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Sobre o fim do Harry Potter (ou, como podem 10 anos passar tão depressa?!)

Bem, hoje fui ver a estreia do último filme "Harry Potter" no cinema. O filme foi enorme e, na minha opinião, valeu cada minuto. Deu para rir, para chorar e no fim ficou aquela nostálgia que já me é tão familiar. Foram 10 anos, durante os quais mudou tanta coisa (tanto em Hogwarts como aqui na dura realidade - mas quase sempre gratificante - chamada vida). Bem, acabou.

No meio disto tudo, vêm as memórias, que é aquilo com que realmente ficamos. Lembro-me de ler o primeiro livro, como se fosse hoje. De estar deitada no beliche (sim, tínhamos um) e ter o primeiro contacto com este mundo. Aliás, agora que penso nisso, deve ter sido o primeiro livro dentro da literatura fantástica que li. Lembro-me de estar de férias na Curia (onde isso já vai) e reler numa semana os primeiros 4 livros. Foram os únicos que alguma vez li duas vezes e em tão pouco tempo. Lembro-me de comprar os bilhetes para quase todos os filmes. Lembro-me de passar tardes a jogar o primeiro jogo para o pc. Lembro-me de ler o último livro, mais recentemente, nas férias de Verão. Lembro-me de fazer uma maratona dos filmes há dois anos, no Verão, com amigas. Como se pode ver, são muitas memórias mesmo. Por isso custa. O que fica de mais marcante associado a esta série, é que foram/são livros que me permitiram ausentar-me completamente para um mundo completamente diferente, em que quase tudo é possível, no qual conheci e convivi com personagens tão diferentes de tudo. E hoje, durante duas horas e pouco, eu não estive aqui, estive lá. Quando saí cá para fora, foi difícil adaptar-me novamente à vida real. E é assim que sei que valeu completamente a pena.

Enfim, mais um dia.

"Do not pity the dead, Harry. Pity the living, and, above all those who live without love."

- J. K. Rowling

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