vou continuar... Porque não há outra solução e porque, por muito que na maioria dos dias seja difícil lembrar-me, há uma razão para isto (e não há sempre?).
E depois, no meio desta loucura toda, recebi a tua mensagem... A cada ano que passa, estou sempre à espera que seja aquele ano em que te esqueces, deixas passar... e deixo de ter notícias tuas, de vez. Mas, incrivelmente, nunca deixaste passar, até hoje. Quando eu penso "foi agora", surpreendes-me. E continuas a falar como se nada se passasse... como se o tempo não tivesse passado e ainda falássemos todos os dias e eu soubesse de ti. Mas não sei... Nem de mim sei, na maioria dos dias, quanto mais de ti. Teremos ficado perdidos os dois? Também não sei. O que sei é que, mais uma vez, me apeteceu ligar-te. Tive um dia mau, sinto-me sozinha, como sinto na maioria dos dias, e quis mesmo ligar-te e contar-te. E sabes que acho que se tivéssemos falado, eu tinha ficado melhor, acho que apesar de tudo e do tempo todo que passou, ainda me conseguirias pôr a rir disto tudo. Às vezes acho que só posso ser mesmo maluca, às vezes acho que nunca vou deixar-te desaparecer de vez, às vezes acho que perdi alguma parte de mim que nunca vou recuperar, que vai ser sempre assim. Tenho tantas, tantas saudades tuas. Ou não tenho. Ou tenho saudades de mim, da capacidade que tinha de me rir, da simplicidade de tudo. De uma altura em que era fácil acreditar nas coisas simples. Como eu disse. Maluca. Acima de tudo, tenho muito medo de nunca voltar a ser eu. Ou será que agora esta sou eu?
Tu disseste. Nunca te esqueces. Pois, eu também não... Nunca.
E depois, no meio desta loucura toda, recebi a tua mensagem... A cada ano que passa, estou sempre à espera que seja aquele ano em que te esqueces, deixas passar... e deixo de ter notícias tuas, de vez. Mas, incrivelmente, nunca deixaste passar, até hoje. Quando eu penso "foi agora", surpreendes-me. E continuas a falar como se nada se passasse... como se o tempo não tivesse passado e ainda falássemos todos os dias e eu soubesse de ti. Mas não sei... Nem de mim sei, na maioria dos dias, quanto mais de ti. Teremos ficado perdidos os dois? Também não sei. O que sei é que, mais uma vez, me apeteceu ligar-te. Tive um dia mau, sinto-me sozinha, como sinto na maioria dos dias, e quis mesmo ligar-te e contar-te. E sabes que acho que se tivéssemos falado, eu tinha ficado melhor, acho que apesar de tudo e do tempo todo que passou, ainda me conseguirias pôr a rir disto tudo. Às vezes acho que só posso ser mesmo maluca, às vezes acho que nunca vou deixar-te desaparecer de vez, às vezes acho que perdi alguma parte de mim que nunca vou recuperar, que vai ser sempre assim. Tenho tantas, tantas saudades tuas. Ou não tenho. Ou tenho saudades de mim, da capacidade que tinha de me rir, da simplicidade de tudo. De uma altura em que era fácil acreditar nas coisas simples. Como eu disse. Maluca. Acima de tudo, tenho muito medo de nunca voltar a ser eu. Ou será que agora esta sou eu?
Tu disseste. Nunca te esqueces. Pois, eu também não... Nunca.
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