Começo a achar que evitar elementos do sexo masculino já é um comportamento reflexo em mim. Não penso, reajo. E depois quando penso... bem, que estúpida. Estúpida. Estúpida. E estúpida. Este foi o refrão que tem vindo a tocar na minha cabeça desde o (in)feliz acontecimento. A vida continua (não sei como) a dar-me oportunidades de mudar, de ultrapassar o que já devia estar mais que ultrapassado, e eu continuo a fazer-me de parva. Não é que este acontecimento fosse mudar a minha vida, podia não ser nada de especial... mas por isso mesmo, porque é que eu continuo a fazer estas coisas? Quando é que eu vou mudar? O que é que é preciso? Um cartaz a dizer para abrir os olhos?! São estas coisas que me fazem revoltar comigo mesma. A sério. É triste, simplesmente triste. Já lá vão quase 7 anos, mais do que tempo suficiente para andar para a frente. Pelos vistos, serão precisos mais 7.
Às vezes canso-me de lidar com as pessoas, e hoje foi um desses dias. Ninguém tem culpa (e se houver culpas a distribuir é a mim), mas é verdade. Quando lido com "desconhecidos" ou simplesmente conhecidos, ou com pessoas no trabalho é diferente. São pessoas que não me conhecem fora daquele contexto, são pessoas que não têm expectativas, que não pressionam, que não acham que sabem, que não se se reservam o direito de abusar da confiança... Quanto mais próximos somos de alguém, mais expectativas estão envolvidas, mais... Hoje foi um dos dias em que me foi mais difícil lidar com isso. Às vezes acontece-me, ter "overdoses" de pessoas. Às vezes apetece-me estar irritada. Não tenho também direito a isso? Às vezes irritam-me as responsabilidades, às vezes só gostava de não estar aqui, de estar nalgum sítio sozinha e fazer o que quer que me apetecesse... O problema é que se, nestes dias, alguém me perguntasse o que é que queria, também não sei. Só sei que não era isto... e ...
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