Estou cansada de mim. Palavra que sim. De estar sempre a olhar para trás. Da minha desconfiança. Dos meus medos. De viver a vida pela metade. De estar sempre à espera sei lá do quê. QUE NERVOS!
Ultimamente tenho falado do futuro com muitas pessoas (muitas... considerando algumas fases, até são muitas). O que é que significa quando pensamos no futuro e vemos o mesmo de agora? Sim, porque sejamos realistas: as coisas não acontecem sozinhas, temos que fazer por elas. Ora, quando não fazemos nada, porque temos medo do que pode acontecer (sei lá), não vai acontecer nada, não vai mudar nada! E se não vai mudar nada... fica tudo na mesma... e se o "tudo na mesma" não é suficiente? Andamos nisto...
Não me interpretem mal, não ando aqui num dos meus frequentes episódios depressivos. Tenho andado até algo ocupada... mas.... mas... Estou farta deste registo, estou farta de não me permitir descontrair por um minuto que seja, estou farta até de me ouvir pensar.
Eu não era assim. Alturas houve em que eu tinha esperança, em que eu era mais calma, em que me considerava uma pessoa alegre. Agora parece que tudo isto exige tanto esforço! Demasiado. Não era suposto. E, por muito que na maioria dos dias me apeteça culpar alguém ou alguma coisa, a verdade é que se há aqui responsabilidade, é minha, só minha.
Uma das ideias que adoptei no meu percurso como psicóloga em treino (com a qual me identifico muito), é a de que nós não reagimos ao que nos acontece, mas ao que pensamos acerca do que nos acontece. Pois é, está tudo na cabecinha. Um dia de chuva, para algumas pessoas, pode ser altamente inspirador e satisfatório, mas para mim por exemplo é triste, fico logo em baixo. Isto só como um exemplo de uma situação que pode ser interpretada de diferentes formas por diferentes pessoas e por isso despoleta as mais variadas reacções. Por isso, o meu problema está na minha cabeça, na forma como interpreto uma série de coisas e, por isso, opto por andar constantemente a fugir de tudo. Não admira que ande constantemente cansada. Opto pelas soluções mais confortáveis, mais seguras. Sinto-me mais segura... e mais vazia, a cada dia que passa. Não sei que diga mais, não sei que pense mais... não sei. E não sei até quando é que vou ser capaz de esconder-me nos livros, séries, filmes e todos os tipos de ficção.
Passou mais um dia, estamos em Julho de 2011. Porque é que a maior parte das vezes sinto que não passou nem uma semana? Porque é que preciso de me esforçar tanto para me sentir bem?
Ultimamente tenho falado do futuro com muitas pessoas (muitas... considerando algumas fases, até são muitas). O que é que significa quando pensamos no futuro e vemos o mesmo de agora? Sim, porque sejamos realistas: as coisas não acontecem sozinhas, temos que fazer por elas. Ora, quando não fazemos nada, porque temos medo do que pode acontecer (sei lá), não vai acontecer nada, não vai mudar nada! E se não vai mudar nada... fica tudo na mesma... e se o "tudo na mesma" não é suficiente? Andamos nisto...
Não me interpretem mal, não ando aqui num dos meus frequentes episódios depressivos. Tenho andado até algo ocupada... mas.... mas... Estou farta deste registo, estou farta de não me permitir descontrair por um minuto que seja, estou farta até de me ouvir pensar.
Eu não era assim. Alturas houve em que eu tinha esperança, em que eu era mais calma, em que me considerava uma pessoa alegre. Agora parece que tudo isto exige tanto esforço! Demasiado. Não era suposto. E, por muito que na maioria dos dias me apeteça culpar alguém ou alguma coisa, a verdade é que se há aqui responsabilidade, é minha, só minha.
Uma das ideias que adoptei no meu percurso como psicóloga em treino (com a qual me identifico muito), é a de que nós não reagimos ao que nos acontece, mas ao que pensamos acerca do que nos acontece. Pois é, está tudo na cabecinha. Um dia de chuva, para algumas pessoas, pode ser altamente inspirador e satisfatório, mas para mim por exemplo é triste, fico logo em baixo. Isto só como um exemplo de uma situação que pode ser interpretada de diferentes formas por diferentes pessoas e por isso despoleta as mais variadas reacções. Por isso, o meu problema está na minha cabeça, na forma como interpreto uma série de coisas e, por isso, opto por andar constantemente a fugir de tudo. Não admira que ande constantemente cansada. Opto pelas soluções mais confortáveis, mais seguras. Sinto-me mais segura... e mais vazia, a cada dia que passa. Não sei que diga mais, não sei que pense mais... não sei. E não sei até quando é que vou ser capaz de esconder-me nos livros, séries, filmes e todos os tipos de ficção.
Passou mais um dia, estamos em Julho de 2011. Porque é que a maior parte das vezes sinto que não passou nem uma semana? Porque é que preciso de me esforçar tanto para me sentir bem?
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